PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

n. 1970 -- --

Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!

n. 1970-03-07, Bom Despacho

Perfil
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FLOR DO DESERTO, VÊS COMO ME ENCONTRO?

Flor do Deserto,
vês como já há tanto tempo
me encontro?

Sabes quanto
me custa ser franco
quanto a meus sentimentos por alguém
que já passou a um leito negro
de onde jamais
retornará?

Alguns anjos me julgam
dizendo que é derespeito amar
uma defunta,

outros
vão além e dizem que com ela
ainda me masturbo,

e há os que
não me perdoam por quererem a carne
deste corpo, que nada vale perante
o sentimento que se assentou
em minha alma;

e eu fico aqui
pensando: "O que posso fazer
por alguém, uma flor tão boa para comigo,
de modo que a agrade, sem que minta
ou a engane sobre meus sentimentos
mais profundos?
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Poemas

1334

TÃO ESPLENDOROSA QUE SEDUZIU ATÉ A MORTE!

... ela realmente
era pura, sim, mas tinha uma queda
por anjos, por menestréis
com suas orgias,

saía de tarde,
passava as noites fora
e só regressava no outro
dia;

ela era pura,
sim, apesar de, longinquamente,
eu ouvir os gemidos que
ela dava,

com seu manto branco,
nos volúveis leitos e sobre os excitados
paus; e ela chega dizendo: "Eu sou pura,
pura, puríssima",

sem nunca aprender
que, quando eu estourava,
sempre metaforicamente morríamos,
tendo, depois,

que lutarmos muito
para alguma possível e ilusória
ressurreição, até que,
de tão bela,

a morte concreta,
a morte fria, por ela também
se apaixonou

e, depois
que se encontraram nunca mais
a vi desde então!
166

VEM COMIGO!

1 951

QUERO-TE!

350

SE VIERES ESTA NOITE

218

NÃO HÁ TEMPO PARA MAIS NADA

... não há mais tempo,
não há mais tempo par dúvidas,
não há mais tempo par desentendimentos,
não há mais tempo para nada,
não há mais tempo para ciúmes,
inseguranças,
não há mais tempo de espera para
que tudo se resolva num esperanoso
amanhã,
não, não há mais tempo,
não há mais tempo para nada
que não seja amar
absurdamente,
loucamente,
desesperadamente,
pois chegamos á estação
em que os trens levaram os últimos cadáveres,
e, mortos ali, no ponto final,
os urubus se agrumam
vestidos
de penas e de veludos negros
para devorarem nossos olhos, nossas carnes
e nossos cus!
414

O AMOR FERE

166

INCONTESTE ABNOMALIA

191

TEMP(L)OS

196

NOSSA ÚNICA IMPOSSIBILIDADE É NÃO SERMOS

175

ERROS, QUEDAS E PECADOS

204

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!