Nick

Nick

n. 1975 BR BR

Poeta, Contista, Escritor, Poemista

n. 1975-03-21, Jardim Alegre - PR

Perfil
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Lua de marfim

Navio Negreiro

Mar calmo ao longe flutua o veleiro

Brisa leve sopra e o leva ao Brasil,
No convés há um bom marinheiro
Preso como todos nesse plano vil.

Decidiram juntos viajar para África
E riquezas daquela terra trazerem,
Pois seria coisa muito fácil, prática,
Pegar negros e além-mar venderem.

No porão do navio vem amarrados,
Seres humanos pra comercializar.
O capitão e os marujos engajados,
No negócio de escravos transportar.

Prisioneiros olham pelas escotilhas,
Noite clara lua branca como marfim,
Para trás ficaram esposas e filhas,
Sua vida agora está mesmo é ruim.

Liberdade para com eles ficou omissa.
A tripulação pouco está a se importar,
Irão mandar depois rezar uma missa,
Quando chegar ao Brasil vão festejar.

Gratos a Deus, Jesus, Espírito Santo,
Pela boa caça e riqueza que ganharem,
Pela venda dos escravos, é bom tanto
De dinheiro pra entre eles separarem.

Segue a caravela pelo mar indomável,
Céu de lua pálida, a tristeza a aflorar...
Mar imenso, salgada água interminável:
São as lágrimas do povo negro a chorar!


Parcicipação de Nick no 23º POETIZANDO E ENCANTANDO organizado pela Profª Lourdes Duarte, do excelente blog Filosofando na Vida - 2018
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Poemas

5

A 39 anos

Já faz hoje trinta e nove anos,
Foi bem no dia de São Clemente,
Era noite suave e bem diferente,
Naquela cama coberta de panos;


Minha mamãe, Rosa Clementina:
Em Manoel Ribas, já no hospital,
Coisa maravilhosa sem igual,
Cumpria ela de novo sua sina!


Minha querida mãe vejam o que fez:
Um outro e novo filho, mais uma vez!
Ela com todo seu amor profundo:


A meia noite quando o galo canta,
E toda aquela cidade se espanta:
é o Ivo que vem chegando ao mundo!

Nick - 16/12/2017
1 285

Aromático!

Hoje bem cedo na feira do centro,
Pra comprar algumas ervas eu fui,
Quando algúem passando me obstrui,
E em imenso balaio eu caio dentro,
Não ouvi alguém que me avisava,
Mas então me tiraram, por sorte,
Daquilo com aroma bem forte,
E comprei tudo que precisava,
Assim de lá eu fui me escapando,
Perfumado mas mantendo a fé,
Na rua agora onde vou passando,
Vejam amigos como é que é,
As pessoas vão logo falando:
Olha que cheirinho bom de café!

Nick - 2017
1 379

Esperança e compreensão

Mais um tempo já é passado
Coração endurecido
Ao invés de amolecer
Com o seu amor bandido
Em seus olhos esperança
Mas nos meus decepção
Nesse mundo a gente implora
Por um pouco de atenção
Quando recebe se rende
Se dá e se entrega na hora
Depois tem que dar um tempo
Pra ver se tudo melhora
Já supero, superei
Isso por mais de uma vez
Mas como fica você
Após tudo que se fez
O que se perde o que se ganha
Compreendo perfeitamente
Pois a vida se repete
Acontece novamente
Sei que vou melhorar!
Voce, como vai ficar?
Será que vou me importar?
Não sei... Vontade de rir que se sente!

Nick - 1995
1 307

O sapo

Aroldo era o sapo do Ivo
Queria tomar água um dia,
Pra isso ele entrou no banheiro
E assustou a Luzia.

"Socorro mamãe!" Gritou ela
E a mãe foi lá acudir:
"Escuta sapinho do Ivo,
Ache outro lugar pra dormir"

E o sapinho saiu procurando
Atrás do fogão se instalou.
Mas, apenas dois dias passando,
Foi à Carmen que ele assustou:

"Mãe! Vem cá! Olha isso daqui!
é de verdade esse sapo magrela?"
E a mãe pra mostrar que era mesmo,
Pegou o sapo e correu atrás dela.

"Mamãeinha do céu! ái me joga isso fora!"
"Mas ele já está a dois dias sem comer!"
"Então joga pra cima na grama,
Que muito mosquito lá ele vai ter"

E a mãe vendo a filha assustada,
Amarela, quase desmaiando,
Pegou o sapo em suas mãos bondosas,
E no gramado foi logo jogando.

Quando sete dias já eram passados,
O Guido na grama brincando.
De-repente surge em suas mãos
O couro do sapo que ele ia encontrando;

Eu queria o sapinho empalhar
E deixá-lo pra sempre a dormir
Mas a mãe veio então me falar:
"Empalhar eu não vou permitir!"

O que restou do sapo do Ivo
Hoje é apenas um couro.
Que nós, obedecendo à mamãe,
Jogamos fora pra não dar agouro.

Nick - 2001
1 368

Presente raro

O amor em sua forma mais perfeita,
O amor sentimento sublime,
O amor é mercadoria barata,
Presente raro,
Fácil de se comprar,
E tão difícil de se dar;
O amor, em sua mais perfeita forma,
O amor, mais sublime sentimento,
Se encontra no coração dos homens,
Mas não se entende esse amor.


Nick - 1998

1 343

Comentários (1)

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Profª Lourdes Duarte
Profª Lourdes Duarte

Olá Nícolas! Vim agradecer sua visita e por seguir um dos meus blogs e participar do poetizando. parabéns pela bela poesia, seja sempre bem vindo! Obrigada!