ELA ERA AZUL
... em seu lindo rosto pálido, seus olhos eram azuis, em seu delicioso corpo espelto seus seios era azuis, sua xota, a maior de suas preciosidades era azul, suas palavras eram tão belas, puras e azuis que me encantei; um tempo depois veio o desengano qusando percebi que somente uma coisa lhe destoava do lindo azul que predominava: sua alma era obscuramente negra!
REVOLUCIONÁRIA AGRESSÃO
Quando a luz adoeceu de uma doença chamada senciência sapiens, tornou-se traidora da virgindade original, tornou-se agressora da verdade essencial e ficou como alguém que tem alzheimer e não se lembra de mais nada, necessitando de outras retinas que lhes modifique o insensível, insenciente e murcho modo de ver as coisas entre as quais ainda está jogada!
O PODER DE UMA MUSA
... naquela noite estava em profundo êxtase so de lhe contemplar o olhar em brilho, e ela ainda deu uma cruzada de pernas deixando transparecer a calcinha com aquele pacotinho que imediatamente me deixou ali, em sua frente, silente e dissimuladamente, sob a calça, em brasa pura!
SOMENTE A NOITE É PERFEITA
Que de manhã se plantem sonhos e flores, pois que depois vem o forte sol e o rígido inverno a aniaquilar suas formas e suas cores, que à tadee reinem os mitos, os anjos, os heróis e os demais poderosíssimos mascarados criados pelo ser, que são que de sua força contempre. mas que depois que seja perfeita e eterna a noite, reine o silêncio eterno daqueles que, autoconsiderando-se filhos à imagem e semelhança de Deus, com a senciente soberbia, abnormalmente única e inigualável em todo o cosmo, reinauguram a tudo de acordo com suas retinas avessas!
O VERBO É A REPRESENTAÇÃO DO SENCIENTE PODER SAPIENS
As palavras são o mais poderoso instrumento da mente e, quando não bem usadas, quase sempre ferem; muitas vezes, por exemplo, um "eu te amo" dissimulado é muito pior que um raivoso "vai-tomar-no-cu"; mas parece que os puristas faroleiros não sabem disso, aliás não sabem nem muita coisa sobre o que chamam vida.
CADÁVER QUE ANDA
... sedendo, faminto e me arrastando já há tanto tempo neste seco e sombrio deserto, já não alargo minhas pupilas para imaginar um mais razoável horizonte, já não alço as asas dos sonhos para não me quedar novamente da subsequente encruzilhada, já não dou ouvido às canções dos anjos porque eles me dilaceram levando-me ao inferno dos homens. Então, apenas ativo o olfato, aspire o perfume de uma flor que resiste ao deserto, aspiro como se fosse o ultimo perfume que sentirei em minha vida, tentando me esquecer das passadas e incontáveis chuvas de fogos e de pedras!
INALIENAVELMENTE CONDENADO
A dura vida deixou-me niilisticamente perturbado, já não creio o sapiens, seus desesjos, seus sonhos e seus anseios; já não creio que as coisas do coração e da espiritualidade suplantem as da id e as da vaidade humana; por consequência, tornou-se-me impossível atingir alguma razoável paz, uma vez que, não crendo no semelhantíssmo, também não mais creio em mim mesmo!
AMOR POÉTICO
Olhares de bilhões clareiam, com seus faróis - sencientes -, as casualidades alheias das sombras; pontes se constroem cada vez mais densas - e a todo momento - com suas magníficas ilusões fluorescentes; entremeio a tudo, um poeta e uma poetisa se veem - distantemente - e se aproximam com a paixão enferma de seus versos.
SEI TUDO SOBRE TI
Ela me amou, se não, muito bem dissimulou, e eu a amei, ou muito bem dissimulei; e tudo bem até aí porque ser é inefitavelmente dissimular. Mas um dia ela disse que ia me injetar veneno aos poucos na quantidade certa para não matar: e nisso eu garanto, ela dissimulou, porque são crer que ela não me mataria, sem nenhuma pietade, ela matou!
A RESSUREIÇÃO
Quarenta e sete, fragmentos de quedas, pedaços de sonhos e de ilusões quebradas, e eu tentando ao deserto me reagrupar com ela, sempre ali, amorosa e delicada, a me envolver, a me acalentar, a me embalar, a me abraçar, a me beijar, a transar comigo, a me proteger, a me aquecer e a me amar!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*