PEGADAS INFINITAS
O vento agasalha um sorriso
Noites e canções se enamoram
Não há mistério
Não há medo do hoje
Os raios da primavera não choram
As imagens de uma flor perfumada
Se misturam com lembranças
Queima a poesia na fogueira
E viaja uma ilusão no olhar
Mesmo olhar que um dia chorou
Como não sentir o gosto da lágrirma
Ela alcança o infinito
Tanto no quarto vazio
Quanto na multidão desconhecida
O vento não sou eu
O mistério não é você
Apenas somos pegadas de vida.