Nabelle

Nabelle

Ainda é cedo, amor.

n. 0000-02-20

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Aflição em carta

Solte-se de meus laços
Voe
Bata tuas asas
Volte para o interno de tuas inseguranças

Largue o colorido
Martírio eterno
Dos choros dos calados
E cante o mais alto silencio
Que os poucos escritores mortos ouçam a se arrepiar

A lágrima desenhada
No rosto dos fracos
Que fortalecem o escuro da noite
Em sonhos sombrios que me suicido
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Poemas

1

Luz de porto.

Se em voz, oh alegria pura!
Desagua faltando-te sossego
A alegria do sujeito
Que de tuas águas
Deforma o canto

Pedras a interromper as ondas
Sem caminho pra voltar
Lavando lentamente
Pele escura
Do barco negreiro a naufragar

Se pensas em nadar
A vida há de te mostrar
Onde começar ou terminar
Navegando em canoa a alto mar

Assim a deixo, meu bem querer
Remo para nunca voltar
Leva de mim um beijo
E a grande luz do luar!

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