nothingabx

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n. 2002 BR BR

quisera haver essência que pudesse gritar. e ser ouvida.

n. 2002-03-06, São Luís - MA

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cisma:

sufocar as verdades com o ardor das pálpebras
até que não me reste a obrigação de eclipsar-me
e meu eu entre em completa emersão
as palavras proferidas irão se extasiar
e neste hermético ir e vir
da minha vexatória (in)existência
afundar-me-ei
e o despertar será infindo.

renascerei
e tu, caro leitor
percebrás nossa relação categórica
seremos íntimos
e tu entenderás cada uma de minhas
fantasmagorias
porque estarás preso
ao meu lugar secreto-arbitrário
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Poemas

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sèma

quero sempre lembrar de esquecer
até esquecer que eu esqueço
e consiga vislumbrar
cada traço de cada palavra
palavra que, embora representativa
é rememorativa - e a memória é o reconhecimento real do poder da morte.

se nessa luta constante contra o esquecimento (sempre quase-a-ser vencida)
adentro
e me constituo
o que fazer com esta poesia-epitáfica?
existe lógica nestes escritos?

quero sempre me lembrar de esquecer
para que o temor seja vencido
até esquecer que eu esqueço
e compreenderei:
a palavra, o tempo, o túmulo e o signo são unos
constituintes de um ato só.

e então, nessa ciranda
quero ver o esquecimento 
de forma banal.
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