Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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Discoteca

A minha namorada vai a discotecas 
Eu mesmo lhe peço que vá, a discotecas 
Antes ela não ia, muito porque eu lhe dizia 
P'ra que te quero a estar, onde muito é sabido e bem é certo te hão de tentar?

Agora ainda que a pense assediada, em meu pensamento não se passa nada 
Como não se passará, entre ela e quem hipoteticamente a assediará lá 

Um pouco de assédio nunca matou ninguém, à alma que de ego sofre até que faz um bem 
A gente humana gosta de se sentir desejada
Inda que não deseje dar em troco nada

Quando minha namorada vai à discoteca 
Livre fico pela biblioteca, onde escritos liberto pensamentos
A ela dá-se-lhe a liberdade para uns mais soltos merecidos momentos
E de trazer histórias p’ra me dizer, das que é no dar a nega que advém um prazer 

Se não confio e creio, como a se obriga bem formado namorado
Que queira ela ser a donzela de um outro que se mereça amado
Menos temo de cornos levar um par
Do que a impossibilidade de saber amar

Por absurdo muito que pareça 
Andar na desconfiança, mostrar descrença 
Mais deixa tua mulher p'ra ser tentada
Aos braços do que te a quer ver roubada
 

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Poemas

2

Mãe

Ó mãe cansada, tanto do teu suor
Podia ter evitado eu, não o fazer pior
Quanto da muita força do teu ser
Fiz arrependidamente desvanecer

Foste cuidadora e foste guerreira 
Foste uma senhora e foste a ajuda inteira
Foi grande a cruz que suportaste 
Foste rija e não quebraste 

Vi-te sofrer as tormentas diárias e calei
Se não calei fui inútil, incapaz não ajudei
Tamanha a obra que num dia fazias
Fizesse eu o mesmo, só com mais horas nos dias

Da pesada culpa que sinto, que Deus não me livre
Por muito caminho errado estive, o próximo é passo certeiro 
Darei meu corpo inteiro, p'ra mudar nossa triste de família sorte
Deus que não te permita a morte, sem que chegue o meu triunfo.
 

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Conhecer o céu

Encosto a porta p’ra de pronto te encostar à parede 
Avanço sem esconder a minha tanta  de ti sede 
Afastas-me, sendo claro quereres mais 
Vejo nesse curvo corpo todos os supostos sinais 
Agarro-te, de mãos nas ancas puxo-te a mim 
O olhar que tens só diz um explícito sim. 

Minhas mãos de leve livram-te dessa que estorva roupa 
Sentes em ti dentro uma vontade a fugir p'ra louca
Disposta quem sabe a tudo quanto possa querer contigo 
Com beijos desço por tão ardente corpo até teu fofo umbigo. 

Ajoelho-me a teus pés, em ânsia de fazer adoração 
A chegada de meus lábios lá, marca-se na tua expressão 
No meio dessas coxas estou como num paraíso 
Teu corpo retorce como que perdeu todo o juízo 
Imploras que vá dentro de ti 
Obrigo-te a repetir o que bem ouvi 

Por teu vazio preenchido, soltas sonoro gemido 
Pergunto sussurrando ao ouvido
Admite, é tal como que querias,
Não pares! gemes, enquanto me guias
Meu corpo em sensível sintonia com o teu. 
Oh meu Deus! levei-te a conhecer o céu. 

 

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Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs