matheusmotta

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O Universo gira

Na indômita solidão
adormeço nos ombros da tristeza
e acordo nos beijos da saudade
e desperto nos olhos da esperança

Há de chegar o chá de camomila
que acalmará a minha pressa de estar
Assim, caminharei nestes vales esquecidos
com uma tranquilidade jamais vista por estes olhos atônitos

Suspeitarei, pois, do coração que há de me guiar
mas me entregarei até a última batida do meu coração
E saberei que a doçura dos lábios que hão de me beijar
será, finalmente, dos beijos da saudade gostosa de se sentir

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Poemas

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O Universo gira

Na indômita solidão
adormeço nos ombros da tristeza
e acordo nos beijos da saudade
e desperto nos olhos da esperança

Há de chegar o chá de camomila
que acalmará a minha pressa de estar
Assim, caminharei nestes vales esquecidos
com uma tranquilidade jamais vista por estes olhos atônitos

Suspeitarei, pois, do coração que há de me guiar
mas me entregarei até a última batida do meu coração
E saberei que a doçura dos lábios que hão de me beijar
será, finalmente, dos beijos da saudade gostosa de se sentir

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Em tempos...

Ai, se meu coração pudesse falar
certamente ele diria
que nele há um anseio de amar

Ai, se meu coração não sofresse demasiado
provavelmente ele buscaria
um coração para se ter ao lado

(Mas como é tolo o meu coração
ele sofre à toa essa demasiada solidão
Mas como é sensível esse meu coração
ele sofre por toda a população)

Ai, se meu coração caminhasse
ele buscaria todos aqueles
que o acolhesse

144

Os orvalhos dos teus lábios

E é no vale dos esquecimentos
que encontro as águas de saudades,
de tristezas, de melancolias...

(O hiato entre o desconhecido
e o desconhecido. Para além...)

Quero passar desapercebido
por estas montanhas
onde os pássaros cantam alegremente
perto do meu coração triste.

E, quando cruzardes meus caminhos,
saberdes que meu coração vazio
e minha vida aguardam um alento
de além-vida...

Ai, e quando o nácar de saudade
enfeitar estas árvores,
hão de surgir, à noitinha,
os orvalhos dos teus lábios...

157

Complexo de solidão

Não sinto absolutamente nada:
nem alegria
nem tristeza
apenas o doce alento da poesia.

Complexo de solidão:
querer estar absolutamente só - apenas ouvindo o silêncio
para escrever palavras ao vento;
querer uma sutil companhia - apenas sentindo o soar manso dos nossos corações
para escrever uma futura-poesia repleta de recordações.

(Eu não me encontro em nenhum ambiente.
Me sinto um estrangeiro nesse mar de gente.)

Meus silenciosos gritos são emanados para o cosmo
para que eles encontrem o conforto que aqui - na Terra mãe - eu não encontro.
Escrevo para não morrer de tédio: para que meus sentimentos não me oprimam;
para quem sabe, minhas palavras encontrem um coração
que exale quimeras, e assim, a minha poesia seja uma obra prima
no coração de uma doce e singela menina.

(Sou um estrangeiro nessa Terra;
estrangeira, estou à sua espera.)

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