Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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tapetinho

Foste quem queria 
Por ti me tocava
Vinha-me, a ti via

Deusa que ambicionava
Sonhava, um dia te teria
Amada serias escrava

Por fim te deste
Não por inteiro
Não a primeiro 
E nem te vieste

Abriste o teu coração 
Abri o teu buraquinho 
Foi de gatas no chão 
Num mui fofo tapetinho

Para sempre ligados
P'los fluídos trocados
Amar dói se é em vão 
Anal dói mas dá tesão 

 

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Poemas

45

Massa de trufas

Privilegiado (auto-intitulado), mas às forças de um pó vives subjogado
Aos químicos muito agarrado, dos que deixam um sobrenome bem manchado
Levasse-te alguém roubado o muito que te foi dado
E sobraria só, um sem qualidades pobre coitado 

O dia em que não mais bancares a massa de trufas
É o fim da companhia das muito queridas fofas
Falas de peito aberto, mas na hora de dar corpo às balas
Serias concerteza o primeirinho a ficar sem falas

Por nada fizeste luta
Tuas vitórias não valem nada 
Nunca a vida te foi puta
Nunca a terás pois dominada

 

151

Meios

Não me vendo por meias palavras 
Nunca me terão com umas graças 
Este momento não está p’ra tiradas parvas
Com as sílabas todas me diz, se comigo engraças

Falar seus intentos sem mais rodeios
Juro-te ser dos melhores meios 
Se é p’ra acabar a noite bem sentada 
Nesta verga que creio é-te desejada
 

29

Escutai Senhor

Senhor, escutaste minhas insistidas preces
O caminho que pedi fez-se porque mo deste
Já com o propósito não ia, então chegou a hora e dia
O mais a fazer que a mim só me cabia
Como o não sabia faltou-me fazê-lo, minhas faltas revelo

Espero não ficar na espera de quem pode nunca ser vindo
Seguindo meu caminho, se paro escuto e ouço 
A voz cantada do coração que diz: se fôr, que lindo
Mas, a arte de não forçar é a única que agora posso
Se puder ser meu Deus que seja, se outro a tiver Jesus que inveja 
 

93

Nós é para sempre parte II

Afinal não foi para sempre
Faltou cumprir o prometido devido
Até mais límpida boca que seja, mente

Caminho de novo repetido 
De desconhecido, a mais que tudo, a desconhecido 
Ensinamento que desta seja aprendido 
Durante fudi-te, o fim deixa-me fodido.
 

100

Nós dois é para sempre parte I

És meu novo vício 
Em teu ser me perco
Deste-me novo início 
Sem ti não sou, estou certo.

Antes de nós estava incompleto 
Adormecido agora desperto
Se me faltas adoeço
Não és tanto, és mais do que mereço

Terremotos vendavais, a força da natureza mãe não chega
Poder nenhum há que afete nossa afetuosa entrega
A gravidade que para ti me leva é elevada ao quadrado 
Este coração tens-lo selado, curado do muito sangue derramado.
 

35

Epitáfio alternativo

Aqui jaz homem que viveu irreconhecido, e no amor nunca correspondido.
Que se lhe reconheça agora em morte, as qualidades e a maior falta de sorte.
 

28

O paciente primeiro

Essa mão que prescreve
É a mesma que subscreve
A ida nesse cruzeiro 
Por em vendas ser primeiro 

 

22

Rigor no Dr

Oh doutor o que acha, desembuche o que de verdade pensa
Terá cura esta que muito me molesta doença
-Curar é palavra forte que não digo
Eu que prezo por ser rigoroso
Mas passo-lhe esta receita, amigo
De um medicamento bem jeitoso!
 

32

Bom enfermeiro

Doutor cá venha acudir
Está este homem p’ra partir
Do que vi nada agradou
O mal de que padece agravou

Meu bom enfermeiro 
Antes de tudo, primeiro 
Chame rápido alguém de família 
-Sim, p'ra que façam vigília 
Isso, e porque não estão as contas em dia 
 

32

O sôtor

O melhor doutor da vila
Muito formosa gente lá ia
Tão bem a todos lhes queria
Deste senhor só bem se ouvia

Eis que certo dia
A que sua amada se dizia
Lhe contou do que padecia 
Prestou conta do quão mal ia

Doutor, quanto me disser eu tudo faria!
Então ouça, que lhe quero bem querida menina:
Esqueça meus saberes que sei em medicina 
Bem coma, muito corra, pouco chore, e acima de tudo ria.

 

31

Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs