Mayara Luiza

Mayara Luiza

n. 1997 BR BR

Entusiasta de filosofia e leitora de Nietzsche. Adora expurgar seus sentimentos numa tela de notebook.

n. 1997-04-21, São Paulo

Perfil
1 706 Visualizações

CINISMO

É muito difícil olhar para o que é feio em nos mesmos.
É como olhar para um abismo, ficar a beira e quase pular.
"Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você".
Os ajuizados e convencionados nunca olham, uma vida de negação.
Mas os insanos o fazem, às vezes sem querer, às vezes por prazer.
O louco é o mais nobre e inexorável por fazer exatamente isso: Ficar na beira do
abismo por muito tempo, primeiro porque não teve medo, segundo porque sabe que a felicidade vira lembrança, mas a dor o engrandesce e o deforma. Terceiro porque vê a beleza da onipresença do próprio âmago perante ao ríspito, ao sujo, ao vazio. Aí já não tem pudor... e pula!
Mas se todos nós temos um pouco de loucura, espero que sejamos então menos virtuosos e mais
de carne,
de osso,
de manha,
de inveja,
de bondade,
de ciúme,
de desejo,
de paixão,
de desisteresse e
de tato.
Quero ser de tudo o que tiver de ser!

Para isso, pergunto: o quão perigoso é ir além do que é tacitamente proibido?
O quão não é só dor, loucura ou liberdade?

Mas eu me pergunto até onde vai o cinismo.
Eu me pergunto até onde vai a falta de auto conhecimento.
Eu me pergunto o por quê de tanta virtude fingida.
Eu me pergunto até onde vai o cinismo.
Ler poema completo

Poemas

4

Buraco Negro

Eu sei que eu sou um buraco negro
Vazio
que anseia por preenchimento
rápido
de amor
de sexo
de comida
de inspirações
de ideias para sugar mais ideias
Eu tenho fome
Eu tenho fome de você
Meu sangue corre vigoroso
e a vida flui em mim
sugando mais
Queria que você pudesse sentir o vapor em minhas têmporas
o bater do meu coração e meu ranger de dentes
queria que pudesse ver atraves de meus olhos a sua beleza
e a decepção que me aflora
que suga mais
Uma devoradora que continua vazia
porque o que eu como não me sustenta
eu sei que eu preciso da sua docura
do seu veneno
do seu olhar
para comer e com reluto vomitar
só para dizer que a vida valeu a pena.
196

Consegues?

Consegues?
Sentir até que os ossos doam?
Até que olhos marejados não sejam suficientes?
Até que na fala não caiba mais ?
Até que a boca se feche como tumba?
" Pensar milênios"! Viver barbáries!
Sentir universos sozinha
E aguentar como sarcófago tampado
As pessoas vão, algumas vem,
algumas ficam como relíquias
As valiosas dão valor à si
As menores passarão como vento
Mas tudo lhe trará ensinamentos
Profundos ou confirmações
Não precisará ser divulgado;
Só compartilhe com o teu povo, os messias de tua alma
Não tenha medo do incomum,
é sempre incerto como o cosmos em expansão
Não certifique-se
Não recorram
Não relutem
Não se sintam
Não se exaltem o que não lhes é crédito
Tu és mais um que enxergou como outros,
porém os outros dificilmente te enxergaram como único;
porque não há olhos para tal
Tu convalecerá no vazio
A existência é assim
A mais complexa obliviedade da vida
Deixe se levar como se ondas de um mar ou um rio bravo fosse,
sempre sem padrões
Sempre esperando a profunda lição da vida sensitiva e ao acaso.
211

Fácil

Põe um olhar aqui, uma conversa acolá,
Dê um tchau e deixe que o pensamento dê cabo.
Especulação é o que eu tenho com você, meu bem.
E não é ruim. O mundo das idéias é o meu preferido, amor.
Quero poder sonhar com você e acordar pensando como é engraçado o engano.
227

Fácil

Põe um olhar aqui, uma conversa acolá,
Dê um tchau e deixe que o pensamento dê cabo.
Especulação é o que eu tenho com você, meu bem.
E não é ruim. O mundo das idéias é o meu preferido, amor.
Quero poder sonhar com você e acordar pensando como é engraçado o engano.
241

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.