Oleína L.

Oleína L.

n. 2001 BR BR

Bem, eu escrevia poemas jogados nos meus cadernos até que alguém os achou... E agora estou aqui

n. 2001-11-28, Manaus

Perfil
4 879 Visualizações

Liberdade

Eu só queria ser livre sabe?
Livre para pensar
Livre para falar
Livre para sentir
Livre para se relacionar

É bobo eu dizer isso?
Sim, é bobo
Somente para aqueles
Que desconhecem a liberdade

A liberdade não é apenas um ato
A liberdade não é apenas o estar
Para conhecer a liberdade de fato
Acho que primeiro você precisa mesmo
É reconhecer o seu “lugar”

Não falarei de hipocrisia
Nem de como seria essa utopia
Afinal como eu poderia dizer sobre essas coisas
Para aqueles que não tem a própria “filosofia”

Somos os animais do nosso dia a dia
Que não sabem do introspectivo mais importante,
Que fazem o necessário para viver
E que com isso, num passo de ironia,
Esquecem o que é o “ser”

Não somos livres em nenhum de nossos ciclos
Não somos livres nem mesmo no nosso individualismo

Afinal isso tudo é mesmo nosso? Não mais de outro alguém?
Como pode afirmar algo, sem ser remetente de algo além?

Nós somos a própria prisão de cada dia
Presos no agir
Presos no dizer
Presos no sentir, e por fim
Presos no saber

Por fim eu disse?
Desculpe, esqueci de dizer
Que no encosto disso tudo
Está “a gente”
Presos no nosso próprio ser

O que é liberdade?
É ser livre pra se prender
É estar preso na ideia de viver
É ser livre para poder entender
É estar preso nesse pensamento tolo
De ter um conceito de liberdade só para você
Ler poema completo

Poemas

15

Movimento

Mover… O que eu devo mover?
Eu mesmo? Isso é algum dever?
Eu pergunto isso dessa maneira
Pois quero mostrar o tamanho dessa palhaçada

Meu estado de ser não é constante
Porém digo o importante:
Meu espírito é permanente
Eu sou eu, inadiável e ignorante

Esse “eu” é algo precioso
Contrastando do Belo ao Horroroso
É algo que preciso ter orgulho
Pois sou eu que me mantém nesse mundo

Contudo também tenho respeito
Por aquilo que é diferente
Por esses opostos que movem o mundo para frente
E eu digo no plural, pois não é “eu” e nem “ele”
Estou dizendo que o todo é inerente

Responsabilidade… O que é isso?
É algo que não ponho compromisso
Mas quando necessário, é claro
Eu assumo o risco!
292

Ser e estar

Eu estava errado, e eu sei disso
Mas o que posso fazer?
Senão olhar para o que já foi visto
E dar um retoque de amargo promíscuo

Eu estava incomodado, emaranhado
Nesses pensamentos sem algum dever
Algo que só diria quem estivesse nesse estado
Nesse lugar de delírio, algo que pertence a um derrotado

Do que adianta… O que consta?
O que se pode fazer nesse faz de conta?
Afinal nele só há sofrência além do esperado
Um estado do ser de alguém sem futuro

Se não há futuro,
Por que não olhar no presente?
Este momento que se diz no próprio nome
A dádiva do agora, aquilo que está vigente

Eu lhe digo portanto:
Não há “presente” no agora
Pois o atual é que se faz os sentidos
Com isso eu digo,
É o que faz “ser” os mais sofridos
360

Vontade

Um objetivo
Uma queda…

Estou convicto
Outra derrota…

A todo momento
Esse mesmo ciclo
Que num certo tempo
Me levará ao desespero

Já estou em desespero

O mesmo objetivo
Sem queda?

Estou com receio
Mas tenho esperança

A todo instante
Num único caminho
Que por um certo levante
Me deixará no conforto

Já estava no conforto...
341

Liberdade

Eu só queria ser livre sabe?
Livre para pensar
Livre para falar
Livre para sentir
Livre para se relacionar

É bobo eu dizer isso?
Sim, é bobo
Somente para aqueles
Que desconhecem a liberdade

A liberdade não é apenas um ato
A liberdade não é apenas o estar
Para conhecer a liberdade de fato
Acho que primeiro você precisa mesmo
É reconhecer o seu “lugar”

Não falarei de hipocrisia
Nem de como seria essa utopia
Afinal como eu poderia dizer sobre essas coisas
Para aqueles que não tem a própria “filosofia”

Somos os animais do nosso dia a dia
Que não sabem do introspectivo mais importante,
Que fazem o necessário para viver
E que com isso, num passo de ironia,
Esquecem o que é o “ser”

Não somos livres em nenhum de nossos ciclos
Não somos livres nem mesmo no nosso individualismo

Afinal isso tudo é mesmo nosso? Não mais de outro alguém?
Como pode afirmar algo, sem ser remetente de algo além?

Nós somos a própria prisão de cada dia
Presos no agir
Presos no dizer
Presos no sentir, e por fim
Presos no saber

Por fim eu disse?
Desculpe, esqueci de dizer
Que no encosto disso tudo
Está “a gente”
Presos no nosso próprio ser

O que é liberdade?
É ser livre pra se prender
É estar preso na ideia de viver
É ser livre para poder entender
É estar preso nesse pensamento tolo
De ter um conceito de liberdade só para você
360

Tempo

Tempo? Que tempo é esse que você precisa?
Tempo é o que você tem de sobra
Com esse vagabundo interior
Que à parte do tempo vagueia

Ainda não entendo… Qual é a desse tempo?
Não fazes nada, e ainda quer mais um momento?
Eu que deveria clamar por isso!
Não você, que não sabe pelo que eu passo
Nessa vida lotada de risco!

Por que está sofrendo? Ainda não conseguiu seu falso tempo?
Aprenda a viver, gaste todos esses minutos
Gaste tudo, como se não lhe restasse mais segundos
Para pensar em ter esse tempo bobo, ou se afogar em lamento

Hey, já parou de falar de tempo?
Vamos lá, temos mais o que fazer
Recomponha seu senso
Espera, por quê não está se movendo?

Por favor, fale comigo
Nem que seja por um momento
Rápido, estou sem tempo
O que aconteceu? Está doendo?

Deixe dessa loucura
Não vê que está tomando meu tempo?
Ficando ai parado, no mais irritante silêncio
Meu deus, não sei mais se aguento

Ainda não entendeu? Já deu meu prazo!
Decepcionante esse seu amargo
Espero que tenha conseguido aquilo
Longe desse mundo em que se oferece ensejo
Longe disso tudo, junto com seu odiável tempo
361

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.