Me preparo então para dormir E um forte vento balança brutalmente o meu barco Continuamente, para um lado e para o outro E por algum motivo, eu corro para os seus braços. Deitado sobre o universo espaço de um velho descaso Despreocupado, mas estou tão preocupado.
Pensamentos fluindo estilhaços que nem mesmo eu faço ideia de como ainda estavam lá Mas por algum motivo, permanecem naquele lugar Talvez eu tenha cometido um erro, mas assim, tão vulgar?
Você bem que poderia correr em direção aos velhos astros E apesar de tamanha frustração, eles irão ter compaixão pois erramos em desejar, em acreditar em uma evanescente paixão.
Eu sei que eles apagariam todas aquelas falsas esperanças E nos salvaria dessas desagradáveis lembraças.
E essa noite eu estou encanrando o teto Como uma enorme tela que mostra todos os detalhes dela Como falsas aquarelas de um quadro perdido em um alegre céu de misérias.
O galo enfim canta para anuciar o novo amanhã incerto E eu permaneço encarando o teto de olhos abertos.
Me preparo então para dormir E um forte vento balança brutalmente o meu barco Continuamente, para um lado e para o outro E por algum motivo, eu corro para os seus braços. Deitado sobre o universo espaço de um velho descaso Despreocupado, mas estou tão preocupado.
Pensamentos fluindo estilhaços que nem mesmo eu faço ideia de como ainda estavam lá Mas por algum motivo, permanecem naquele lugar Talvez eu tenha cometido um erro, mas assim, tão vulgar?
Você bem que poderia correr em direção aos velhos astros E apesar de tamanha frustração, eles irão ter compaixão pois erramos em desejar, em acreditar em uma evanescente paixão.
Eu sei que eles apagariam todas aquelas falsas esperanças E nos salvaria dessas desagradáveis lembraças.
E essa noite eu estou encanrando o teto Como uma enorme tela que mostra todos os detalhes dela Como falsas aquarelas de um quadro perdido em um alegre céu de misérias.
O galo enfim canta para anuciar o novo amanhã incerto E eu permaneço encarando o teto de olhos abertos.
Uma manhã incerta Mais uma noite inquieta.
336
Milena
Milena é doce, é calma olhar sereno, que encanta a alma Cabelos negros, como uma cachoeira engolida pelo espectro da noite, desaguando na paixão, afogando-me em desilusão, Mas Milena não tem culpa, culpa minha e eu sei, Milena perdoe o meu coração fraco, e eu prometo, te esquecer de vez.
130
Pensando bem
Pensando bem, eu aceito tudo isso Pensando bem, cansei de está errado pensando bem, talvez esse seja meu destino pensabem bem, não é tão ruim está sozinho pensando bem, eu não queria que fosse assim pensando bem, nada parece funcionar pensando bem, Chega tão o rápido o fim pensando bem, eu só deva me conformar E abraçar a solidão enquanto aguardo a respostar; pensando não tão bem.
87
Noite
Hoje, eu pude ver a noite viva, Viva mesmo! A noite mais intensa... A noite em movimento, a noite que respira. Trazendo o lapso do amor, a latejante paixão, A noite mais enoitecida, mais profunda, Que toma o coração, sem razão, absoluta. Seu perfume exalando o dúlcido luar, Levando-me em cada passo, em cada respirar; Ao bom falso, ao bom enganar.
Hoje, eu puder ver a noite viva, A noite que transcende o real, A noite ao escuro, o escuro em magnestismo, o escuro em paixão, o escuro cheio de vida, Que chega a viver o meu coração! Que chega a dançar o meu coração!
A valsa enoitecida, me conduz feliz sem razão, Que nem parece desilusão. O êxtase abraçando-me firmemente, sem saber o que está por vim, o final da canção.
Hoje, pude ver a noite viva, Perco-me e não sei onde estavas Mas aquela noite, jamais vista, Me trouxe vida, me trouxe lágrimas.
A noite em seus cabelos.
94
Pensando bem
Andando em círculos constantes, Até que o abismo conduz o meu tropeço. E o reflexo dela acelerando o meu fim Em um eco sublime nas minhas fragilidades. Coração enlaçado em seus cabelos enoitecidos.
Mas pensando bem, hoje; Eu sempre estive um passo atrás. O sorriso sagaz da noite, Mastiga meu câncer, como esfaimados animais.
Mas pensando bem, eu sabia A chuva feliz do dia, chuva que não molha e se molha, Suas gotas me machucam, E a alma se perde em cada gota.
Mas aqui estou eu, Beijando a lua outra vez Beijo feroz, referto no ardor, Só pra sentir-la, eu sei Só pra sentir o seu milagroso sabor.
E os seus cabelos negros, Guia a minha alma a um lapso sem fim. E sempre que a vejo, vejo um anjo, preparado para golpear os olhos lúcidos. E seus cabelos enoitecidos; A mais solta e graciosa valsa, Dançada na calada da noite profunda.
109
Esconder
Se o céu soubesse que a lua anda de dia pelos cantos, ele te escondia todas as noites e todas as manhãs, os teus encantos.
109
Mundo Gracioso
Há rosas na superfície Há rosas no fundo também Há rosas em todos os lugares, meu bem.
Rosas cor de mel, teus olhos Rosas cor do céu, teu rosto Rosas cor de neve, tua pele Rosas que enlouquecem, teu corpo.
99
Sono Infinity
Como eu queria que soubesse, Mas sabe e não aparece. E como cantar? Se já não canto, Só no canto, Pensando, Olhando, Chorando.
Ah, como eu queria correr, Esquecer e correr, pra qualquer direção; Onde não tenha você, Onde eu não posso te ver. Mas vejo, Vejo e logo esqueço de vez. Quem sou? E quem sou, eu já não sei.
Para que a noite logo caia a vim E eu logo caio a ti. E quando durmo, Não me canso de dormir, Só pra ficar assim. Ah, se o sono não tivesse fim, Eu saberia o fim.
121
Tempo Chuvoso
Decidi permanecer em meu quarto. Pois minhas esperançosas tentativas só mostram o quanto estou errado... Em todas elas.
O nascer incandescente do dia respigando gotas de saudade por todo meu corpo. Trazendo um ensurdecedor rugido de um trovão, para lembrar-me que essa manhã o tempo é chuvoso.
E sobre o céu da felicidade, vejo a todos, pairando em uma inalcançável conexão. Afinal, meus órgãos estão cada vez mais podres. Então não me diga que é apenas uma fase, eu sei que não é.
Porque meus órgãos estão cada vez mais podres.
O tempo é chuvoso, o vento balança brutalmente todos os salgueiros, levando deles, seus dons preciosos. E o corvo das falsas esperanças está esperando por mim naquele local marcado.
Oh, corvo, você irá virá cinzas nesse lugar.
Pois vou permanecer em meu quarto.
Em meu quarto...
120
Ela
Ela é um rio a levar as tristezas minhas para o nunca, o lugar entrelaçadas em linhas as tristezas vindas apagadas, com teu tocar.
Ela é a pele da confusão seu toque, a loucura ou um fraco coração? não, sua pele que me culpa derramando fogo em canção ao meu frágio coração seus irritantes deslizes.
Ela é o desejo meu jamais alcançado e os cabelos seus em meu caminho desregrado Deus, diga que estou errado.
Ela é o meu irreconhecível incendiando o açucar de meu sangue para que o doce esteja completamente invisível.