Rosivaldo do Rozário de Oliveira ( Nilk Oliveira ) nasceu em 07 de abril de 1970 em Macapá-AP, filho de Aprígio Souza de Oliveira ( Funcionário público ) e Vivaldina R Oliveira ( Costureira ). Nilk foi radialista, terceiro sargento do exército, modelo. Possui registro na Biblioteca Nacional/97, enquanto compositor teve mais de 300 músicas gravadas no Norte e Nordeste. Cursou Pedagogia e atualmente é acadêmico de Letras Português/Inglês olá Universidade Cruzeiro do Sul.
Caso que nunca dará certo: Um é o dono da verdade e o outro é escravo da mentira.
Nilk Oliveira
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Sabotagem
Quem sabota os concorrentes para ser o melhor; torna-se o pior de todos, pois assina sua própria fraqueza e incompetência.
Nilk Oliveira
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Versos corridos
Acendo um cigarro bizarro e me amarro Na fumaça voando, passeando, ornando Meu céu estrelado vai se transformando Numa tela gigante onde vejo você
Bate saudade, a vontade de ver o seu rosto Na boca o gosto do beijo, desejo Aproveito o ensejo, passo para lhe ver
Passo lhe apanho e a ganho, estranho E de um jeito perfeito, eu a levo ao leito Aceito seu jogo de novo, é fogo Amar desse jeito, morrer de prazer
Depois do gozo gostoso, manhoso Repouso em braços, abraços à beça Promessa de fidelidade, é verdade Não escondo a felicidade de amar você
Nilk Oliveira
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Se fosse
Se fosse para publicar Não te pediria segredo Se fosse para encorajar Não te faria medo Se fosse para comandar Não me discipularia Se fosse para aventurar Não investiria
Se fosse para bombardear Não faria guerra Se fosse para desmatar Não araria a terra Se fosse para me afogar Não mergulharia Se fosse para blefar Jamais jogaria
Se fosse contigo Eu toparia a cena Lucro ou revés Talvez valesse à pena Se fosse para arriscar Talvez valesse o risco Se fosse para reamar Talvez quisesse isso Pois, antes da indignação Pelo fim da paixão Derrubam-se torres Erguem-se obeliscos Amorconspiração Que a contradição trouxe E se fosse mesmo amor? Extirparia minha dor Ah,se fosse!
Nilk Oliveira
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Quê de colibri
Quando eu era colibri Querias este para ti Quão gostosa és, provei Que tantas vezes repeti Quase louco não mais voei
Quanto mais hoje fito o céu Quero estar preso ao mel Que é visgo deste amor Qual é agora o meu papel? Qu'era voar de pólen em flor
Quem me dera merecer Queda livre sem sofrer Quê de jato, a jato iria Quando beijava a floramor Quarava ao voo minha alegria
Nilk Oliveira
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Ruína
Tu chegaste sorrateira Trazendo a paixão ligeira E me fizeste edificar Meu castelo sobre a areia Mas o adeus em teu olhar Fez o vento soprar Um vendaval para arrasar E em plena mesa de jantar Antes que servissem a ceia Senti o teu sentir desmoronar E o meu sonho-real virar poeira Agora quero prantear Cadê ombro? Preciso ao menos me encontrar Vou procurar nos escombros A vida é ardua, se não matar ensina. Vou ficar bem Um novo dia vem Mas hoje sou ruína.
Nilk Oliveira
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Olha pra mim
Há um ente por trás desta armadura Tira a tua venda e examina Não sou apenas uma boca pra beijar Nem tampouco um corpo que cai A um simples estalar de dedos
Olha pra mim! Tenho vontade própria e sonhos Sonhos que pretendo compartilhar Com quem acredite em mim Com quem aposte em mim Com quem construa e me acrescente E finalmente me complete
Olha pra mim! Mas antes... Olha pra ti.
Nilk Oliveira
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Sou ateu
Creio em sina e carma Tenho medo de fantasma, ectoplasma Temo o castigo de Deus Mas sou ateu
Acredito em má sorte Tenho pavor da morte Esse pé de coelho aí, é meu Mas sou ateu
Eu oro quando adoeço Repito mantra, rezo terço Um xamã já me benzeu Mas sou ateu
De coruja tenho medo De vampiro e morcego Uma cigana minha mão leu Mas sou ateu
Fico longe de necrotério Museu, macumba, cemitério E trecos de quem já morreu Mas sou ateu
Só entro com o pé direito Pimenta na mão, não aceito Sou a reencarnação de Pompeu Mas sou ateu
Nilk Oliveira
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ABC do Amor
Acima de tudo sinceridade Amizade não pode faltar Aspirar e respirar felicidade Assiduamente reconquistar
Brindar os momentos felizes Buscando viver o apogeu Batalhar nas horas de crise Bastando quem o peito escolheu
Carinho, paz e compreensão Diálogos são obras de arte Cumplicidade e dedicação Cada um cumprindo sua parte
Nilk Oliveira
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Silêncio
Preciso de silêncio para pensar Olhar para mim mesmo e entender Talvez em algum tempo me encontrar Ouvir um pouco a voz da razão Que ainda resta Pois sempre que a festa acabar Estarei só, eu e o meu eu Respeita, vai! é o que penso Silêncio!