Pedro Costa Lima

Pedro Costa Lima

n. 2008 BR BR

Eu sou um apreciador da quinta arte, tento buscar a estética e a beleza na literatura, a vejo como um ponto de partida artístico que é mediado pelo próprio observador, que articula o poema e faz o trabalho criativo para transcender um texto em algo mágico.

n. 2008-11-28

Perfil
11 934 Visualizações

Tomel

Tomel que pula e toca
aqui desce e revolta
todo que ama, volta
ali cresce a amora
Tomel é o agora!

Tomel hoje não volta
nem que exista o agora
tudo que vive se corta
tempo está de moca 
vento oscilante afoga.

Amora, amora, amora!
"solte minha carne aqui
não vou olhar para traz
pois quero prosseguir"
pobre é a doce amora
amada que está morta.

Amarei aquele que é este
o que este lhe deu graça
que te deu o mundo breve
e fez pedras virarem árvores
que viu tu como se vê mares.

Amora! te soltarei!
nada mal te farei
apesar de todos 
ouvirem os estalos 
eu não gosto disso
me solte amora.


29 de março de 2024
Ler poema completo

Poemas

21

Tomel

Tomel que pula e toca
aqui desce e revolta
todo que ama, volta
ali cresce a amora
Tomel é o agora!

Tomel hoje não volta
nem que exista o agora
tudo que vive se corta
tempo está de moca 
vento oscilante afoga.

Amora, amora, amora!
"solte minha carne aqui
não vou olhar para traz
pois quero prosseguir"
pobre é a doce amora
amada que está morta.

Amarei aquele que é este
o que este lhe deu graça
que te deu o mundo breve
e fez pedras virarem árvores
que viu tu como se vê mares.

Amora! te soltarei!
nada mal te farei
apesar de todos 
ouvirem os estalos 
eu não gosto disso
me solte amora.


29 de março de 2024
452

Flor da Vida

A flor da vida é colossal
o fragmento cria onda
cria casa com portas infinitas.

Não adverse a flor da vida
você abriu a porta
a volta está morta.

Você gosta da flor da vida
não seja um grande estupido
não desperdice suas fichas.
364

Noite

Nesse horário tardio
nesse local baldio
olho as estrelas
e aumento o volume.


O compêndio de memórias
me ama te tal forma 
que eu o odeio
eu o convoco
muitas vezes sem saber.


E continuo
dançando que nem zumbi
que nem moribundo
nesse horário tardio
noite.
457

Pregando Peça

Esses dias olhei uma moça,
"nossa que formosa!" supliquei,
será que a vejo mesmo?

Tem dia que fico com raiva,
toda mulher é formosa!
Sou embreagado pela formosidade!

Embreagado mesmo! Ah se sou!
Meu coração, um disgramado,
sempre me pregando peça.
484

Vicio

Amo muitas coisas,
outras eu odeio,
mas mesmo assim faço.

Estar emaranhado
no vicio é como nadar
com um peso de um elefante.

Sonegar-se do bem estar
imputar o diabo, o prazer

Sempre fazemos isso
com a mente imitando nuvens,
sempre em conversa
com o assunto sendo:
Não é nada de mais.
721

Mágico

É mágico
ver nada
tentar,
 tentar,
tentar.

É mágico
sintonizar,
supor,
isso é se regozijar.

É mágico 
nadar nas estrelas do clamor,
provar o mel dos lábios do amor,
viver e rir da cara da nossa dor,
rir, rir, rir!

Eu não consigo chorar
mas juro que sinto,
É mágico, magistral!

Um amoltoado de palavras
me levar há praça
que de espaço não existe
apenas a onda do amor,
do sentimento,
de não saber,
É fascinante.

448

Capa Prenta

Andava sobre o palco,
tentava aprender a respirar,
voltava a andar
enquanto segurava as folhas,
as folhas de bananeira.

Os criticos conversavam,
e eu lutava,
para ser mediocre.

Queria puxar a cortina,
multilar a máscara,
mas não posso,
ainda não acabou.

Segurava tremendo,
enquanto esperava 
a rua ficar muda.

Esperava os olhos dançarem,
as bocas cantarem,
em outro lugar.

Esperava enquanto segurava
minha capa Prenta.
727

Bananeira Goiana

Onde eu moro tem bananeira,
banana verde da folha alta,
folha gigante.

Parte amarelada
desidratada
tem que molhar
a terra cinzenta.

Ela fica lá
escondendo-se
com sua saia verde
e meio amarelada.

Não faz nada 
que dá pra ver,
pobre bananeira,
que nada pode fazer.

Além de viver,
sobreviver. . .
Pra ela
o resto é vaidade.
500

Poema

Andar de avião na minha cabeça,
pegar pedacinhos do vazio
e fazer algo gigante.


Ser sincero e fazer bonito,
ou feio,
isso é o bom,
a sinceridade é feia também.

Brincar com palavras,
fazer perspectivas,
fazer linguagem,
roubar,
pegar emprestado,
fazer arte.

Fazer sentimentos, acontecimentos,
dúvidas, conclusões,
e o nada.

Deixar o lapis dançar,
a mente brincar,
se emocionar,
se expressar.
681

Relutância

Ah relutância,
relutância!
Eu reluto
eu contesto
eu discordo.

Mas que concordância
tem audácia
de simplificar a vida que vivo?
Na vida que me testo
a simplicidade é resto.

É resto?
Não
apenas minto
pra não ficar no chão.

É simples sim
é só descepcionante
e libertador,
e qualquer outra palavra 
que seja morfologicamente
um adjetivo.

Eh, na vida existem duas regras
para viver de verdade:
Nascer,
e não morrer.
550

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.