nunocardoso

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Eu, tu e mais ninguém!

Dois seres
Dois corpos,
Duas almas
Duas paixões!
A união de duas vontades
Sem contradições.
Eu, tu e...

Uma infinidade de desejos
Uma escassez de ensejos,
Imaginar esses momentos
Torná-los não rápidos, mas sim lentos...
Assim prolonga-se o prazer!...
Assim prolonga-se o sentir do ser!...
Contempla-se a beleza do que é belo!
Adora-se o adorável!
Numa mistura de essências
Entre um gesto meigo e afável!
Eu, tu e...

Uma troca de olhares
Com colisão de provocações!
Mútuos despertares
Mútuas tentações!
É um cair de mãos dadas...
Conhecer o que é provocador!
Duas almas desvairadas
Que alimentam o seu fulgor!
Eu, tu e...

No meio dessa intimidade
Procura-se uma verdade,
Verdade única e irrefutável
Completamente nua e admirável!
Entre beijos e abraços...
Espasmos e orgasmos...
Ela surge de rompante!
É o êxtase do amante!
Eu, tu e...

Um ser
Um corpo,
Uma alma
Uma paixão!
A consumação de duas vontades!
A existência de uma verdade!
Eu, tu e mais ninguém!...
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Poemas

15

Se eu olhasse para ti...

Se eu olhasse para ti
E visse a tua essência interior
Deixarias de ser uma simples mulher
Passarias a ter mais valor!

Os teus olhos seriam palavras
Ditas com intensidade
Os teus lábios seriam a paixão
Que reflecte sempre a verdade!

Serias a musa
Que me encantaria e inspiraria!
Serias a minha vida
Sempre, sempre, enaltecida!

Estaríamos no mesmo sonho
Partilharíamos os mesmos desejos
Escaparíamos à vida real
Que não nos dá esses ensejos!
192

Paixão Escaldante

O teu olhar é uma chama
Chama que não quero controlar
Quanto mais se intensifica
Mais eu sinto o seu queimar!

Os teus lábios são paixão
Paixão quente e intensa!
Ao tocar-lhes com a mão
Ganho a nossa irreverência!

Ganhamos a noite
Vencemos a razão
Os nossos corpos entrelaçam-se
Percorrendo o imenso chão...

O teu corpo é uma teia
Cheia de encanto e sedução!
Quando me faz sua presa
Torna-se uma tentação!

Com toques leves e meigos
Ganho-te pouco a pouco
Tu rendes-te aos meus desejos
Rendes-te a um amor louco!

O nosso amor belo e forte
Tão belo como a lua!
O teu corpo cai nos meus braços
E tu dizes-me: Eu sou tua!...
263

A Descoberta do Prazer

Sozinho, isolado num mundo distante
Vejo o teu rosto, vejo um semblante,
Chama por mim numa noite longa,
Avança fulgorosamente como uma onda!
Vaga plena de volúpia e prazer!
Que me enche de esperança, faz-me ver,
Ver coisas que se sentem, não são vazias,
Para mim deveras estranhas, nunca vividas.

Que vida esta tão fascinante,
Que me prende, me puxa, me acaricia!

O calor que me preenche...
O toque que me seduz!
Quebra-se assim a escuridão,
Abre-se um mundo de luz...
Luz mágica e intensa,
Ofuscas-me sem querer...
Traz-me de volta o sentimento,
A vontade de viver!
Viver apaixonado,
Sem limites, sem razão...
Presente no teu rosto,
Sem qualquer condição.
Assim a vaga rebenta...
Preenche com espuma o ar...
Banha-me de mansinho!...
Ensina-me a amar...

Que vida esta tão fascinante,
Que me solta, me banha, me ama!

Vaga com corpo de mulher,
Que me cobre e me conquista...
Figura por mim desejada,
Diante da minha vista.
Faz de mim seu amante,
Invade-me por completo...
Rendo-me aos seus desejos...
Entrego-me ao seu afecto!
A tua onda de loucura,
Arrasta-me sem querer...
Entre espuma e salpicos,
Assim descubro o teu ser!...
Juntos vagamos na imensidão...
De mãos dadas contigo,
Aberto o coração!

Que vida esta tão fascinante,
No teu corpo sublime navego, devaneio, sou teu!.
206

Sonho ao Luar

Madrugada alucinada!
Longos trilhos de prazer!
Encontrei-te perdida na estrada,
Entregaste-te ao meu ser!...
Tão doce, tão sedenta de carinho,
Chamaste-me a ti,sussurrando baixinho
“Não sou quimera, muito menos visão
Real como tu, com a mesma paixão!

Corremos, gritámos, sonhámos com fulgor!

Sonhei contigo na noite
Passeámos entre as nuvens,
De mãos dadas abrimos caminhos
Percorremos estradas e túneis.
Vi o arco-íris nos teus olhos,
Nos teus lábios, a exaltação!
No teu corpo, uma semente
Fonte de perdição!...

Toquei-te, beijei-te, provei o teu sabor!...

Apaixonados os dois, viajámos ao luar
Sob um manto de estrelas no céu,
Deitámo-nos à beira-mar.
Uma mão percorreu o chão...
Com vontade de revelar,
O teu corpo salpicado de areia
Descoberto para amar!...

Ao luar, sob as estrelas, fizemos amor!...
199

Uma Noite de Inverno

Escuridão no firmamento,
Chuva que cai ao sabor do vento,
Vento que assobia e chama por alguém
Deambula por lugares que não são de ninguém.
A noite cai e a cidade adormece
Tudo em si se retrai, tudo em si esmorece.

Ruas desertas, despidas de movimento
Ruas caladas e sem qualquer pensamento.
É a indiferença que acorda e o mistério que se instala
O frio que se intensifica percorrendo sala a sala.
Um corpo que aquece junto a uma lareira
Enquanto outro arrefece por não ter uma telha.
É a brancura que se apodera de um vidro
Privando-nos de olhar para o exterior,
Um ajuntamento de pessoas
Tentando provocar o calor.

Por fim a multidão desvanece
E o calor cede ao frio,
Uma sala que antes estava cheia
Transborda agora de vazio.
Muda, surda, insípida,
Não respira, não tem vida,
Prostrada pelo silêncio,
Abandonada e esquecida...
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Comentários (2)

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fernandoarroz

cê é gato dms hein, passa zap

biancardi

Um texto muito belo.