Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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Discoteca

A minha namorada vai a discotecas 
Eu mesmo lhe peço que vá, a discotecas 
Antes ela não ia, muito porque eu lhe dizia 
P'ra que te quero a estar, onde muito é sabido e bem é certo te hão de tentar?

Agora ainda que a pense assediada, em meu pensamento não se passa nada 
Como não se passará, entre ela e quem hipoteticamente a assediará lá 

Um pouco de assédio nunca matou ninguém, à alma que de ego sofre até que faz um bem 
A gente humana gosta de se sentir desejada
Inda que não deseje dar em troco nada

Quando minha namorada vai à discoteca 
Livre fico pela biblioteca, onde escritos liberto pensamentos
A ela dá-se-lhe a liberdade para uns mais soltos merecidos momentos
E de trazer histórias p’ra me dizer, das que é no dar a nega que advém um prazer 

Se não confio e creio, como a se obriga bem formado namorado
Que queira ela ser a donzela de um outro que se mereça amado
Menos temo de cornos levar um par
Do que a impossibilidade de saber amar

Por absurdo muito que pareça 
Andar na desconfiança, mostrar descrença 
Mais deixa tua mulher p'ra ser tentada
Aos braços do que te a quer ver roubada
 

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Poemas

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Os três

Os três primeiros meses 
Quando somos um do outro o mundo

Aquelas três primeiras vezes 
Em que ponho lá bem profundo 

Os três actos que me pedes mais
Beijos, abraços, e amaços

Teu triplete de eleição 
Fazer-te vir de língua, mastro, e mão 

Os três melhores lados que há em ti
Gosto de tudo nunca os escolhi 

Os três lugares do pódio das que foram minhas
Todos são teus não há outras rainhas

Os três fofos buracos que minha musa tem 
São lugares pra esta língua entrar em vai-vem

Três matérias que se me faltam já não sou inteiro
Tua alma, tua voz, e teu cheiro

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Polegarzinho

O polegar mui pouco usado 
Foi ele quando penetrado
Em ângulo que acentuado
Contra rugosa parede carregado

A ratinha escorria e o corpo preparado
P'ra largo mastro que aprofundado
Em pouco foi orgasmo dado

Confusa terá achado 
Quanto faz um dedo bem ordenado 

147

O símbolo

Meu mastro como símbolo 
Dele bebes a benção 
Deixa-te dentro marcada 
Pra que nunca um dia errada
Creias no que outros gajos pensam

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As pequenas

Essas fofas cobram-te quando se dão 
O mais nobre prazer trás um preço 
Que vem encoberto a começo 

Abriste-lhe o húmido cofre
Soube-te dares-lhe forte
Mas tua alma agora sofre
Perdeste não pouca parte da tua paz
Levou-te ao céu e pra mais perto da morte 
Pela que tiveste sorte, um pedaço de ti foi-se rapaz 

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Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs