Falsa ilusão em que mergulhei,
Terei eu a humildade dos mestres,
Para reequacionar o sentido da vida,
Há tão pouco tempo julgado desvendado,
E novamente e sempre posto em causa,
Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma,
Orgulhosamente só julguei perscrutar,
O silêncio da transumância cósmica,
Que me sufocou de presunção alienada,
Não me serviu de nada a luz epifania,
Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro,
A maldição da indiferença absorta que instaurei,
A noção do ridículo que me absorve de comoção,
As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam,
As noites mágicas transcendentes que idealizei,
Para morrerem na infinidade das probabilidades.
Para Comprar:
http://www.lulu.com/shop/search.ep?type=&keyWords=paulo+gil&sitesearch=lulu.com&q=&x=8&y=9
Reservados Todos os Direitos de Autor
“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1405190889487
“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
Hoje acordei com vontade de te beijar,
Começar beijando teus pés um a um,
Subindo dando largas à imaginação,
Beijando as tuas pernas torneadas,
Docemente e devagar com sentimento,
Passar beijando tua virtude casta,
Com caricias envolventes à mistura,
Mais alto no teu peito mais tempo demorei,
Belisquei carinhosamente teus seios,
Beijei apaixonadamente teu pescoço,
E como tu suspiraste loucamente de prazer,
Cheguei finalmente à tua boca carente,
E foi quando pousei meus lábios nos teus,
Que em delírio ofegante me rendi ao amor,
O imenso amor que realmente sentia por ti.
490
O Que Me Aconteceu
O amor que se instalou em meu coração,
Não queria ter sequer ousado ficar,
Não se sentiu indesejado nem só,
Mas teve medo do meu imenso mar.
O amor que se instalou em meu coração,
Veio num veleiro com o vento do Olimpo,
Amarou na minha pobre alma em comoção,
Trouxe a poesia com ela e logo me encantou.
O amor que se instalou em meu coração,
Saltou o muro onde me enredava senil,
Veio com meigos doces beijos de sã alegria,
Que me libertaram do desalento ardil.
624
Nunca Mais
Nunca mais estarei só,
Por apenas tu existires,
A tua imagem em sonho,
Percorrido à exaustão,
Afaga-me todas as dores,
Até ao fim da razão.
Nunca mais estarei triste,
Por jamais me esquecer de ti,
Daquele sorriso perene,
Que deixaste na tua face,
Que eu nunca beijei,
Mas adorei de verdade.
Não quero mais nada,
Só os teus beijos,
Passear de mão dada,
Acordar sempre juntos,
Dançar muito agarrados,
E chorarmos baixinho os dois.
Nunca mais sucumbirei,
Porque bebi do teu amor,
Até à êxtase total,
Ele sim é eterno,
Viverá em mim sempre,
Até cair a noite final.
500
O Que Vem de ti
Um sorriso teu acaba com qualquer guerra santa
Uma só palavra tua quebra o coração mais duro,
Um suspiro teu embala qualquer nuvem branca,
Um abraço teu faz prever um bom certo futuro.
Os teus lábios trazem sabores tão doces do além,
As tuas carícias povoam os meus sonhos incolores,
O teu peito aberto cheio de amor sabe tão bem,
Encosto-me nele e afagas-me num embalo sem dores.
A tua cintura esbelta onde me amarro com força,
Não me quero libertar de ti nunca mais meu amor,
Deixa-me habitar o teu coração que me reforça.
A tua pele macia como reais sedas magistrais,
Não quero deixar nunca de a acariciar jamais,
O teu toque de midas que me enfeitiçou ademais.
442
Tuas Pérolas de Luz
As pérolas de luz que extravasam do teu coração,
Caiem sobre a terra ressequida que pisas tão leve,
Trazes-lhe vida quando as deixas cair por devoção,
Pérolas que transbordam da tua fonte que mata a sede.
Cada uma abre uma covinha onde nascem belas flores,
A cada teu passo ligeiro nasce uma bela de cada cor,
Passaste ao pé de mim hoje enchendo-me de louvores,
Deixas-te à tua ténue passagem um viçoso jardim em flor.
O meu deserto de alma floresceu à tua doce passagem,
Quem era afinal aquela diva da antiguidade mítica?
Seria Afrodite, ou eras tu minha imaculada miragem.
O teu jardim encheu-se de milagres em pura vidência,
Cantos mágicos alados deambulam soltos ao vento,
A alegria das crianças livres oferece-me clemência.
455
Quando Eu te Vi
Quando pousaste a mão leve na minha fronte,
Logo a paz serena se instalou em meu espirito,
As palavras mágicas que eu bebi de tua fonte,
Deixaram o meu pobre ser impávido e atónito.
Quando te conheci era mais um dia de Natal,
Um verdadeiro milagre nesse dia aconteceu,
Tinhas-te vertido em alvas lágrimas de luz fatal,
Que incidiram em meu coração vindas do céu.
Inocente alma tão pura e bela me chegou,
Naquele dia cheio da minha inteira solidão,
O teu longo cabelo negro logo me despertou.
Fiquei nele perdidamente emaranhado em ti,
Fervorosamente fugi da incauta ausência de razão,
De me ter perdidamente apaixonado pelo que li.
489
Inerte
Estou inerte à porta do discernimento,
Inactivo na insaciável razão de viver,
Apático no esquadrinhar inválido,
Indolente na minha mente induzida,
Imóvel saciado de improvidências,
Inanimado sucumbido à ignorância,
Parado no fim do abismo selado,
Sucumbo à dor indolor do enfado,
Desisto de bem ser amaldiçoado.
Vou com a chuva levada pelo vento,
Vou sem qualquer esperança relevada,
Vou só sem nenhuma companhia traçada,
Vou pisando o longo caminho que me embala,
Vou escondido do luar prateado espartejado,
Vou a lugar nenhum jamais perpetuado,
Vou com a chama da inverdade iletrada,
Vou para o nenhures insolvente,
Vou com a dor amarrada.
Lisboa, 2-11-2013
488
Tenho Frio
Fiquei ao acaso entregue,
Ao destino abandonado,
Tenho tanto frio meu amor,
Embala-me no teu afago.
Condoído no desgosto,
Do nosso desencontro,
Tão desafortunado,
Num mito enregelado.
Sinto o frio do desamparo,
E só das tuas saudades,
Do sorriso com que ontem,
Me enfeitiçaste de harmonia.
Eu para aqui largado,
Só à tua espera,
Sonho acordado,
Na tua quimera.
Lisboa, 2-11-2013
519
Isto é o Fim
Visto tudo é o fim,
Sem adeus algum,
Sem choros nem lágrimas,
Só o regozijar da alvorada,
Na despedida suspirada.
Levo-te só a ti apenas,
Na minha lembrança,
Dos sonhos que povoei,
Com a tua doçura,
Em bonança.
Ilusão descomprometida,
Que me compôs o coração,
Em noites turbulentas,
De ausência de paixão,
Sem guarida.
Lisboa, 2-11-2013
416
Partida Para o Além
Partirei num certo dia igual,
Invocando a magia da vida,
Esquecerei a percepção dual,
E a solução final desavinda.
Partirei com o sonho mitigado,
Percursor do meu discernimento,
Fui vitima do anseio malfadado,
Louvado o meu desprendimento.
Partirei só, extinto e morto,
Sem remorsos à partida,
Desaparecido sem porto,
Liberto das agruras da vida.
Partirei vazio de alma,
Só ficará o meu fantoche,
A minha dor não me salva,
Mergulhado no deboche.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.