Paula Regina Scoz Domingos Damázio

Paula Regina Scoz Domingos Damázio

n. 1990 BR BR

n. 1990-04-04

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Desalento da noite ou da morte da noite pela virgem

Minha noite escura, por que me procuras?
Quer o alento de meu calor?
Quer o profundo do meu suspirar?
A mancha do meu cobertor?

Noite fria, por que me crias?
Não vias pois minha máscara de ferro
Meus olhos em fogo devasso
A angústia do desejo aprisionado

Noite tola, por quem me toma?
Acaso a ti o palor é graça?
Oh noite! Meus lábios são taças
De transbordante anseio

Pobre tola não vejas a mim
A musa do teu passado morto
Pois sou filha do mundo torto
Carnal e carmim
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Poemas

1

Sem entender

Quando conheci a doce canção de amor,
Quase não acreditei e te disse para ir.
No dia em que beijei teus lábios macios e sinceros,
Quase chorei, disse que não merecia.
À noite, quando deitei meu corpo nu e esperei por ti,
Quase duvidei que a vida pudesse ser tão perfeita.
Quando te vejo sorrir, ainda não entendo como as estrelas
podem vivem dentro de teus olhos.
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