Mauro Veríssimo

Mauro Veríssimo

Sou um poeta amador, que transforma o cotidiano em versos sensíveis e profundos, convidando o leitor a sentir, refletir e enxergar a beleza nas pequenas coisas da vida.

n. 0000-00-00, 16/09/1974

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Trinta Dias Solteiro


Trinta dias no ermo,
É estar no limiar do desespero!
Triste fim do solteiro,
Que não consegue encontrar,
A solução dos seus erros.

Vozes, do sonho de um beijo,
Ecos que escuto no terreiro.
Não há nada, apenas escuridão,
Que ilumina esta imensa solidão.

E ao jovem pródigo?
Quem o ajudará?
E aos seus clamores?
Quem o acolherá?...

...Silêncio...,
Talvez o ermo seja o digno preço,
Que um homem solteiro venha a pagar,
Para encontrar o seu par de direito.

De repente uma luz, será o fim?
Não há nada a se perder,
A não ser,
Que me torne uma linda poesia a se ler.

Trinta dias no ermo
É está envolto pelo medo,
Mas o temor é o único meio,
Do sereno eremita se tornar,
Num ente realmente perfeito.



Mauro Verissimo

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Poemas

3

A Chave Mestra


Sou o verso do poeta,
A obra do pintor,
A aquarela do compositor.
Ando pela estrada,
Ando pela chuva,
Tudo passa, nada fica.

O amor convida a todos para jantar,
Mas não se come quando está sem fome.
Em compensação, perde-se o doce sabor
Da deliciosa comida, ali estendida.

Por que lutar contra um sentimento
Que vem tão forte e pede para ficar?
Por que não se entregar,
A dádiva mais rica que pode nos encontrar?

As chaves são várias
Mas as fechaduras são poucas,
Não há como testar.
Por isso sou chave solitária,
Até que a minha fechadura venha a me encontrar.

Sou chave mestra, chave única,
Fruto de um casal de chaveiros,
Que me criaram para um único objetivo,
A fechadura certa encontrar.

Tarefa árdua e sem retorno,
O amor é assim, por isso vale a procura.
Não deixarei a luta, mas não lutarei,
Não deixarei o beijo, mas não beijarei.

O vento há de trazer a resposta sábia do que procuro,
A fechadura em forma de flor que,
Sendo primordial ao meu futuro,
É a única a acabar com esta tão malfadada solidão,
E trazer-me a sonhada e distante alegria,
Que tanto rezo em meus sonhos.
Sou chave..., mas sou humano.


Mauro Verissimo

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Trinta Dias Solteiro


Trinta dias no ermo,
É estar no limiar do desespero!
Triste fim do solteiro,
Que não consegue encontrar,
A solução dos seus erros.

Vozes, do sonho de um beijo,
Ecos que escuto no terreiro.
Não há nada, apenas escuridão,
Que ilumina esta imensa solidão.

E ao jovem pródigo?
Quem o ajudará?
E aos seus clamores?
Quem o acolherá?...

...Silêncio...,
Talvez o ermo seja o digno preço,
Que um homem solteiro venha a pagar,
Para encontrar o seu par de direito.

De repente uma luz, será o fim?
Não há nada a se perder,
A não ser,
Que me torne uma linda poesia a se ler.

Trinta dias no ermo
É está envolto pelo medo,
Mas o temor é o único meio,
Do sereno eremita se tornar,
Num ente realmente perfeito.



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Ternuras de Um Encanto


Linda mulher, que festa é esta?
Que me convidas e foge como um rio?
Traz-me à vida, dentro de um aquário?
E que me deixas assim?
Como um alegre, e terno solitário?

Bem que a vida poderia ser bela!
Com festas pela janela,
Amores nos jardins.
Que bom seria se a vida fosse assim!
Talvez morresse jovem...,
... Morreria muito feliz!

Guardo mágoas no coração,
Lembranças de uma antiga recordação.
Tu podes ser a minha grande alegria.
Aquela que pode acabar aqui,
Com esta triste ilusão,
Que parece não ter fim.

Juras, versos, salmos e poemas.
Tudo de quem ama para quem se ama,
Mas a amada insiste,
A prova tem que ser dada,
O amor tem que ser autêntico!
Para que a linda flor seja enlaçada.

Que a minha prova de amor,
Sejam as minhas palavras,
Tão sensíveis e tão solitárias.
Mas, quando juntas e,
Em perfeita harmonia,
Provam que tu moça linda,
És a riqueza que eu encontrei,
Na minha vida.

Darei a você está prova de amor,
Esta essência, este lírio esplendor.
Desejando estar entre teus braços,
Enquanto beijo a tua boca carnuda.
Saciando a minha sede,
No calor do teu corpo.

Vamos sair deste lugar de desilusão,
Você é a luz, o encanto, a realização.
Que nestes olhos maravilhosos,
Deste corpo estonteante,
Eu consiga reencontrar,
Os caminhos da paixão!

Mauro Veríssimo

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