Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

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Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

1

E

Farelos de átomos voam como pólen 
Fertilizando histórias durante os séculos
Construindo a entidade maior que os movem 
Fazendo da promessa seu destino e elo

Levando o amor para além da morte
Induzidos a apenas viverem
Fadados a dor, a penumbra…-e sofrem-
Prometidos ao silêncio do segredo

Sussurros com cheiro de volúpia 
Gritando -suas fomes mútuas- em confluência com seus desejos
Um amar furtivo…-indivisível-
E invisível aos sentidos dos leigos

Se esperam com ternura -Vida após vida-
Se acorrentam pela alma - Morte após morte-
Perfuram o tempo como videa
E um faz do outro o seu norte
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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!