natalia nuno

natalia nuno

Perfil
459 138 Visualizações

Serenem, serenem...

Não me julguem, nem me condenem
Trago o coração cheio de frio

Serenem...serenem...!
Que minha voz está por um fio.

Talvez
regresse na primavera
Mas esse tempo já não será o meu
Também o jasmim espera
cuidar do odor seu.

Não se pode reduzir a distância
O que lá vai passou...
Visita-me ainda a infância
óh minha mãe triste estou!
escuto-te no vento mágico que ocorre
Nesta tarde... manso e invasor

Tudo morre, tudo morre!
Menos por ti...o meu amor.

Tudo é tão belo, porém triste
Oculto em meu coração
Não abandono a esperança
que existe
E na dor te dou a mão.
Onde encontro consolo ainda
quase...quase menina,
para encurtar a distância
volto ao regaço da infância

Agora que o sol declina...
Eu sonho...ao mesmo tempo choro
e canto
E em solidão acesa
Hoje me sinto ainda tua princesa,
Enquanto durar o sonho...por enquanto!

rosafogo
natalia nuno
Ler poema completo
Biografia
Natural de Lapas/Torres Novas A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas . Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil. Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda» Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César, O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e « Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira. Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora. Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........

Poemas

643

um instante ou uma eternidade...

Invade-me um nó de inquietude
dias silenciosos sem piedade
solidão que já me aturde
A palavra pesa e logo a saudade.
E a vida é uma solitária esquina
uma viagem peregrina,
uma torrente de chamas bruxeleantes
onde a memória obscura
é fogueira mortiça.

Nada será como dantes
sou como borboleta pisada
de asa amarrotada.
Desventura!
Só a lembrança me atiça,
me prende
nas manhãs radiosas, ou
nas tardes agonizantes.
Regresso então ao meu lugar
em bico de pés, em passos de
bailarina
para o sonho não acordar.

Levo a mão ao coração
e o pensamento no ar
e sou de novo menina
E é então...!
Que surge a lua prateada
banhando-me de raios ametistas
Ah! Como me sinto amada, abençoada!
E a vida me segreda...Não desistas!

natalia nuno
rosafogo
254

eternizar o sonho...

gosto de lembrar quando punha flores no cabelo
era eu uma flor de cheiro campesina
com perfume a flor de laranjeira
gosto de lembrar meu cheiro de menina
menina, que trago comigo a vida inteira
gosto de eternizar o sonho em mim
deixar-me como se fosse intemporal
e adormecer neste sonho
como se ele não tivesse final

gosto de lembrar a fita escocesa
e o cabelo negro esvoaçando ao vento
olhar o campo as flores a natureza
e as estrelas à noitinha no firmamento
gosto de esquecer o amargo da emoção
de esquecer os dias que já não têm luz
entregar-me de alma e coração
ao desejo da memória que ainda me seduz
gostava de esquecer o medo, o frio
o vazio, de recuar ao tempo de menina
vestir meu vestido de popelina
olhar-me vaidosa no espelho d'água
e lembrar-me saudosa mas sem mágoa
gostava que uma janela se abrisse
e na paisagem dos teus olhos
menina ainda me visse...
e do sonho tudo pudesse de novo acontecer
e os sobressaltos da vida para sempre esquecer...


natália nuno
rosafogo
escrito em 10/10/2009
http://nataliacanais.blogspot.com/
266

Final...

Porquê não crer?
No final o sujeito está lá!
Se todos o podem ver?!
Rodeado de flores, amigos, ele está!
Vejo tudo ou tudo prevejo!
Do final a acontecer
Será agoiro o que vejo?!
Como cega queria ser!

A noite levou seu dia p'la mão
Já caminha num Mundo do avesso
Já lhe acabou com a inquietação
Às costas o leva ou de arremesso.
Ó céus! As horas passaram de raspão.
E ele renuncia a esta descida confusa
Que o envenenou, lhe tirou a razão,
Ignorou sua vontade.

Mas ainda enfrenta e se escusa
Pois já da Vida tem saudade.

natalia nuno
rosafogo




Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=100713 © Luso-Poemas
218

muros do esquecimento...

Já não pousam os pássaros
nesta árvore de ramos nus
nem os sonhos têm encontro
marcado
neste pedaço de vida
aprisionado...sem luz!
Só uma solidão altiva
ameaça precipitar-se
sobre quem sonhou outrora,
e vem agora sorrateira
enfeitar-lhe o rosto
rasgar-lhe a pele
num amargo fel.

Embora seja só uma réstia
de esperança
há-de habitar-lhe sempre
a mente uma lembrança,
irá colher... uma a uma
com paixão
e se um dia ficar sem nenhuma
morrer-lhe-à o coração.
A memória será espelho partido
pássaro solitário,silencioso,
será o silêncio depois das palavras
será a ausência sobre todas as coisas
ganhas e perdidas,
sol misterioso,
que se esconde atrás das nuvens,
vestígios de vivências estremecidas.

natalia nuno
rosafogo

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=267830 © Luso-Poemas
291

uma nova vontade...

