Mônica Leite

Mônica Leite

Mestre em Letras, Professora de Língua Portuguesa, apaixonada por poesia. Escrevo para fugir de onde estou e de quem sou. Escrevo para regressar aos sentimentos que preservo.

n. 0000-12-18, Bahia

Perfil
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Eu poeta

Escrever poema é esquecer-se de si
é lembrar-se do outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é subverter o desejo
é negar-se e permitir-se ao outro
Outra voz, outra vida, outro eu
é expressar (in)certezas
é dar forma às palavras que é do outro
Outra voz, outra vida, outro eu.

Autoria: Mônica Leite

Disponível em: www.escritas.org/pt/n/monica-leite
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Biografia
Mestre em Letras, Professora de Língua Portuguesa, apaixonada por poesia. Escrevo para fugir de onde estou e de quem sou.  Escrevo para conhecer várias mulheres que habitam em mim. Escrevo porque encontrei na poesia, minha identidade, meu desejo, minha realização. A poesia é a minha liberdade!

Poemas

8

Desilusão

Fizeste ameaça à minha liberdade
Tiraste meu desejo de amar
Quiseste a todo custo a maldade
Sofreste a alma a sangrar

Não pago o custo de ser sua
Pretendo a liberdade resgatar
Puseste minha integridade nua
E regressas querendo a mim conquistar

Dificil acreditar em ti
Jamais perdoarei o que fizeste
Nunca saberás o que senti
Muito menos a trsteza que me deste

Os anos ao seu lado
As decepções no caminho
serão sempre o que motivará
Meu desejo de felicidade
876

Falei

Vivo de saudade
das coisas
das pessoas
das oportunidades

hoje a saudade veio
da vontade de escrever
dizer de sentimento
expressar o eu só, eu nós sós

A alegria me aguarda 
haverá o momento dela
mas, hoje a saudade é de escrever
dizer de mim, do nada, do vazio

Já disse...
200

Desperta!

Levo a tristeza de quem espera 
A desesperança de quem confia
O olhar de submissão

No meio da jornada, a pedra drummondiana
Fez em mim transformação

Trago a liberdade de quem faz
A esperança de quem luta
A independência de quem decide

No meio da jornada, a pedra drummondiana
Lembrou-me que sou mulher

Viva o Sagrado Feminino!
1 397

O que posso oferecer-te eu?


Se não possuo o amor ingênuo das moças 
Não tenho a juventude que desfrutas
Guardo a partida de viagens que não fizeste
O calor das noites que não viveste.

Eu que já experimentei  da vida, os dessabores
Já provei a desventura de  amargos amores
O que posso oferecer-te eu?
Além de noites febris de risos largos.

Afoguei-me na tua ternura 
Eu, subitamente enlouquecida por ti
Posso oferecer-te o agora.
1 437

Pesadelo

Pesadelo
O corpo em chama, desperta
Olhar, gesto, dança
Movimento de maré...balança
Delírios, sorrisos, liberta.

A (in)consciência te deseja
amor, calor, êxtase
Ao tocar-te, alucinação
Sussurros, beijos, tesão.

Se em sonho tu vens como chuva
Na minha loucura, em pesadelo tu voltas.

P.S. Eu só queria 2 minutos no seu corpo pra fazer você esquecer todas as mulheres que já teve.
1 465

Somente eu

Duvidei  do teu calor
Retirei os livros
Carreguei meus sonhos

Tive frio
Sofri as leituras
Sonhei só

Por tudo que passei
A vida  me deu
A coragem de ser singular.
1 358

A vida

No final da história restou um ponto.
Negar a inexistência  e retirada
Habitar no limbo do esquecimento

Negavar o fim
Há um começo no meio da cena
Que navega o fim

Um ponto
Um túmulo

a vida.
1 456

COLHEITA

Colheita
Posto a alegria que arrancaste
Presto a recolher-me 
Não de retirar-me. 
Colher-me novamente e sempre
Apanhar o amor
Plantado
Regado
Arrancado
Roubado 
E florescido
Recolher-me
Merecido.


Mônica Leite
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