A morte do Poeta
Não se faz mais poema,
Não se vive mais de poema,
Sua loucura é viva,
Sua história dilemas,
É preferível viver alucinado,
Do que fazer poemas.
Antes vagava na estação
De repentes antes viviam
De poemas, hoje são falsos
Amantes, romancista
Apenas, pobre sonhador,
Que vende sua rima por 5
Moedas, ninguém mim
Contou, mas hoje vemos a
Morte do Poeta.
A cultura do Brasil não é
Criar rima, mas, sepultar,
São versos e estrofes de
Vida, porque quem morre
Ensina, o vivo a sonhar, sou
Lembrado na morte, pois
Em vida sou judiado, só mim
Resta a sorte de um dia ser
Lembrado.
O poeta encontra-se calado,
Não querem mais fazer
Poema, é agora mais um
Coitado e vive fora de cena,
O poeta rompeu com a rima
Como uma noiva sem véu
Hoje é apenas mais um
Plebeu e sua morte um
Troféu.