Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Não há ilusões Não existem fantasias, Falsas esperanças. Apenas a realidade Corrompida, suja e politica, Não existe punição Apenas acordos , Mensalão. Mãos amigas Inimigas e que sufocam A nação.
Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.
Dai por diante, tudo foi natural e aquela tinta que ficou impregnada em seu sangue, encontrou a imaginação de um guri que sonhava acordado, não deu outra, versos e histórias surgiam sem parar.
Assim o minuano se encarregou de espalhar pelo descampado esse mundo imaginário, tomando forma ao encontrar ouvidos e olhos das mais diferentes pessoas.
Nem tudo que falo é verdade, Mas nem tudo que sinto é mentira! Nem tudo que vejo é belo E nem tudo que ignoro é cinza! Nem tudo que ouço é doce E nem tudo que passa é atoa. Certas coisas deixam um pedaço Certos momentos deixam um rastro, Um caminho. Para quando olhar para trás perceber Que existe sentimento, Mesmo quando se parece estar Sozinho.
331
Trapos
Agressão Distorção, subversão! Realidade Descaso, trapos! Eis o futuro da nação!
306
Memorias de curto prazo
Ocupam sua calçada Sua rua, sua vida, Escondidos pela mídia Ignorados pelos que podem ver.
Não estão nos jornais Em nenhum programa na tv, Não tem dinheiro Agua ou pão pra comer.
Mas sentem fome de tudo Atenção, dignidade, afeto e carinho, Excluídos por entre sombras Vivem de sobras de um rebanho mesquinho.
Falsas ideologias postas por políticos Abraçados por demagogias (demagogos) dilaceradas (dilacerados), Memórias desumanas de curto prazo Que se preocupam apenas com o futuro do umbigo.
278
Ame
Ame em silencio Para não aguçar a inveja De mal humorados, Mas gritando por dentro!
Arda em desejo Além de poucos pensamentos Extrapole tal sentimento.
Faça o olhar brilhar! O sorriso não caber no rosto! O coração pulsar mais forte! Escolha o amor, do que a sorte!
Escreva nas paredes de seu corpo A intensidade do que você sente, Por que quando todos estiverem foscos Você estará reluzente!
345
Vida
Foi o café que não tomou O sonho que não sonhou, O beijo que não deu! O sorriso que não apareceu Foi a sorte que não sorriu, A lagrima que não caiu! O sentimento que nunca existiu A vida que não viveu!
325
Silencio
O silencio Gota a gota Entre uma xícara e outra De palavras solúveis.
Soltas como os pensamentos Presas na garganta, Pedindo liberdade Rasgando o intimo.
Momentos que persistem Entre olhares desviados De certos caminhos Imaginados.
Passos que te prendem Suspiros que machucam Leve toque Que não se sente.
Entre segundos Não vividos, Entre destinos repartidos Escolhas feitas pelo silencio.
Que deixam as janelas e portas Tão seladas quanto a mente Machucam o intimo e cegam sorrisos Dilacerando os ouvidos.
359
Noites e dias
Por mais Que se insista Em sentir as noites, Como se fossem as últimas Da sua vida. O amanhecer sempre vem Com suas agonias e alegrias, Lembrando-nos que depois de uma noite Sempre existirá um novo dia.
297
Estrutura
Domínio publico Letras, palavras, Pensamentos proibidos! Diante dos olhos vendados Chove realidade em forma de caos. No sistema de faz de contas Tanto o povo, quanto a estrutura, Não conseguem esconder a rachadura. Que existe na mente, na sociedade que finge, Na realidade coexistente.
333
Imaginário
Escrevo com os meus dedos Em teu suave corpo, Sobre desejos que minha mente cria. Deslizo lentamente meus olhos Pelas palavras imaginarias, Que minha boca não ousa dizer. Apenas beijo tuas costas nuas Aproveitando o silencio, Que teu sorriso, insiste em se desfazer.
313
Intimo
De repente do olhar Surgiu a duvida, E da duvida a certeza De que sua vida precisava mudar. Não só de amores e estações Mas o que possuía No coração.