Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Por muito tempo analisei o ser e sua abnormal condição
e cheguei a uma conclusão:
ou os espelhos são enganados de alguma forma quando refletem qa luz em nossas retinas cegas;
ou, de fato, somos frutos de um severo distúrbio do Universo!
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OS FILHOS DO HOMEM!
É fácil lavar as mãos machadas,
é fácil lavar os anéis anais depois de umas cagadas,
é fácil lavar as genitárias depois de fodas e gozadas,
é fácil carbonizar e não se apiedar do próximo sentando em um sofá confortável,
é fácil mostrar obturações de ouro enquanto escrevem poesias e se apresentam a esplêndido teatro;
porém, é extremamente difícil, lavar a alma das manchas e dos segredos que as encharcam!
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AINDA DANÇAMOS NAS CORDAS DO UNIVERSO!
Lilith, a enegrecida, com sua maqueagem de anjo branco,
com sua pálida beleza, com sua afiada filosofia com sua improvisada e sedutoríssima poesia,
quando chegava envolvia-me de tal modo, logo ao niilista do diabo,
que me fazeia chover com tanta vontade e tão aluscinadamente descontrolado que, por um bom tempo, o sol se apagava!
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SEM MAIS SONHOS!
Eu ainda vou visitar teu túmulo um dia,
para depositar uma rosa, vermelhíssima, soberba em beleza e vivacidade;
uma rosa como tu que fez parte anos e anos de minha sombrosa vida,
trazendo-me esperançar, conforto e amor e deixando, quando partiste, tão somente,
no precipício vazio, saudade, angústia e dor!
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A POUCO NOBRE VISÃO DO ESPELHO!
O que melhor poderíeis fazer na vida é exatamente reconhecerdes a vós próprios;
afinal, só assim podereis perceber, embora dolorosamente,
que pensando-vos demais é que menos sois e, ainda assim, mais espalhais sonhos incautos e esperanças exíguas por aí,
enquanto provocais recorrentes e cruciantes quedas, elucubrando, julgando e condenando aos vossos sapiens semelhantes.
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A SENCIÊNCIA É A GLÓRIA E A DESGRAÇA DO SER!
Embriagado e perdido, a vagar pelos estranhos fulcros de minhas próprias senciências,
tudo que já se me ocorreu, desde a raiz brotada ao chão até o galho mais alto que já alcancei na vida,
agora parece repassar-me, em câmera lenta, aos falhos e doloridos sentidos da memória:
arlequins, pierrots e colombinas com suas fantásticas estórias e aventuras pelos caminhos do mundo,
menestréis e damas puristas com suas esplêndidas palavras feitas a fluorescências tremeluzidas;
e, entremeio a eles, um alucinado niilista ora se pensando um deus, ora um mito ou lenda, ora ainda um cão a se esgueirar pelas sobras das imagens fabricadas,
mas que, após aplausos e vaias em tantas atuações pelos palcos mambembes, percebeu-se um mero e acidental sapiens condenado à pseudoimensidade que de si faz emergir abnomalamente.
E compreendeu, enfim, que o esplêndido e o abissal de tudo sempre esvaem juntamente nos rápidos veios do tempo.
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O COSMO TREMEU NAQUELE DIA
... quando foi a última vez que te vi andando pelas sombras da madrugada
com aqueles teus olhos de molhados de chuva não sei;
mas sei que agora, enquanto os anjos e os santos contigo festejam nas nuvens em cama do céu,
enlouqueço-me angustiado e solitariamente sob a cheia, clara e tresloucada lua!
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E O DESTINO FOI LANÇADO...
Não chegou a ser surpreendeendente, posto que era já há muito sonhado e desejado
mas foi um súbito e fatal golpe:
quando Ana tirou as asas e ficou nua diante do espelho,
tomou o poder e trouxe um amor e um temor tão grandes que a ele, ainda vivo, levou à morte!
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NO TEMPO DO SEVERO INVERNO!
... houve um tempo
em que nos amávamo de tal modo
que não conseguíamos nos aceitar
humanos,
e eu não falo
de crises, de inseguranças de ciúmes
causadores de tempestades
e de chuvas,
eu falo
é que nos queríamos (e ainda vou
buscá-la no pós-morte, um dia para tentarmos novamente) com o amor, com a sabedoria
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*