pepperlegal

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n. 1978 -- --

Comecei a versar como via de protesto contra leis antidrogas, mas pela força poética a singeleza e conexão com o Reino de Deus. O livro "Boemia & Subversão" está a venda: http://www.saraiva.com.br/boemia-subversao-9347493.html. Quem quiser a versão online na faixa me procura!

n. 1978-02-14, São Paulo

Perfil
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Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

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Biografia
Trago com a poesia as novas do Reino de Deus, conexão psicotrópica e liberdade de expressão.

Poemas

23

Clava

Clava

Lembra juventude a moral

e a coisa era coisa melhor

longe de tomar coisa por outra,

aurora de tempos gloriosos e vãos

impossibilitados de violência e armas

gerações de drogas substituídas

o jovem real espalharia seu cheiro

e o mundo ficaria jovem de novo.

No contato com a pureza

pensar não fere o brio

flamejando o tronco de comprovação

como legado devir de amor

raiz de erva incessante.

Incrementos ganchos ideais

sabores resinosos antioxidantes

de contornos sorvidos por paz,

seu horizonte de cor brisa

com movimentos de rock

aromas sensibilidade e paixão.

Desviados os olhos viram

o olhar paira no infinito

o sereno da penumbra aleitar.

A volta do boteco do beco

encontra os amigos e o céu

fica mais rico esfumaçado,

fixo fica firme forte

proceder das ruas antigas

uma ideia na cabeça.

A bela infalível atitude

dão vida a obra e o artista

realidade em tons de poro,

o estalo deixa louco

o sistema que erra um.

02/08/2014

669

Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

638

A marcha da pedra

A marcha da pedra

'Glória ao Nome Santo

do Senhor, Aquele

que veio e nos presenteou

com o crivo da Vida Eterna.'


Na correria até metrópole

é pequena, por cada reverência

forma o mestiço africâner

a graça do dia,

língua adormecida

no sonar ruivoriental,

quem quer ver

vê de longe.

Bielaformosa!

Os olhares se prolongam

para a gente encontrando

tornados noite

sob a biqueira,

os abraços prolongam-se

para a gente encontrando

tornado dia

sobrenatureza,

se os beijos prolongam

a gente encontrando

tornados nuvens

sobre as tectônicas.

Marceleza!

Rápida na aurora

vemos a voz do pó,

concorre com a pedra

dia-a-dia carburando

a britadeira de chama,

repique microscópico,

que dure mais

no salto das cinzas.

Chamaleste!

Repente o ímpeto

entre ir e vir

fissura cósmica,

ar de compromisso,

inspira a vizinhança

o comentário viandante,

criança e de idade.

Rochachoque!

O pó ilumina o Caminho.

A cinza cria a História.

O viandante trilha longamente...

O filho aprende

encanto e contemplação

primavera infante,

pitilho mestre

cigarro de areia,

panela de volume,

halo madrugadouro

colina de sinhá,

cachimbo de cartola

imita, faz contato

pra vida continuar.

O cigano acende um

saldando enteados,

seixos existenciais.

Praticundum!

Fumar tudo

pode ser seu fim,

incrivelmente

a mesma pedra

faladora

dita plataforma

da rota augusta,

na boca do crente

vira fé

em nuvens de esplendor.

Miráculo!

Nos faz

perceber e a eternidade...

Nos faz

melhor e a infinitude!

Bom sinal

as cores da fumaça

acelerarem os passos

das pólis do Senhor,

chama seu povo

às vias superiores,

à terra verdejante

corre o suor,

expurga a água,

alma fiel

de uma vida inteira.

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