Nabelle

Nabelle

Ainda é cedo, amor.

n. 0000-02-20

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Aflição em carta

Solte-se de meus laços
Voe
Bata tuas asas
Volte para o interno de tuas inseguranças

Largue o colorido
Martírio eterno
Dos choros dos calados
E cante o mais alto silencio
Que os poucos escritores mortos ouçam a se arrepiar

A lágrima desenhada
No rosto dos fracos
Que fortalecem o escuro da noite
Em sonhos sombrios que me suicido
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Poemas

1

Transparência.

O que há, poeta?
Sopro de luz
Paranóica
Amargurada
Esquecendo-te do tão belo

O que há, profeta?
Vento passageiro
Sangue psicopata
Doce frescor alheio

O que te amargura?
Grita
Choras
Corroe tua escrita

E tu, poeta?
Colecionador de chepas
Traido pelas linhas
De tua própria caneta.
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