Pedrovizela

Pedrovizela

n. 0000-00-00, Guimarães

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tapetinho

Foste quem queria 
Por ti me tocava
Vinha-me, a ti via

Deusa que ambicionava
Sonhava, um dia te teria
Amada serias escrava

Por fim te deste
Não por inteiro
Não a primeiro 
E nem te vieste

Abriste o teu coração 
Abri o teu buraquinho 
Foi de gatas no chão 
Num mui fofo tapetinho

Para sempre ligados
P'los fluídos trocados
Amar dói se é em vão 
Anal dói mas dá tesão 

 

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Poemas

45

Olhar certeiro

Quem p'ra lá não deita os olhinhos 
Distraído tanto anda da vida
Ou mente com todos dentinhos 
Achando a gente convencida 

Nunca mente a forma de um traseiro 
Que é para onde sempre eu olho primeiro.
Quando o cu é bom com ele está um bom coração.

Se é triste a vista que viste
Não penses que vale a pena 
É que nenhum esforço o vale (a pena)
Quando mal feita de formas é a pequena.
 

41

Jovem estudante

Que fazeis vós com esse copo que vos está na mão, jovem estudante?
Vê-de que o licor que do diabo bebeis não é p’ra vós que é bom, doutor aspirante!
Quereis ser o que sonhaste, mas o estado em que ontem ficaste não conduz a vossos intentos, 
Que lógica teve e tem, presença vossa nestes mui pouco académicos eventos?

De queixo erguido pelo traje que trajam, oponham-se ao que outros fizeram e fazem, e façam 
P'lo justo orgulho futuro dos que muito vos amam e por e com amor vos pagam 

Essa festa que quereis fazer fará de vós menos do que quereis fazer de quem sois
A cilada está montada, cai o estudioso a quem falta a lição estudada, pois
Que um caminho muito está trilhado, deixado com o propósito de vos ter o sonho apagado 
A chama do fósforo acende fácil mas queima rápido e já não vale nada, é meu recado



 

27

Verdade já antiga

Ajude-me a ajudar quem não age ou ache que de ajuda precisa 
Pior que quem mal faz, é e está o bom da fita que contra o mal feito, fica 
O crime cometido vai se deixar esquecido, assim que o ajudante intrometido chegar inconformado e convencido do bem que vem fazer 
Sofre o vitimado que dispensa ser ajudado, e sofre o bem feitor que também a si mesmo conseguiu trazer dor 

Quem sai sem sofrimento é o vil verdadeiro vilão 
Aí vai ele inevitavelmente impune, bem absolvido mesmo que bem abusador 
Se a de Deus não lhe cai em cima, cairá nele esta mão que opina 
Se o réu não vai à justiça, vai p’ró céu p'la praticada injustiça, esse grande estupor. 
 

38

Poema bem descritivo

Ela ainda mal chegada 
A roupa já lhe vai sendo arrancada 
De quatro! Direta ordem dada 

Meu mastro já lá vai duro 
Por entre grossos lábios furo 
Faz-se ouvir com muito sentido gemido 
Forço seu quente corpo a dançar comigo 

Portentosa palmada bem dada 
Primeiro uma das mãos deixo agarrada 
Este mulherão em modos de perder a razão 
Magnifica-se o já magno tamanho de meu tesão 

No seu ritmo de perdição é potentemente penetrada 
À ratinha, como a sinto tanto e tão bem molhada 
Presenteio-a com o maior possível prazer, ao grande Ó chegada 

Mas não a deixo a seu descanso demais merecido 
Fica seu formoso corpo a foder comigo 
Em espera de ouvir meu fortíssimo final gemido. 

 

38

Povo Portucalense

Os homens que deixaram as armas e os barões assinalados 
São os mesmos que hoje se deixam só p'lo areal moreno sentados 

Pelo mar entramos com sonhos de o que p’ra lá dele estava conquistar 
Agora se por ele a dentro vamos é só com intensões de mergulhar 

O eleito povo para fazer erguer o quinto império 
Vive conformado, envolto em marasmo que é mistério 

A língua de Camões Bocage Pessoa e Saramago 
Teve importância perdida, que hoje pouco passa de passado vago 

Que Deus outra vez queira, o homem português sonhe, e a obra renasça 
Que a pouca terra que nos é pertença, não seja o pouco que satisfaça 

A nação que soube passar além do Bojador 
Não pode mais viver de Fátima, fado, e de sua dor 

A dor que deveras sente esta com ilustre história gente 
Mudaram-se os tempos e por consequência as vontades, indubitavelmente

Não percamos a precisa crença de que tudo ainda muito vale a pena 
Temos história que bem prova o tanto que a alma deste povo não é pequena 

E bate-me cá dentro ao de leve mas não levemente 
Um patriotismo que chama por mim certamente 

Heróis do mar neste retângulo à beira atlântico atracado 
Nobre povo eu imploro que te queiras ver das amarras que trazes libertado 

Nação que por ser valente nos livros se inscreveu imortal 
Levante-se de novo o esquecido esplendor de Portugal 

Entre as brumas do que é a nossa memória 
Que volte D. Sebastião cavalgando p’rá vitória 

Na outrora portentosa pátria que se volte a ouvir uma voz 
Com igual potência que se fez ouvir a de nossos egrégios avós 

Às armas? Às armas não precisamos recorrer p'ra usar, agora já não se ataca por terra ou mar 
Não contra os canhões, sim contra quem nos oprime ó irmãos, marchar marchar! 

Ao som de Grândola vila morena, fizemo-nos país de fraternidade 
Mas hoje quando estou dentro de ti, já não te reconheço ó cidade 

Não parece ser já o povo português quem mais em ti ordena 
Ó histórica Grândola vila morena 

Por tuas ruas se ouve dizer, quem sou eu, quero saber o que faço aqui 
Porque Lisboa capital me abandonou, se mal lhe fiz já me esqueci 

Creio que eles não sabem e possivelmente nem sonham, que adormecido o povo o faz, sonha 
E porque o sonho comanda a vida, a revolução se formará na fronha 

Vemo-nos à rasca mas o desenrasque foi constante desta vida lusitana 
Valência por demais valiosa e que só o primado povo português emana 

O orgulho que tenho desta pátria só com estes versos é que eu o percebi 
Esta tristeza que em versos vos trago, foi da voz de vossos avós que a recebi. 


 

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Comentários (1)

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Luciana

que isso jovem rsrs