Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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tapetinho

Foste quem queria 
Por ti me tocava
Vinha-me, a ti via

Deusa que ambicionava
Sonhava, um dia te teria
Amada serias escrava

Por fim te deste
Não por inteiro
Não a primeiro 
E nem te vieste

Abriste o teu coração 
Abri o teu buraquinho 
Foi de gatas no chão 
Num mui fofo tapetinho

Para sempre ligados
P'los fluídos trocados
Amar dói se é em vão 
Anal dói mas dá tesão 

 

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Poemas

45

Aconteceu magia

Aquando a fodia não se dava sexo acontecia magia
Por ser tanto o quanto queria eu esquecia que nesse dia se vivia
Dia de São Foder, alegria a minha de saber por trás a ir fazer
De fazermos o que não era amor, tão perto que estava da dor
Doía-nos o prazer que dava quando bem à bruta eu a montava 
 

25

Ais

Vim do topo emocionado
A fundo caí, em emoções 
Fiquei logo emotivo
Sem motivo para o ficar

Quem agora me ouve não pode sonhar nem saber de meus ais
Ao espelho um só vejo, a olhos de terceiros estão três ou mais
Os achares que tenho nem eu os creio nem tu os tenhas como reais

 

25

Assim não

Tudo o que houve e havia, se não vai ou ia para lá do que devia,
Não me deixa nem um gosto, nem me põe melhor disposto.
Dos medos que gosto de ter, ter de sofrer por mediania, seria o que me mataria, aposto.
No meio pode estar a virtude, mas isso é coisa que me ilude, 
Quem cai do topo acaba de rastos no chão, não no medianamente bom.

 

26

Um bom rabo meu Deus, um bom rabo

Fodemos porque amamos e vindos depois sonhamos
Mas esta noite não passa mulher de bom cu, que eu não cobice só por não seres tu
Admiro a todas que passam, rabo primeiro depois resto do corpo por inteiro
E acho-me desesperadamente preso por te ter como mulher que amo e muito gabo a meu lado
Talvez que nunca tenha verdadeiramente amado, ter sido só sentimento achado, por ser teu o corpo mais bem formado 
Mas chegado a casa passaste comigo e passa-me de pronto a ânsia de foder com outras, imaginando-te que uma vez ida já não mais voltas
 

34

tapetinho

Foste quem queria 
Por ti me tocava
Vinha-me, a ti via

Deusa que ambicionava
Sonhava, um dia te teria
Amada serias escrava

Por fim te deste
Não por inteiro
Não a primeiro 
E nem te vieste

Abriste o teu coração 
Abri o teu buraquinho 
Foi de gatas no chão 
Num mui fofo tapetinho

Para sempre ligados
P'los fluídos trocados
Amar dói se é em vão 
Anal dói mas dá tesão 

 

209

D4 nu cu,arto

Se é em primeiro que hoje a ti te ponho 
Só é porque de quatro no meu quarto te ver ser sonho
Vem liberta p'ra momento intensivo e trás 
A fome de me ter a meter por trás 

Se é p'ra dares porque não tudo
Deixa-te em posição que eu empurro
O mais largo lugar deste coração 
Guardado o deixo p'rás que cu dão 

173

Discoteca

A minha namorada vai a discotecas 
Eu mesmo lhe peço que vá, a discotecas 
Antes ela não ia, muito porque eu lhe dizia 
P'ra que te quero a estar, onde muito é sabido e bem é certo te hão de tentar?

Agora ainda que a pense assediada, em meu pensamento não se passa nada 
Como não se passará, entre ela e quem hipoteticamente a assediará lá 

Um pouco de assédio nunca matou ninguém, à alma que de ego sofre até que faz um bem 
A gente humana gosta de se sentir desejada
Inda que não deseje dar em troco nada

Quando minha namorada vai à discoteca 
Livre fico pela biblioteca, onde escritos liberto pensamentos
A ela dá-se-lhe a liberdade para uns mais soltos merecidos momentos
E de trazer histórias p’ra me dizer, das que é no dar a nega que advém um prazer 

Se não confio e creio, como a se obriga bem formado namorado
Que queira ela ser a donzela de um outro que se mereça amado
Menos temo de cornos levar um par
Do que a impossibilidade de saber amar

Por absurdo muito que pareça 
Andar na desconfiança, mostrar descrença 
Mais deixa tua mulher p'ra ser tentada
Aos braços do que te a quer ver roubada
 

296

Capital questão

Comprar ou não comprar, eis a capital capitalista questão 
É uma que muito me massa, é meu costume ter uma em mão 
Ontem sonhei com isso, hoje acordo e está em promoção 
Tem-no o primo, tem-no o vizinho, tem-no a pessoa quero quero mas talvez não a tenha por não ter.
Fica caro mas reparo que tendo não fico à parte, disso tenho-me visto farto
Ter é poder e quero o poder de ter, por deter
Tem dinheiro compra, não tem pede emprestado, ou vai-se pagando mal pago.
Agora que o tenho, não é por ter que melhor me venho, nem me sabe melhor o comer.

 

22

Por ti por tu gal

Pedaço de terra de fado
Bem à beira atlântico atracado 
Espadas erguidas em luta por cada metro 
É pois sabido e certo, que batalhas foram e são perdidas
A guerra essa será finalmente nossa
Como nossa é a ilustre história que nos deixou mossa
De pé estamos e ficaremos, deixamos só quando morremos.
 

27

Não nascer para

Chegado, olhei e soube
Mas vitória não houve
O que preciso tenho, tudo
Falta o que em mim não mudo
A tal boa nascença que por muito me escapou 
Que não haja pena, nem a minha ma dou
 

26

Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs