pastore

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Sagrado




Espelhos que ecoam reflexos

Permitiram-me viver aqui:

Infinitamente vasto em passagens bíblicas.

E em sonhos de pontes vívidas,

As quais guiam a rios rosas, e deságuam

Espectrais, em mares de nexos, que deleitam-se

Em espuma branca: prazer dos deuses,

Existem praças angelicais, de ladrilhos de céu,

Arabescos de nuvens e fontes de água azul!



-Deixe sua alma descansar ao sol, e os anjos

Velarão por seus olhos, oh minha irmã…

Pois aqui não há mal algum,

Devemos afogar nosso único pranto,

A tristeza de não ser, mas ser ao lado de santos!


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Poemas

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Sagrado




Espelhos que ecoam reflexos

Permitiram-me viver aqui:

Infinitamente vasto em passagens bíblicas.

E em sonhos de pontes vívidas,

As quais guiam a rios rosas, e deságuam

Espectrais, em mares de nexos, que deleitam-se

Em espuma branca: prazer dos deuses,

Existem praças angelicais, de ladrilhos de céu,

Arabescos de nuvens e fontes de água azul!



-Deixe sua alma descansar ao sol, e os anjos

Velarão por seus olhos, oh minha irmã…

Pois aqui não há mal algum,

Devemos afogar nosso único pranto,

A tristeza de não ser, mas ser ao lado de santos!


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No inverno do caçador

Pôs-se em flocos de água branca,

Qualquer que seja a despedida,

Para o sonho de novelas,

Que cantam e suplicam pela

Volta do anoitecer.

E das montanhas colossais, 

Longe se escuta,

O coro de capelas aterradas,

Fantasiando pela chegada de seus 

Santos congelados.


Os grãos de neve, que se passam

Por areia, deixam que descansem em paz

As almas de cavalos tristes,

Ou inuítes sacerdotes de pinheiros

Invernais.

-Seus olhos grossos me contavam vidas

E seus cascos trêmulos me pediam perdão,

Deixe-me saciar minha fome ou víscera

E banharei estes troncos em sangue! 
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