Natalia Angel

Natalia Angel

n. 2001 BR BR

O mundo está em cinzas

n. 2001-10-22, Palmas Pr

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O beijo mortal

O veneno em seus lábios
O vento gelado sobre a minha pele
O espinho em outro amor
O medo em meus olhos
O sabor doce que amargou
O amor perdido que sangrou
O nó na garganta com um sorisso
O poeta sem amor
As musícas sem som
As cartas de amor 
As estrelas em seus olhos
As cinzas no velho cinzeiro
As lágrimas na chuva
As minhas preciosas lembranças
O beijo mortal desde a sua partida
A pura eterna saudade
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Poemas

6

Almas florescentes

Não precisa segurar-se a linha que suspende, não resista a esse ar que cerca a tempo e tempos, não precisa ver a água limpando a cicatriz que arde, os caminhos seguiram em uma rotina, onde os fantasmas eram os únicos amigos, não escondi e não gritei para do alto ouvir, o nada estava oco, o som de tudo que havia se quebrado, era a canção que ouvia no fim da noite. O movimento estava agitado, o coração rasgava em pedaços, ouvia emoções pela janela, e as cinzas da fumaça queimava o peito cheio de dor. Fechei os olhos e vi almas florescentes apagando-se. As mentiras paralisavam o tempo, o grito era o sorriso... toquei o céu gelado, o seu foco era o coração de quem nunca te amou. Afoguei-me e desisti, meu amor me deixou morrer aqui.
Respirei dentro do fundo do mar... vi os anjos nadando, sorrindo e cantando. Abra os seus olhos e sinta o vento, o sorriso quebrado estava morto. Os anjos da morte me fizeram chorar e sorrir no dia seguinte, amor, eu senti dor e nada mais. Agora eu me encontro nadando o tempo todo, os anjos nunca param de cantar aquela canção.

561

Mar azul

Doce alma esplêndida
Onde à diferença é pequena.
A sua mente vazia
Assim vista de quem nada sabia.
Ao entrar solidão em todo lugar.
Sentimentos de vazio tinha muito a falar.
Não olha para a flor se não for bela.
A beleza esta dentro dela
Doce vida passageira.
Vendo o amor feito de grãos de areia.
A morte feita de ceda.
Vida sem arrependimentos
Queimava no meu peito
Ao mar azul como efúgio.
Ao eterno luto
Amor amargo encontrado no fundo.
611

Coração preto

De um momento para o outro.
Eu vejo-me morrer.
Escrevo coisas que me destroem.
Coisas que me matam.

De um momento para outro.
Eu vejo-me chorar.
Escrevendo coisas que me matam.
Coisas que me matou.

De um momento para o outro.
Eu vejo o meu coração preto implorando por um novo amor.
Eu estou morta, mas… Respiro.
Com dor, mas estou sorrindo.
De um momento para o outro.
Eu não consigo dormir.
E ouço fantasmas dizendo que vou morrer em breve.
Dores gravadas na pele.

De um momento para o outro.
Eu vejo o quanto a chuva é ácida.
E os pássaros morreram.
As rosas-vermelhas sangraram.
De um momento para o outro,
a minha alma vazia indo paro o nada.
630

Lar

Mostre-me um lar onde eu possa viver,
um lar onde não há dor.
O mundo em volta de números e sorrisos quebrados.
Eu poderia sorrir,
todos vão aplaudir a minha dor,
que nunca partiu, que nunca se foi…
Na minha volta, o meu sangue sobre as minhas mãos.
O céu vai chorar quando me ouvir falar,
que toda a tempestade são momentos destruídos das nossas almas.
Todos estamos desejando ter um lar…
A chuva infinita que confundem as nossas lágrimas.
Onde o paraíso, não há dor.
Todos vamos sorrir pela última vez e chorar pela primeira vez.
Não saia daqui,
não saia de perto,
o som não se propagou,
não havia ar através da nossa energia,
não havia um lado positivo e o tempo desapareceu…
Na minha memória,
vi você partindo em pedaços.
Vamos brilhar, desaparecer na escuridão…
Seremos memórias esquecidas,
olhe através da janela,
observe pessoas sendo apagadas com o tempo.
Memórias indo embora,
todo o amor perdido sendo mais uma dor,
algo que o vento levou…
612

Através de um lado

Olhar através de um lado,
de um pequeno espaço-tempo,
o mundo estava paralisado na sua cobertura. 
Àquele olhar intenso,
lento, fixo, corajoso e inocente.
Onde juntava pequenas partículas de tolerância a padecer-se uma
vida de pusilanimidade.
A irreconhecível e estrangeira voz nunca ouvida,
na minha mente assemelhava como um, opereta,
entrelaçado nas minhas poesias.
Os olhos mais perfeitos já visto,
a beleza mais pura havia sido encontrada.
O seu coração parecia rosas.
A sua mente descrita como o incrível universo,
a sua clemência brilhava como as estrelas. 
O seu sorriso desafia as minhas letras e aperfeiçoa em cada linha.
A imaginação infinita de uma família,
onde estive com você encontrei
a minha alegria.
Suas lágrimas transbordavam melancolia,
a sua saudade apreciava a cor do dia em cinzas.
E sua solidão ardia.
A minha princesa de preto sorria,
sabendo que irei recompensa-la um dia,
Escrevi cartas para reencontrar o amor da minha vida.

669

Descanso

O descanso da folha
É quando cai a um lento vento.
Todos separados
Muda a cor com o tempo.
Memórias não são guardadas
Já esquecida a um longo tempo.
Não queria estar assim
Mas já esta chovendo
Com o silêncio e o calor
Eu senti amor
Aquecendo cada canto
Do meu coração
Como papel em branco
Vejo o vazio então

O som levando
O vazio se aproximando
Sentimentos guardados
Como flores em um caixão.
Alma voando eu não sinto o chão.
Paraíso Lindo mas…
Não ouço o som.
O amor já existiu Talvez…
Sei que não.
As memórias mudando
Tudo separando
Levados com o sopro do vento.
Para ser amado
Sei que não deu tempo.
O vento levou uma alma e um coração.
Como poeira se tornaremos no fim então?
676

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