Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
370
Quebra cabeça
A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silencio
Que falou alto de mais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lagrimas e alegrias,
O quebra cabeça chamado vida.
280
Vira-lata
Em um fértil
Terreno da malandragem,
Esconde-se nas entranhas
Do povo,
O medo de ser livre.
Por caminhos mal feitos
Por falta da estrutura ética,
A nobre alma padece,
Em seu próprio ego.
Ansiedade se mistura
Com o desespero,
A dor aos poucos toma conta
Sem nenhum alarde.
Até os ossos dos cachorros
Tiraram-lhe,
Está morrendo de fome
O país com vocação
De vira-lata.
319
Final
Nunca haverá final
á vida Bem
ou mal.
274
Gado
Políticos nefastos
Que estrupam
O estado.
Deixam o peso
Do país ser carregado,
Por pobres coitados.
Enquanto esbanjam
Falta de caráter e honestidade,
Hoje são suas canetas
Que servem de chicote,
Para o povo
Que sobrevive
Como gado.
317
Outros tempos
Vivemos em tempos Que é mais fácil matar que falar, Tem mais logica culpar Ao invés de se responsabilizar.
Acordamos em dias que O vizinho incomoda, O transito estressa Tudo é feito com pressa.
Anoitecemos com medo Choramos por desespero, E ainda assim esperamos Que tudo mude, sem mover um dedo.
323
Moribundo
Eles te confundem Falam que é importante, Mas quando você percebe Roubam seu dinheiro. Eles te elogiam Te enchem de falsos brindes, Para poder superfaturar Pedaços de chão e giz. Fazem propagandas bonitas Pagam seu gás, compram silencio, Para você continuar como cordeiro Em uma republica de bananeiros, Enquanto os lobos se alimentam Do medo do povo. Jogando pelo ralo sujo O que ainda lhe resta de orgulho, Mostrando que o cidadão não passa De um moribundo.