pepperlegal

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n. 1978 -- --

Comecei a versar como via de protesto contra leis antidrogas, mas pela força poética a singeleza e conexão com o Reino de Deus. O livro "Boemia & Subversão" está a venda: http://www.saraiva.com.br/boemia-subversao-9347493.html. Quem quiser a versão online na faixa me procura!

n. 1978-02-14, São Paulo

Perfil
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Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

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Biografia
Trago com a poesia as novas do Reino de Deus, conexão psicotrópica e liberdade de expressão.

Poemas

5

A bela da tarde


A bela da tarde

Do começo já era curiosidade,

mas como transgredir as condutas

para ter com elas mais prazer?

Cresceu por entre flores transformadas

e viu tudo que queria ser visto,
seu presente são seus sorrisos

providenciais, anima as rodas.
É carinhosa e fugaz, gosta

do contato humano bem quente.

O vento infla, lufa os cabelos
e faz crescer os dos pés

o anoitecer nu arrebol exótico.

A nuvem é uma franja da lua
descuidada, se perdeu na noite

os olhos vacilantes e a cabeça a mil.

Ao banquete o olhar sereno aumenta

com as feições alegres relaxando
a retaguarda de quem é a massa
frente a frente ombro a ombro.

O aniversário da boda da amizade

não deixa nenhum bode atrapalhar

nem ressaca nem o mau-humor,
só fica difícil traduzir o sentimento

de quem vive a vida inteira

junta do porta-retrato do amor

esperando o encontro inesquecível.

Perante o afã do primeiro toque
o olhar foi a última gota
a gotejar e persiste olho a olho
se for mesmo por vontade
última a primeira flor do campo.

629

Garganta do Diabo

Garganta do Diabo

Era tão santo,

aquele lugar em nada

poderia imacula-lo,
sua pele sedosa

enchia de cheiro

a umidade das reentrâncias.

Mancebosidade no ar,

gargalhadas de eco

noves fora
adentro a noite

mas escurece às 10

que é quando

mais brilha.

Um a um são

seu fetiche

durante a roda
tragadas passadas

boca à boca

solando jazz,

amolece o carbonato

calor com pepitas

libertárias estalando

suscitadas da fumaça.

Nunca repete

o que é igual,

bufa ao revés

da ordem divina,
a cinza espirra

e a pelota no fim
estará no seu nariz.


Mesmo uniforme,

mas não joga
a mesma partida.

Vira hardcore

meio de bop

pseudo-harmonioso,

torna contemporâneo.

Ignóbil a besta

desceu às garras

seus pupilos

mansos pelo ardor

de quem um dia

lhes prometeu vida.

Cálcio positividade

o sorriso do capeta
reaquece a chapa

quente sem recalque

o olhar no olhar

deixa a aceitação

tomar o caminho

da sua amizade.

Voa na festa, menino,

cresceu nas fontes

mesmas da periquitada.

Erva de mangueira

promove o toque
da beleza da portela,

inteiro alto e sério

na presença das donzelas.

Sempre rindo
sem ressalvas

foi firme forte

sem desregrar
os tons eternais,

preocupou sempre a Mãe,

foi fino

verdadeiro pertinente

com todo mundo

na vila no interior

de partido inteiro

da rapaziada e a moçada,
dera a Deus liberta,

até aos detentos americanos

em reunião com entes
toda consideração.

Casa do Inferno, 23/08/2014

687

Trepadeira Luminosa

Trepadeira Luminosa
Um olhar de soslaio de vento
escorre por sobre as mãos.
Amanhã escreve
porque se embora fosse
nas cavalgaduras vorazes
o agora sempre vingaria.
O tique não passa
dos pés e juntas raízes.
Debaixo das vizinhanças
a saia levanta meia,
nua flor ensaboada.
O sorriso nos núcleos
da esfera nasal retinha
sobe de bate-pronto.
Os ouvidos atentos lembram
das boas conversas de trepa-
trepa dos tempos dourados.
A corrida dos membros de cor
avermelha pó de pensamento
clone universal vital.
A folha cai de sobre-aviso
e é letra que vai mudar.
Sol vai explodir bum-bum.
Galáxia vai pirar pum.
A lua vai crescer
com a nervura meteoro
buracos branco-e-preto
encima embaixo povo povoa.
A fogueira ilumina o céu,
a estrela esquenta pelos
orifícios partículas de peles
a boa-nova, é o abraço
dos galhos cheios do cálice
sumo atraente do beijo da criança.
Arvolê, 22/08/2014

520

Biritiba-mirim

Biritiba-mirim

Terra das cavernas

da imaginação cavernosa

de quem muito a frequentou

e até hoje volta

para colher seus cogumelos,

os brotos das praças

no dia quente chuvoso.

O cheiro vem sublimado

dos jovens maduros

que sempre encontram

quando vão lá.

Há erva

sob umidade e neon

das pedras que unem

o céu com a terra.

Resquício de espécies

são os chapados

calhamaços perpetrados

da lava de terra

que brota do fundo

do leito das paixões

teima a borbulhar.

Recôndito esconderijo

guarda a maloca

famílias de esporos

gastos antes

da primeira camada

incrustam nas nuances

da diferença de terra.

Cresce cor luz

de amargor do mais

puro tronco de picoína

na veia da veia

dos corredores de terra

arada que agora

está mais perto

do mar que se

vê bem do alto

com as nuvens

psicodélicas que une

as vozes dos montes

ao desfiladeiro inflamado

que cresce por dentro

como úmidos

crescem também

das terras da Jamaica.

Biritiba Marley, 13

620

Clava

Clava

Lembra juventude a moral

e a coisa era coisa melhor

longe de tomar coisa por outra,

aurora de tempos gloriosos e vãos

impossibilitados de violência e armas

gerações de drogas substituídas

o jovem real espalharia seu cheiro

e o mundo ficaria jovem de novo.

No contato com a pureza

pensar não fere o brio

flamejando o tronco de comprovação

como legado devir de amor

raiz de erva incessante.

Incrementos ganchos ideais

sabores resinosos antioxidantes

de contornos sorvidos por paz,

seu horizonte de cor brisa

com movimentos de rock

aromas sensibilidade e paixão.

Desviados os olhos viram

o olhar paira no infinito

o sereno da penumbra aleitar.

A volta do boteco do beco

encontra os amigos e o céu

fica mais rico esfumaçado,

fixo fica firme forte

proceder das ruas antigas

uma ideia na cabeça.

A bela infalível atitude

dão vida a obra e o artista

realidade em tons de poro,

o estalo deixa louco

o sistema que erra um.

02/08/2014

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