Por inúmeras vezes Em meus sonhos te procurei Entre os anjos idealizava a tua voz Nas nuvens moldava teu corpo Ao acordar...não estavas lá Assim me resignava... Imaginando e criando-te na minha mente Hoje...A luz do meu universo ascendeu Despertando todos os meus sentidos Minha vida ganhou cor Do nada... Resurgiste em minha vida E o amor quer voltar Em outro rosto me disseste... Estou aqui... Este tempo é só nosso Não me deixes só outra vez... Não vamos cair no abismo Fica... A noite é longa Fica... É hora de amar Não vamos mais sentir O frio de um adeus
Palavras Guardadas é um projecto que trago a muito tempo guardado no baú do meu coração, é uma realização poética da minha parte, espero que sintam os meus sentimentos quando escrevo e por um instante perceberão o mundo através dos meus caracteres desenhados, nesta obra eu trago algumas minhas poesias mais recentes, poesias de um "poeta" mais maduro, poesias que nasceram de um sonho, que por si só já falam ao todo, espero que o fundo do meu coração alcance o objetivo em levar um pouco mais de amor às pessoas e um pouco mais de esperança para toda a gente, e, que essa viagem seja para todo o prazer aos meus estimados e bom leitores.Durante este passeio pela vida, há sempre palavras que ficam por dizer,quer sejam desabafos do coração, angústias guardadas ou todos aqueles gritos silenciosos que ficam para sempre em nós. Durante muitos anos guardei as minhas palavras no baú como se fossem pedaços da minha alma.
Entraste sem permissão na minha vida Quando eu acreditava que tinha vivido tudo E agora que estás aqui Eu tenho um novo coração
Trouxeste um novo sentido aos meus dias E não me importa nada do que dizem Pois sabem muito pouco de amor
Hoje, eu sou um novo homem Penso mais no novo dia. A noite quando vou dormir Olho para o céu e conto estrelas
És a minha vida, A minha esperança, O meu destino
E ao pensar no teu sorriso Meu coração quase explode Hoje eu volto a viver Morrendo de amor por ti.
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
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SIM...POR VEZES
Por vezes... Existem pessoas que chegam tarde, mesmo. Pela idade que temos... Pelas barreiras geográficas que nos separam... Pelos compromissos que nos condicionam... Por tudo aquilo que nos distancia. Mas... Mesmo que tenhas chegado tarde, Com todos os condicionalismos que possam existir, Eu estarei presente Fazendo com que a estrada que antes parecia um beco, Se torne uma avenida bem larga nas nossas vidas!
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
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MULHERES
Deusas que Deus colocou no mundo. Por elas lutamos sem nunca desistir. Elas têm a delicadeza das nuvens, O brilho do luar Uma força única para nos proteger, O carinho de serem nossas, A cumplicidade de serem amigas, A paixão de serem eternas amantes. São sempre temas de um poema Distribuíndo paixão, força, carinho, amor. Telas de ouro 0nde o pintor dá as suas formas, Dia após dia... Novas formas de imortalidade. Mulher, és meio mulher, És meio sonho!
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
184
INSÓNIAS
Dias e noites Sempre em meu pensamento Por mais que me esforce Não consigo esquecer Reflito tudo que sinto... O amor enquanto arde Como fogo em um No outro... Não há sentimento algum
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
343
APRENDIZAGEM
A vida ensina-nos a viver Com os passos que dá-mos Os caminhos que percorremos E os sonhos que idealizamos. Nunca estamos por mais fortes Que possamos ser... Preparados para enfrentar a dor e a desilusão. Mas... A vida é assim mesmo Uma aprendizagem constante O ser humano erra por vaidade Por não querer encarar a realidade!
In"Palavras Guardadas" Paulo Faria
451
O MEU AMOR
O meu amor é como as estrelas Irradiam numa só direcção O meu amor é como o mar. Sereno, forte, profundo e cheio de vida. O meu amor é como o vento. Suave... não dá para ver só sentir. O meu amor é como a chuva. Previsível, inevitável e quando vem ninguém segura. O meu amor é como o fogo. Envolvente, inocente e basta uma faísca para incendiar tudo. O nosso amor é como o sol. Ardente, único e presente todos os dias. O meu amor é como a lua. Brilhante, bom de ver e cheio de fases. O meu amor é como eu. Alegre, surpreendente, gigante ao teu lado. O meu amor é como tu. Verdadeira, determinada, segura ao meu lado O nosso amor é como o amor, perfeito
In "Palavras Guardadas" Paulo Faria
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Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Hoje não vamos chorar de saudade Simplesmente vamos orar! Quem parte desperta um sentimento de saudade eterna nos corações Vamos guardar na nossa mente As lembranças que serão essas que a deixarão viva Em nossos corações para sempre! A morte são pétalas que se soltam das flores Deixando uma eterna saudade no coração. Não se despediu de nós... Mas ficará para sempre na nossa memória Com o tempo entenderemos a sua partida!
Paulo Faria
86
Introdução
Palavras Guardadas é um projeto que trago há muito tempo guardado no baú do meu coração, é uma realização poética da minha parte, espero que sintam os meus sentimentos quando escrevo e por um instante perceberão o mundo através dos meus caracteres desenhados, nesta obra eu trago algumas minhas poesias mais recentes, poesias de um "poeta" mais maduro, poesias que nasceram de um sonho, que por si só, já falam ao todo, espero que o fundo do meu coração alcance o objetivo em levar um pouco mais de amor às pessoas e um pouco mais de esperança para toda a gente, e, que essa viagem seja para todo o prazer aos meus estimados e bom leitores.
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MEU MAR
Enorme mar, com coração guerreiro De ritmo desigual, coração mau, Eu sou mais mole que esse pobre pau Que prisioneiro, apodrece nas tuas vagas. Dá-me a tua cólera tremenda, Eu passei a vida a perdoar, Porque entendia mar, eu me fui dando Piedade, piedade para o que mais ofenda Vulgaridade, vulgaridade que me acossa. Vês o vulgar? Esse vulgar faz-me pena, Falta-me o ar e onde falta... fico. Quem me dera não compreender, mas não posso É a vulgaridade que me envenena. Empobreci porque entender aflige, Empobreci porque entender sufoca, Abençoada seja a força da rocha! Eu tenho o coração como a espuma Eu sonhava ser como tu és, Além nas tardes em que a minha vida Sob as horas cálidas se abria... Ah, eu sonhava ser como tu és Olha para mim, aqui, pequeno, miserável, Com toda a dor que me vence, com os sonhos todos; Mar... dá-me, Dá-me o inefável empenho De tornar-me soberbo, inacessível. Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade, Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado! Pobre de mim, sou um recife E morro, mar, sucumbo na minha pobreza. E a minha alma é como o mar, é isso, Ah...a cidade apodrece-a engana-a; Pequena vida que dor provoca, Quem me dera libertar-me do seu peso! Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança... A minha vida deve ter sido horrível, Deve ter sido uma artéria incontível E é apenas cicatriz que sempre dói.