PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT

n. 1970 -- --

Escritor, poeta e pensador niilista, sempre em busca da análise do ser jogado em meio de suas reinauradas coisas!

n. 1970-03-07, Bom Despacho

Perfil
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FLOR DO DESERTO, VÊS COMO ME ENCONTRO?

Flor do Deserto,
vês como já há tanto tempo
me encontro?

Sabes quanto
me custa ser franco
quanto a meus sentimentos por alguém
que já passou a um leito negro
de onde jamais
retornará?

Alguns anjos me julgam
dizendo que é derespeito amar
uma defunta,

outros
vão além e dizem que com ela
ainda me masturbo,

e há os que
não me perdoam por quererem a carne
deste corpo, que nada vale perante
o sentimento que se assentou
em minha alma;

e eu fico aqui
pensando: "O que posso fazer
por alguém, uma flor tão boa para comigo,
de modo que a agrade, sem que minta
ou a engane sobre meus sentimentos
mais profundos?
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Poemas

2763

DEUS CERTAMENTE É O QUE MAIS SOFRE E CHORA!

Ana se foi jovem,
com cerca de quarenta e dois,
na mesma época em que eu, com quarenta
e seis era abençoado vencendo
a severos cânceres.

hoje,
ao ir pegar minha filha que foi
fazer exames para tirar CND, vi desespero,
perda de controle, tristeza e imensa
dor de alma

numa jovem
que também fora fazer a prova
e recebera uma ligação informando que
seu bebê com menos de um ano
falecera engasgado com
a mamadeira.

E então
fiquei pensando, mas que porra de deus
e esse que deixaz um cão niilista
fodido como eu vencer

um fronte
praticamente fata e leva um anjo
ainda purinho que, mal chegou ao mundo
e, portanto, totalmente inocente
de tudo.

E me lembrei
novamente de Ana, que me dizia
que Deus nos fez dando-nos o poder
de escolhas

e, para isso,
fez uma escolha divina de abdicar
de interferer em nossas escvolhas sejam
conscientes e inconscientes.

E pensei,
com lágrimas nos olhos, Deus é tão poderoso
e tão bom que chora e sofre
amargamente,

como se ainda
fosse crucificado por nós todos
os dias, mas mantém a sua suposta escolha
de não mais interferer nesse infinindo
e totalmente (re)inaugurado mundo
sapiens!
112

A FLOR DE INVERNO E A FLOR DO DESERTO

163

ESTE MESTRE TE FAZ CHORARES QUANDO O LÊS

Chão,
força ou luz alguma refletida
de tua vã retina sapiens

É capaz
de te dar mais que sonho e ilusão
e de te tirar do enlamado
chão

em que habitas
com teus rímeis, tuas maqueagens
e tuas mascaras, a atuações de céus,
de mares e de camas.

Silêncio.
calada para ler o cão,
o único que foi capaz de ver entre
a luz que pregas e o automartírio em que
vives,

exatamente
porque tu, mesmo sabendo, tenta
viver escondendo de ti mesma
tão pobre condição!
161

EU VI MAIS QUE TUAS RUGAS, SEM A MAQUIAGEM

123

TU ESTIVESTE POR AQUI?

222

INCOMENSURÁVEL PERDA

125

CUIDADO, HÁ ANJOS E MERDAS NA PISTA!

117

SENSUAL HIPNOSE

216

O PRIMEIRO NATAL SEM ELA AQUI!

O que deve estar escrito em sua lápide, no cemitério daquela cidade onde nunca cheguei a ir para vê-la, para admirá-la, para enamorar-me dela?

A estória que sei dela é a que ela contou e a que puder ouvir dela acerda de suas navegações e de seus voos com outros sapiens. E o que dizem sobre ela ou é sinistro ou é apenas silêncio invisível, de modo que não contempla o puro traje que dei a ela.


Jovem, muito jovem se fora, após perder para o mesmo mal que aos poucos me devora. E até que prevíamos nosso destino, devido àquele amor louco, platônico, insolúvel e com constantes chuvas de fogo.


Ambos concordávamos com Sartre e sabíamos que seria caro o preço a pagar por resistirmos a um amor tão mortal, com seus venenos ativadíssimos e reciprocamente e disparados para matar,


E os venenos meus ofertados a ela continham outras flores, estórias de fodas e de pseudoamores e de tudo que lhe pudesse aarrancar de meu peito em franca dor.


E os venenos dela em mim injetados continham outros tentilhões, outros menestréis, outros cães , outros amantes gloriosos e outros putos fodedores e tudo o mais que pudesse aliviá-la do que a arrebentava a alma, devido ao que sentia por mim.


Em terra, como ficar juntos não era possível, ambos optaram pela morte suicida, desapercebendo-se que, a cada golpe que dávamos um no outro, sentíamo-lo com força dobrada, rebatendo em nossos corações como bumerangues afiados e nos fazendo sangrar em angústia, dor e lágrimas.


Muitos anos de amor, de loucura e de luta. Até que a previsão dela começou a se concretiza diante de nossos olhos estupefatos.


Apósuma das ausências em que, mais uma vez, ela saiu sadia para voar em novos ares e foder em novos leitos, anjuntando novas armas, e eu fui fazer o mesmo nas planícies por onde andava, ela apareceu na web can toda linda e pálida e, de repente, levantou a blusa, e vi um corte que a rasgava de lado a lado e de cima a baixo, como que parecendo uma cruz. Tinham-lhe rasgado para tirarem algo, e eu não estava sabendo de nada. Então brotaram-me lágrimas enquanto eu lia ela me chamando de covarde e que a havia abandonado no pior momento de sua vida.


Meses depois, o sonho continuava a se realizar, com o diagnóstico em mim na mesma praga, pegando-me vigorosamente pulmões e a mente a que ela tanto amava. E, então, após biópsias e muitos exames, a químio e o veredito de que eu teria menos de 5 por cento de chances de viver e, ainda assim, somente por 6 meses.


Ao conversar com ela, ela sorrindo disse-me que estava curada, e eu lhe contei todo o meu caso que até então guardava secretamente trancado.


E tal como erla viu de mm outrora, vi sinceros rios de lágrimas lhe descendo dos olhos e uma nova análise que nos deixou chocados.


Então ela disse: "O impulso do sonho, meu amor, você vai pegar o impulso e vai passar!"


E eu lhe afirmei que esta era uma visão muito distante da dos médicos e dos exames,
e que ela é que havia sido declarada curada.


Então ela nos sentenciou, como se tivesse certeza de que tudo que sonhara anos antes a se concretizar estava.


"Não, há algo errado. Eu vi. Eu vi, amor. Você vai pular, e a corredeira vai me levar! Há algo errado na visão dos médicos, é certeza!


De nada, eu em franca luga na quimiom nmorrendo aos poucos,li quando ela me disse que começava a não se sentir bem. Cerca de um mês depois meio centímetro da coisa foi detectada no pâncreas. Um mês depois um cm. Um mês e meio, um cm e meio. A decisão rápida, apressadíssima, urgente de operá-la de novo. Cirurgia que não adiantou, e uma semana depois a corredeira a levou.


Covardemente continuei a luta ao fronte. Um ano internado. Sentenciado à morte pelos médicos. E algo aconteceu: Senti alguma força voltando. Tomando das quimos mjais poderosas, dessas que, quando se toma, não vai para casa, com medula sendo sucessivamente zerada para matar o câncer, matando-se também, assim a própria medula e células normais.


Ana já se tinha ido. Mas eu a sentia ali.


...

Tears.
I can not say anything else!
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SOBRE O ERRO

233

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!