OS TEUS BRAÇOS
No calor dos teus afetos
Senti sempre a segurança.
Nas minhas indecisões ,
Encontrava na tua fé a certeza.
Quando o mundo desabava
Encontrava em ti a esperança
Por muitas vezes me afastei,
Outras...não te quis por perto.
Por sorte...
O teu amor não é perecível
Para minha sorte...
nunca desistes-te de mim
A vida foi passando...
Muitas coisas mudaram
Aprendi a ver o mundo com outros olhos
Talvez eu tenha mudado...
Talvez o mundo me mudou...
Quando partiste eu senti a solidão
Nem todos os mares do mundo puderam
Encher o vazio que senti em meu coração
Tudo ficou triste, tudo ficou frio
E, em todos os momentos de minha vida
Percebi que nunca estives-te distante
O teu amor sempre esteve comigo no passado
Preenchendo o vazio no presente
A tua presença sempre estará comigo no futuro
Hoje carrego em meu coração uma parte de ti
E mesmo sendo uma parte,
Faz-me sentir completo
Pois nela, está impressa a lembrança do amor verdadeiro
A doce lembrança do amor de minha Mãe!
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
RENASCER
Tu dás-me alegria
Preenches a minha fé
Para finalmente acreditar em mim mesmo
Em teus braços
Encontro o desejo
Para viver outra vida
Protegido todos os dias
E para sempre pelo teu amor
Hoje...
As minhas lágrimas são esperança
E minhas noites não são ruins
Afugentaste meus medos e ansiedades
Deste-me a tua força e ousadia
Eu apaguei minhas memórias,
Não tenho medo do futuro
Desde que estás em mim
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
PAI
Caio...e, tu amparas.
Erro...e, tu indicas o caminho a seguir.
Sofro...e, guardas a minha dor.
Partiste mas estás sempre presente.
És o porto aonde eu aporto sem barco.
És a luz que me faz ver mais longe.
És a vida que me faz viver .
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
SAUDADE DE TI
Estou caminhando sozinho e perguntando o porquê ..
Algumas vezes pode ser dificil,
mas eu vou viver a minha vida
Estás no meu coração...
Está em meus sonhos...
Estás em toda parte, ou assim parece
Os dias passam lentamente.
Sento-me sozinho e pergunto o porquê.
Sem ti... Nada é o mesmo..
Talvez...
Em outro tempo , outro lugar...
O que não daria eu para ver o teu rosto...
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
DESENCONTRO
Soltei-me aos ventos
Mergulhando nas ondas
De um mar imenso em fúria
Sempre na procura
De te encontrar
Escalei todas as montanhas
Com fé e esperança
De te alcançar
Percorri ruas e vielas
Tropecei, cai...
Como um tolo, vagueei
E...
Não te encontrei
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
SABOR
Tenho uma chama aberta
Que queima minha alma
Cura-me...
Embora o céu seja fantasia
Com teus olhos noite e dia
O Paraíso parece tão perto...
Todo este amor
É e será
A fonte do meu viver!
In"Palavras Guardadas"
Paulo Faria
Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Dedicado a Adriana Sergio Dalma
Hoje não vamos chorar de saudade
Simplesmente vamos orar!
Quem parte desperta um sentimento de saudade eterna nos corações
Vamos guardar na nossa mente
As lembranças que serão essas que a deixarão viva
Em nossos corações para sempre!
A morte são pétalas que se soltam das flores
Deixando uma eterna saudade no coração.
Não se despediu de nós...
Mas ficará para sempre na nossa memória
Com o tempo entenderemos a sua partida!
Paulo Faria
Introdução
Palavras Guardadas é um projeto que trago há muito tempo guardado no baú do meu coração, é uma realização poética da minha parte, espero que sintam os meus sentimentos quando escrevo e por um instante perceberão o mundo através dos meus caracteres desenhados, nesta obra eu trago algumas minhas poesias mais recentes, poesias de um "poeta" mais maduro, poesias que nasceram de um sonho, que por si só, já falam ao todo, espero que o fundo do meu coração alcance o objetivo em levar um pouco mais de amor às pessoas e um pouco mais de esperança para toda a gente, e, que essa viagem seja para todo o prazer aos meus estimados e bom leitores.
MEU MAR
Enorme mar, com coração guerreiro
De ritmo desigual, coração mau,
Eu sou mais mole que esse pobre pau
Que prisioneiro, apodrece nas tuas vagas.
Dá-me a tua cólera tremenda,
Eu passei a vida a perdoar,
Porque entendia mar, eu me fui dando
Piedade, piedade para o que mais ofenda
Vulgaridade, vulgaridade que me acossa.
Vês o vulgar?
Esse vulgar faz-me pena,
Falta-me o ar e onde falta... fico.
Quem me dera não compreender, mas não posso
É a vulgaridade que me envenena.
Empobreci porque entender aflige,
Empobreci porque entender sufoca,
Abençoada seja a força da rocha!
Eu tenho o coração como a espuma
Eu sonhava ser como tu és,
Além nas tardes em que a minha vida
Sob as horas cálidas se abria...
Ah, eu sonhava ser como tu és
Olha para mim, aqui, pequeno, miserável,
Com toda a dor que me vence, com os sonhos todos;
Mar... dá-me,
Dá-me o inefável empenho
De tornar-me soberbo, inacessível.
Dá-me o teu sal, o teu iodo, a tua ferocidade,
Ar do mar!... Oh, tempestade! Oh, enfado!
Pobre de mim, sou um recife
E morro, mar, sucumbo na minha pobreza.
E a minha alma é como o mar, é isso,
Ah...a cidade apodrece-a engana-a;
Pequena vida que dor provoca,
Quem me dera libertar-me do seu peso!
Que voe o meu empenho, que voe a minha esperança...
A minha vida deve ter sido horrível,
Deve ter sido uma artéria incontível
E é apenas cicatriz que sempre dói.
In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria