Murilo Porfírio

Murilo Porfírio

n. 1995 BR BR

n. 1995-07-28, Minas Gerais

Perfil
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II-I In a Basement With Bertha Mason

In the shadow of a silent sin, a sense of discord grows within.

Long lost in a tale of old, in silence, my thoughts unfold.

Dreams are shaped by hands not mine, destined for him or the divine.

Evening prayers, a hope for peace, yet bring visions that never cease:

A world designed for you and me, yet from it, my soul yearns to be free.

I learned that kindness is my role, dreaming for others, a part of my soul.

Battles within, a constant fight, fade as I face my inner plight.

A common curse we all bear, my dreams shrouded in a common despair.

Life and death, themes I’d rather not ponder, seeking answers that within me wander.
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Poemas

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I-LXXXIV Jaezes de vida e morte

Perdi tudo que me deu o mundo,

corri para o fim a fim de dizer-lhes muito:

Pouco respeito, muito castigo,

por que fazer de mim perda

de um tempo infinito?

 

Se só perdoo para que me perdoe,

por fazer de mim mais do que pretendi quando nasci,

por sofrer estando na média, por chorar na morada,

e mal engolir a comida que é dada.

Falando assim, até soa ter sentido o que fazem por mim.

Até mostro perceber, sem querer, que meu maltrato é mais

por dizer do que por viver.

 

Queria ir-me sem ter que escrever, mas é ingratidão

que me puxa o chão. Pelo menos, por honestidade,

digo como as coisas são, temendo não ser digno

de um fim ainda com paixão.
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I-LXXXIII Jaezes de vida e morte

Amanhã nos tomará tudo, já sabemos disto.

É como meus presságios que tomam meus sentidos:

Não sairemos do inverno,

o verão se foi com os que se cumpriram.

 

Não é intrigante como tudo

que será dito finalizará o que foi vivido?

Lembro desta angústia desde sempre,

me convencia de esquecer você,

de tentar por mim, mas fiz-me inconsequente.

 

Não tem sido a justiça que me condena,

não como afunda minha alma em incertezas,

com orações atando ambas as nossas crenças.

Não foi por respeito, não foi por admiração

foi por liberdade, talvez por diversão.

Não por você, também não por mim,

mas por todas as razões erradas que,

fatidicamente, levam ao fim.
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