Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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tapetinho

Foste quem queria 
Por ti me tocava
Vinha-me, a ti via

Deusa que ambicionava
Sonhava, um dia te teria
Amada serias escrava

Por fim te deste
Não por inteiro
Não a primeiro 
E nem te vieste

Abriste o teu coração 
Abri o teu buraquinho 
Foi de gatas no chão 
Num mui fofo tapetinho

Para sempre ligados
P'los fluídos trocados
Amar dói se é em vão 
Anal dói mas dá tesão 

 

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Poemas

6

Os três

Os três primeiros meses 
Quando somos um do outro o mundo

Aquelas três primeiras vezes 
Em que ponho lá bem profundo 

Os três actos que me pedes mais
Beijos, abraços, e amaços

Teu triplete de eleição 
Fazer-te vir de língua, mastro, e mão 

Os três melhores lados que há em ti
Gosto de tudo nunca os escolhi 

Os três lugares do pódio das que foram minhas
Todos são teus não há outras rainhas

Os três fofos buracos que minha musa tem 
São lugares pra esta língua entrar em vai-vem

Três matérias que se me faltam já não sou inteiro
Tua alma, tua voz, e teu cheiro

205

Polegarzinho

O polegar mui pouco usado 
Foi ele quando penetrado
Em ângulo que acentuado
Contra rugosa parede carregado

A ratinha escorria e o corpo preparado
P'ra largo mastro que aprofundado
Em pouco foi orgasmo dado

Confusa terá achado 
Quanto faz um dedo bem ordenado 

147

O símbolo

Meu mastro como símbolo 
Dele bebes a benção 
Deixa-te dentro marcada 
Pra que nunca um dia errada
Creias no que outros gajos pensam

97

As pequenas

Essas fofas cobram-te quando se dão 
O mais nobre prazer trás um preço 
Que vem encoberto a começo 

Abriste-lhe o húmido cofre
Soube-te dares-lhe forte
Mas tua alma agora sofre
Perdeste não pouca parte da tua paz
Levou-te ao céu e pra mais perto da morte 
Pela que tiveste sorte, um pedaço de ti foi-se rapaz 

61

Mãe

Ó mãe cansada, tanto do teu suor
Podia ter evitado eu, não o fazer pior
Quanto da muita força do teu ser
Fiz arrependidamente desvanecer

Foste cuidadora e foste guerreira 
Foste uma senhora e foste a ajuda inteira
Foi grande a cruz que suportaste 
Foste rija e não quebraste 

Vi-te sofrer as tormentas diárias e calei
Se não calei fui inútil, incapaz não ajudei
Tamanha a obra que num dia fazias
Fizesse eu o mesmo, só com mais horas nos dias

Da pesada culpa que sinto, que Deus não me livre
Por muito caminho errado estive, o próximo é passo certeiro 
Darei meu corpo inteiro, p'ra mudar nossa triste de família sorte
Deus que não te permita a morte, sem que chegue o meu triunfo.
 

104

Conhecer o céu

Encosto a porta p’ra de pronto te encostar à parede 
Avanço sem esconder a minha tanta  de ti sede 
Afastas-me, sendo claro quereres mais 
Vejo nesse curvo corpo todos os supostos sinais 
Agarro-te, de mãos nas ancas puxo-te a mim 
O olhar que tens só diz um explícito sim. 

Minhas mãos de leve livram-te dessa que estorva roupa 
Sentes em ti dentro uma vontade a fugir p'ra louca
Disposta quem sabe a tudo quanto possa querer contigo 
Com beijos desço por tão ardente corpo até teu fofo umbigo. 

Ajoelho-me a teus pés, em ânsia de fazer adoração 
A chegada de meus lábios lá, marca-se na tua expressão 
No meio dessas coxas estou como num paraíso 
Teu corpo retorce como que perdeu todo o juízo 
Imploras que vá dentro de ti 
Obrigo-te a repetir o que bem ouvi 

Por teu vazio preenchido, soltas sonoro gemido 
Pergunto sussurrando ao ouvido
Admite, é tal como que querias,
Não pares! gemes, enquanto me guias
Meu corpo em sensível sintonia com o teu. 
Oh meu Deus! levei-te a conhecer o céu. 

 

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Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs