É muito difícil olhar para o que é feio em nos mesmos. É como olhar para um abismo, ficar a beira e quase pular. "Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você". Os ajuizados e convencionados nunca olham, uma vida de negação. Mas os insanos o fazem, às vezes sem querer, às vezes por prazer. O louco é o mais nobre e inexorável por fazer exatamente isso: Ficar na beira do abismo por muito tempo, primeiro porque não teve medo, segundo porque sabe que a felicidade vira lembrança, mas a dor o engrandesce e o deforma. Terceiro porque vê a beleza da onipresença do próprio âmago perante ao ríspito, ao sujo, ao vazio. Aí já não tem pudor... e pula! Mas se todos nós temos um pouco de loucura, espero que sejamos então menos virtuosos e mais de carne, de osso, de manha, de inveja, de bondade, de ciúme, de desejo, de paixão, de desisteresse e de tato. Quero ser de tudo o que tiver de ser!
Para isso, pergunto: o quão perigoso é ir além do que é tacitamente proibido? O quão não é só dor, loucura ou liberdade?
Mas eu me pergunto até onde vai o cinismo. Eu me pergunto até onde vai a falta de auto conhecimento. Eu me pergunto o por quê de tanta virtude fingida. Eu me pergunto até onde vai o cinismo.
É muito difícil olhar para o que é feio em nos mesmos. É como olhar para um abismo, ficar a beira e quase pular. "Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você". Os ajuizados e convencionados nunca olham, uma vida de negação. Mas os insanos o fazem, às vezes sem querer, às vezes por prazer. O louco é o mais nobre e inexorável por fazer exatamente isso: Ficar na beira do abismo por muito tempo, primeiro porque não teve medo, segundo porque sabe que a felicidade vira lembrança, mas a dor o engrandesce e o deforma. Terceiro porque vê a beleza da onipresença do próprio âmago perante ao ríspito, ao sujo, ao vazio. Aí já não tem pudor... e pula! Mas se todos nós temos um pouco de loucura, espero que sejamos então menos virtuosos e mais de carne, de osso, de manha, de inveja, de bondade, de ciúme, de desejo, de paixão, de desisteresse e de tato. Quero ser de tudo o que tiver de ser!
Para isso, pergunto: o quão perigoso é ir além do que é tacitamente proibido? O quão não é só dor, loucura ou liberdade?
Mas eu me pergunto até onde vai o cinismo. Eu me pergunto até onde vai a falta de auto conhecimento. Eu me pergunto o por quê de tanta virtude fingida. Eu me pergunto até onde vai o cinismo.
422
Buraco Negro
Eu sei que eu sou um buraco negro Vazio que anseia por preenchimento rápido de amor de sexo de comida de inspirações de ideias para sugar mais ideias Eu tenho fome Eu tenho fome de você Meu sangue corre vigoroso e a vida flui em mim sugando mais Queria que você pudesse sentir o vapor em minhas têmporas o bater do meu coração e meu ranger de dentes queria que pudesse ver atraves de meus olhos a sua beleza e a decepção que me aflora que suga mais Uma devoradora que continua vazia porque o que eu como não me sustenta eu sei que eu preciso da sua docura do seu veneno do seu olhar para comer e com reluto vomitar só para dizer que a vida valeu a pena.
196
POETA É O QUE AMA
Você tem um espaço no meu pensamento (GRANDE, porque eu penso muito em você) O cérebro se vicia e encara como uma droga pensar numa pessoa que lhe causa prazer. Logo, isso se repete quase que freneticamente, involuntariamente. Nos primeiros dias eu estava viciada em pensar em você depois fui aumentando a complexidade do pensamento,diminuindo a frequencia, mas ganhando em sofisticação. Os flashbacks dos momentos de prazer que tive com você dominam a minha mente. Detalhes do seu trejeito, seu olhar doce - que destoa complemanete do resto do seu corpo masculino, sua sombrancelha, pairam em camera lenta na minha cabeça.
Eu vejo muita beleza.
Na voz, no corpo,e por fim e mais tentador no cheiro, o cheiro natural do seu corpo quando nem o sabonete, nem seu perfume e nem qualquer outro aroma age naquela região entre o seu pescoço e a sua orelha. Apenas a sua pele nua e meu olfato, ocasionalmente potente. É complexo, o meu sentir é profundo, ao ponto de me embreagar, e fazer de confusão na minhas lógicas já comprometidas. Nessa inebriante perda de racionalidade,me encontro além da razão. ME Descubro poeta. Sou incapaz de escrever uma palavra minha sem sentir exatamente o que estou sentindo agora. Poeta é o que sente e assim sou, assim estou. O próprio processo da paixão se dá por meio da escrita.Sempre foi assim,as poucas pessoas eternizadas não minhas palavras foram as que me apaixonei em maior ou menor grau. Algumas paixôes tiveram volta, mas outras ecoam na minha lembrança como chama.
