Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
seduzida com a exuberância da ilusão com o sono eterno;
eu fiquei só neste mundo cheio de fantasmas, de vazios e de destroços,
em dias onde não brilha mais sóis!
238
TRÁGICO DESTINO!
... ainda ecoa aos ventos a fúnebre canção de quando te partiste à morte, meu amor:
depois de um longo tempo de chuvoso e abrasador a amor,
a noite que ficou é trágica. fria e contém apenas a solidão e uma inestinguível dor!
167
O PREÇO DA NOITE!
Por que me deixaste sozinho na fria madrugada escura,
acaso te esqueceste de nossos voos e de nosso amor,
seguras e te silencias quanto àquele incontrolável desejos que sentíamos e dividíamos como dois sóis acesos,
ou simplesmente te cansaste de andar comigo nas escuridões desérticas de minhas noites?
152
NÃO HÁ ISSO DE AMOR ÚNICO!
O amor sempre é eterno, dois amantes nunca deixam de se amar
com suas presenças, com seus sexos, com seus orgasmos,
com seus sonhos, com suas fantasias, com seus fantasmas;
sim, o amor é eterno, mas não único e a eternidade vai exatamente, como dizia o poeta, até durar!
83
VESTES DE SEDA!
Outrora - com tuas vestes em seda, luz e âmbar - elucubraste, aos rastros de meus passos, as fluentes sombras de um cão;
enquanto eu nos via em sonhos, oblações, vesanias e recorrentes quedas não decifráveis.
Agora, mesmo que tentes, não mais podes sequer contemplar as ominosidades e as angústias que de mim singram ao mundo;
enquanto eu ainda consigo te perceber, perdida nos mesmos labirintos - sem espelhos - de teu avesso e acorrentado cerne.
170
O PESO DO MUNDO!
... se dizes amar e partes ao sossego e à paz havidos ao chão,
ou se te refugias aos egos e às hastes dos tentilhões;
nada mais fazes que evidenciar tua intrínseca e covarde condição.
111
AMADA!
... se dizes amar e partes ao sossego e à paz havidos ao chão,
ou se te refugias aos egos e às hastes dos tentilhões;
nada mais fazes que evidenciar tua intrínseca e covarde condição.
192
O ERRO FUNDAMENTAL!
Esses sapiens não sabem nada sobre vida, esperanças ou sobrevivências:
enquanto a era dinossauros, com suas fomes sanguinolentas, durou mais de cento e sessenta milhões de anos, tendo sido destruída por exterior e natural condição;
em menos de duzentos mil, a tudo dominamos
- e , seria de se pasmar não fôssemos humanos, até criamos um grandioso deus do qual nos fizemos filhos,
e ao qual sempre conclamamos para justificar carnificinas, fracassos e esperanças -
e já inventamos, com nossas abnormais e avassaladoras senciências egocêntricas, o extermínio ao toque de alguns botões.
108
ESPELHO EMBAÇADO!
Reflita melhor, perscruta os ares, os jardins e os mares,
visita os menestréis engravatados, os heliantos excitados os tentilhões encantados,
e vive com eles novos sonhos e estórias lendárias;
porque, se realmente nos amássemos como nos dizemos, querida,
não precisaríamos de mais nenhum receio ou dúvida, nem das ominosas chuvas verborrágicas.
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*