A HORA DO ESPANTO!
Hora de içar as âncoras e de recolher as asas, é tempo de se começar a construer nova jornada ao nada: não há mais tempo a se perder no amor, nem nas batalhas nem nos naufrágios: sim, não há mais tempo para coisa alguma: em breve essa nau será conduzida ao nada!
PRECIPÍCIO!
Do fundo deste precipício que em mim resiste, ainda me lembro de nosso glorioso amor que foi inexoravelmente vencido pelo espresso e poderoso desejo sob golpes de chuvas de fogo, de traições e de golpes fatais às desatinadas almas, que nos levaram à eternal e horrorosa morte!
QUANDO A LUZ SE APAGA!
A janela ainda está aberta, mas por ela já não consigo mais contemplar infinitos, como eu e ela fazíamos tempos atrás: eu, a janela, a casa vazia e nada mais; sim, ela se foi e fiquei assim nesta louca solidão total: there are rumors of the cold wind that there in the mountains still make huts to be their nests of love!
INSÕNIA MALDITA!
Sobre meu deserto há uma algazarra de anjos celestiais, sobre meu telhado, já envelhecido e trincado, há libidinosidade e dramas de pardais e de corujas esfolados: sob minha sombra tomba a lua pálida, levando consigo todos os meus sonho e todas as minhas ilusões mais puerís nunca concretizadas!
TALVEZ O VENENO TENHA SIDO DEMASIADO!
Às vezes, ferve meu sangue ainda em convulsa raiva, aguça meu coração e se me apodera uma grande vontade de fugir, sem deixar rastros ou fumaça, imponho-me o silêncio, para não confundir os anjos que ainda sonham neste mundo sem graça: mas, daquela víbora indecifrável e indescritiva, o que mais se firmou em mim foi mesmo uma saudade tal que me deixou mais parecido com algo qualquer que, todos os dias, já amanhece morto!
TRISTE FIM DE UM SONHO IMPOSSÍVEL!
Tu querias tudo certo, como se eu fosse um anjo e não um homem, tu querias todos os pontos nos is, em mim a nobreza de um rei e a sublimidade de um anjo; tu querias, e tu te tornaste escrava do que tanto querias, transformando-me em um mito que nunca fui: assim foi que morremos lentamente, com o veneno que nos enfraquecia aos poucos!
ELA DORME, E EU NÃO ME SINTO BEM!
Eu me transformei na própria noite, num fracassado pescador de ilusões perdidas, sem seu mar, num deserto de miragens secas, num triste arremedo de poeta que por aqui vaga, já morto!
O FIM!
Agora que tudo realmente terminou, não nos culpemos um ao outro por nada mais; porque, independentemente do que nos fizemos, cada um é inalienavelmente responsável somente pelo que de si permitiu sair em luzes, sombras ou chuvas verborrágicas; e isto já basta, com sobras, para nossas mortes de asas.
SEVEROS JUGOS
Já fui elucubrado, julgado e condenado de modo prolixo tantas vezes que perdi a conta, e em todas houve algum tipo de reação, mesmo que silente, de meu indecifrável, escudeados e senciente ego. Mas quando fui elucubrado, julgado e condenado por mim mesmo, diante de um fiel espelho, senti-me um nada cósmico, um menos que pedra ao chão, um menos que poeira ao deserto; em cruciante dor de me perceber a abnormal condição para cometer vastas violações e para promover o suicídio das coisas, das casualidades e até das demais sencíências - alheios -, com minhas clarezas abstratas, espúrias e ilusórias (re) inaugurações.
AS IMAGENS SÃO UMA INCONTESTE PROVA DE NOSSA ABNOMALIA!
Queria poder conseguir ignorar as avalanches de imagens, advindas de caminhares incautos e estúpidos; e encontrar algum lugar incomum, onde pudesse descansar minhas laivas sombras, meus sortilégios côncavos, minhas porras leiteiras e meus hábitos de, a tudo isso, colocar sob incomensuráveis e esplêndidas máscaras, tingidas de faustos brilhos e verdades dissimuladas.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*