Uma nova força me invade, não cansa
Até a Vida me parece mais companheira
Tenho saudade, mas nasce uma esperança
Transfiguram-se sentimentos
E a vontade fica cimeira!
Nos meus pensamentos?
É como se a luz voltasse a estar acesa
Esqueço o vazio d'outras horas
E é também na amizade, concerteza
Que eu agarro novas auroras.

Sinto-me como flor silvestre
Aguardando o esplendor do azul celeste
E quando tudo parece soçobrar
Esqueço rugas e canseiras
Ainda que presentes e verdadeiras
E deixo-me assim... a sonhar!

Bate-me no rosto o vento
E a chuva teima em cair
Mas eu hoje estou calma!?
A força de vontade não vai extinguir,
Hoje sinto-me um corpo só alma!


Fiz este poema num dia feliz de convívio, com
os amigos do Luso, não modifiquei nada, foi feito
com o coração leve e assim vai ficar.

rosafogo

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=110145 © Luso-Poemas
200

recordar junto contigo...

O rubor do sol no poente
pinta o chão de matizes
Enquanto tu perdido de amor
me dizes:
Que covinhas lindas no rosto!
E esse tímido sorriso?!
Nessa tarde já longínqua, ao doce
crepúsculo, era Agosto.
Olhares embaraçados
Lábios em sofreguidão
Corpos colados,
silêncio, ouvindo-se apenas
o bater acelerado do coração.

Acordo do devaneio
Incrível como o tempo voa
Nunca mais tem cura esta saudade
A que o resto do mundo é alheio.
Mas a ela não renunciarei, ainda que doa
Hoje não é tão doce a tarde
Mas há aves no céu!
E instantes vibrantes, vivos
Onde sou tua, e tu és meu!

Há coisas que me fazem subir
o coração à boca
O sol nos teus olhos brinca alegremente
E eu como louca
Adivinho os teus desejos, me entregando
docemente.

Disseste-me que era linda
Mesmo com rugas no rosto
E eu com saudade infinda
Lembrei-te a tarde longínqua
do mês de Agosto.
E de alto abaixo te mirei
Meu amor da vida inteira
Poemas de amor te escreverei
Saudosa da visão primeira.

natalia nuno
rosafogo
301

pequena prosa poetica...

levava laranjas nas mãos, os sóis giravam à sua volta e perguntavam-lhe: quem és tu?
- sou apenas um sonho, um leve sonho solto no esplendor da manhã, ando pela casa onde nasci, ouço um rumor de pétalas caídas das ramagens, sonâmbulas, tristes pelo chão, também sussurros de quem adormeceu para sempre, mas sua alma navega ainda por cá junto à luz sombria dos loureiros...com o vôo livre deixo-me ir até onde mora a brisa, fico despida e inconsciente entre as madressilvas, alfazemas, e a ternura das giestas... ouço ao longe os trinados de pássaros anónimos que podem ser cotovias, rouxinóis pardais ou outros mais, e eu escuto-os no espaço azul da minha memória onde se enraiza o resplendor da esperança que ainda me cabe...é árida a realidade por isso sou apenas sonho, sonho e saudade e tudo que vivi e amei, solto agora com palavras velhas estas memórias atadas, enquanto não surge o caos e a confusão e venha calar a minha mão....

natalia nuno
http://flortriste1943.blogspot.pt
249

pensamento...

foste o meu poema, o mais intenso, hoje bailo para ti com a leveza do vôo dum pardal...

n. nuno
209

pensamento...

é inútil inventar a Primavera, quando a saudade já nos assola o rosto... e o tempo nos vai ceifando

nnuno
189

quero estreitar-te...

Nos meus braços, quero estreitar-te
Quero persistir nesta loucura
Nunca será demais amar-te
Ter-te cativo nesta ventura.
Aperto-te contra o seio
Não digas nada!
Aperta.-me sem receio.
Antes que chegue a madrugada.

Deixa-me suplicar-te com ardor
Uma carícia ardente
Sobrevivo sem o teu amor
Quero prazer, corre, é urgente!
Quero-te profundamente
O amor nunca foi embora
É água fresca... ainda agora.

A vida é um temporal
Só as palavras me confortam
Deixa-me amar-te,
ainda que pra meu mal.
Estas saudades que me cortam
Num suplício atroz
O tempo tudo tornou frio em nós.

Na minha face estragos a olho nu
Vacilo, tombo p'lo chão
Deixa-me amar-te
Entregar-te meu coração.
Por onde andas tu?
O tempo levou do peito a alegria
Deixou-me em triste inverno
noite fria.

Ingrato amor a quem me dei tanto
Vê as lágrimas choradas!
Em meus olhos sente o pranto
Em águas diluviais paradas.

rosafogo
natalia nuno




Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=193518 © Luso-Poemas
383

Comentários (10)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
natalia nuno

Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço

natalia nuno

A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos

charlesburck

A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor

atal66

Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite

quaglino

Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.