Agora você faz parte disso.
Sou incapaz de verbalizar a complexidade e intensidade que é pensar em sentir. Então me disponho a escrever essas simples palavras.
Alias, me calo.
Silencio-me para a mais completa comtemplação. A comtemplação em relação a você.
274
Eu em ÁLVARO de CAMPOS
Eu, que tenho sido indiscutivelmente grossa e má aluna. eu, que tenho ignorado convívio social pelo amargo do escarnio que tenho sido intransigente na rua e mal-humorada de manhã. Eu, que tenho gastado mais que ganho jogado lixo na rua e não levantado na hora. Que tenho falado a primeira coisa que me vem a mente, perdido pertences e xingado Deus e o mundo
Eu mesma estou farta!
Estou farta de semideuses! eu me vislumbrarei pela humanidade pela fragilidade nunca pela expertise pelas cicatrizes, pelos sons estranhos e toscos da blusa velha e rasgada da simplicidade de errar ou não saber o nome daquilo pela falta de lógica pela letra feia em idade adulta nunca pela pretensão em fala dos mestrandos e doutorandos pelo corpo em forma
eu me apaixonarei pela olheira profunda e os erros de português
Eu quero saber do fracasso das porradas dos problemas que dizem mais quero as ridículas desculpas os ridículos gostos os esdrúxulos modos que definem mais estou farta de currículos pessoais e também de fingir gostar daquela superfície enganadora. Quero a vileza de ser e a preguiça de continuar sendo.
É preciso perguntar de novo e sempre Onde é que há gente no mundo?
On Mon, Mar 11, 2019 at 5:08 PM Mayara Maya wrote:
Eu em ALVARO de CAMPOS
Eu, que tenho sido indiscutivelmente grossa e má aluna. eu, que tenho ignorado convívio social pelo amargo do escarnio que tenho sido intransigente na rua e mal-humorada de manhã. Eu, que tenho gastado mais que ganho jogado lixo na rua e não levantado na hora. Que tenho falado a primeira coisa que me vem a mente, perdido pertences e xingado Deus e o mundo
Eu mesma estou farta!
Estou farta de semideuses! eu me vislumbrarei pela humanidade pela fragilidade nunca pela expertise pelas cicatrizes, pelos sons estranhos e toscos da blusa velha e rasgada da simplicidade de errar ou não saber o nome daquilo pela falta de lógica pela letra feia em idade adulta nunca pela pretensão em fala dos mestrados e doutorados pelo corpo sarado ou chapado eu me apaixonarei pela olheira profunda e os erros de português
Eu quero saber do fracasso das porradas dos problemas que dizem mais quero as ridículas desculpas os ridículos gostos os esdrúxulos modos que definem mais estou farta de currículos pessoais e também de fingir gostar daquela superfície enganadora. Quero a vileza de ser e a preguiça de continuar sendo.
É preciso perguntar de novo e sempre Onde é que há gente no mundo?
135
Consegues?
Consegues? Sentir até que os ossos doam? Até que olhos marejados não sejam suficientes? Até que na fala não caiba mais ? Até que a boca se feche como tumba? " Pensar milênios"! Viver barbáries! Sentir universos sozinha E aguentar como sarcófago tampado As pessoas vão, algumas vem, algumas ficam como relíquias As valiosas dão valor à si As menores passarão como vento Mas tudo lhe trará ensinamentos Profundos ou confirmações Não precisará ser divulgado; Só compartilhe com o teu povo, os messias de tua alma Não tenha medo do incomum, é sempre incerto como o cosmos em expansão Não certifique-se Não recorram Não relutem Não se sintam Não se exaltem o que não lhes é crédito Tu és mais um que enxergou como outros, porém os outros dificilmente te enxergaram como único; porque não há olhos para tal Tu convalecerá no vazio A existência é assim A mais complexa obliviedade da vida Deixe se levar como se ondas de um mar ou um rio bravo fosse, sempre sem padrões Sempre esperando a profunda lição da vida sensitiva e ao acaso.
211
Fácil
Põe um olhar aqui, uma conversa acolá, Dê um tchau e deixe que o pensamento dê cabo. Especulação é o que eu tenho com você, meu bem. E não é ruim. O mundo das idéias é o meu preferido, amor. Quero poder sonhar com você e acordar pensando como é engraçado o engano.
227
Fácil
Põe um olhar aqui, uma conversa acolá, Dê um tchau e deixe que o pensamento dê cabo. Especulação é o que eu tenho com você, meu bem. E não é ruim. O mundo das idéias é o meu preferido, amor. Quero poder sonhar com você e acordar pensando como é engraçado o engano.