Mônica Leite

Mônica Leite

Mestre em Letras, Professora de Língua Portuguesa, apaixonada por poesia. Escrevo para fugir de onde estou e de quem sou. Escrevo para regressar aos sentimentos que preservo.

n. 0000-12-18, Bahia

Perfil
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Eu poeta

Escrever poema é esquecer-se de si
é lembrar-se do outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é subverter o desejo
é negar-se e permitir-se ao outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é expressar (in)certezas
é dar forma às palavras que é do outro
Outra voz, outra vida, outro eu.

Autoria: Mônica Leite

Disponível em: www.escritas.org/pt/n/monica-leite
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Biografia
Mestre em Letras, Professora de Língua Portuguesa, apaixonada por poesia. Escrevo para fugir de onde estou e de quem sou.  Escrevo para conhecer várias mulheres que habitam em mim. Escrevo porque encontrei na poesia, minha identidade, meu desejo, minha realização. A poesia é a minha liberdade!

Poemas

6

Por você

Das coisas que não são minhas
A que eu mais almejo é você
Em teu lugar veio a solidão
Que em mim insiste em viver
Na poesia ou na canção
Desapaixono todos os dias
Por você...
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Alforria

Guerreira, que desejos tens!
Que sonhos! Que fantasias!
Lute, minha guerreira!
Trave a batalha de todo dia
Arranque as amarras

Tiraste todas elas de seus pés
Dos anos no calabouço
Do medo, da paz em guerra
do mito da caverna
Saia, saia imediatamente

O mundo é grande, guerreira!
E cabe no teu querer.

 

 
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Eu poeta

Escrever poema é esquecer-se de si
é lembrar-se do outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é subverter o desejo
é negar-se e permitir-se ao outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é expressar (in)certezas
é dar forma às palavras que é do outro
Outra voz, outra vida, outro eu.

Autoria: Mônica Leite

Disponível em: www.escritas.org/pt/n/monica-leite
1 879

Mar meu


Lembro-me daquela noite, da lua, da brisa

Teus braços enlaçando-me...

Beijos afáveis, olhos penetrantes

Foi quimérico.

Não falávamos quase nada, sentíamos o mundo

Vivacidade sagaz perpetuou aquele momento

Fez-me perceber que a vida é um rio

E tu és o mar no qual deságuo.
1 895

Inverno

Frios dias esses
De leituras quentes
Olhos ávidos
Com o primor do que é leve
Com a leveza do que é meu.
1 920

Instante

Do imenso agora
Vejo seus olhos
Breve corrijo
Longe desnuda
Não os tenho mais.
1 560

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