PedroBernardo

PedroBernardo

n. 1994 -- --

Escrevo aqui algumas frustrações.

n. 1994-08-25, Curitiba

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Cadáver

Aqui jaz um corpo sem alma
Um resto de de ser humano composto pelo nada
Aqui jaz um amontoado de células morta
Um pedaço de carne em decomposição

Não lhe tiraram a vida, ele mesmo se matou
Aqui descansa um corpo ausente de ser
Pouco importa de onde veio ou para onde vai
Ele não é mais funcional

Uns choram outros comemoram
Mas para esse corpo nada mais importa
Afinal, é apenas um cadáver indiferente

A juventude não aproveitou
A fase adulta passou desapercebida
A velhice foi repleta de sofrimento e infelicidade

Enfim ele encontrou seu lugar
Descansa na eternidade do tempo
Em um cova fria e obscura de um cemitério qualquer.
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Poemas

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Cadáver

Aqui jaz um corpo sem alma
Um resto de de ser humano composto pelo nada
Aqui jaz um amontoado de células morta
Um pedaço de carne em decomposição

Não lhe tiraram a vida, ele mesmo se matou
Aqui descansa um corpo ausente de ser
Pouco importa de onde veio ou para onde vai
Ele não é mais funcional

Uns choram outros comemoram
Mas para esse corpo nada mais importa
Afinal, é apenas um cadáver indiferente

A juventude não aproveitou
A fase adulta passou desapercebida
A velhice foi repleta de sofrimento e infelicidade

Enfim ele encontrou seu lugar
Descansa na eternidade do tempo
Em um cova fria e obscura de um cemitério qualquer.
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Perdido

Como um maltrapilho desorientado, caminho sem destino pelas desilusões da vida
Feito um indigente, sem família, sem casa
Um pássaro recém-nascido expulso de seu ninho
Fui lançado sem piedade, despido e chorando, ao mundo real

Meu coração foi arrancado, ou se perdeu no caminho
Minha alma já não faz parte do meu corpo
Sou uma caixa de ossos habitada pelo vazio

Sinto-me distante de tudo o que parece real
Perdi toda e qualquer esperança
Vivo uma vida infeliz e sem sentido
Uma vida mentirosa que idealizaram por mim

Pouco a pouco me afundo na lama do desespero
A cada dia morro um pouquinho mais
Caindo no abismo infinito da amargura
Morto por dentro, fingindo estar vivo por fora
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Carta a mim mesmo

Não me julgues, como costumas julgar os outros
Sua percepção sobre a vida é deveras, confusa.
Sempre procurando defeitos, sempre procurando pontos-fracos
Tudo para compensar sua fraqueza, sua derrota
Você é fraco, a derrota é inerente à sua existência

Não compartilhes dos teus pensamentos
Estão repletos de angústias
Sua mente é obscura
É um pântano recheado de ódio, decorado com sangue

Protegido em sua caverna de medo, nunca disposto a se expor
Não quer mudar, não quer redenção, não quer perdão...
Não quer viver

Até quando vai conseguir esconder quem você é?
Até quando vai lutar com sigo mesmo, por razões estúpidas?
Até quando vai fugir?
A hora da verdade se aproxima, você está encurralado...
Não pode fugir mais.
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