Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Ana se foi jovem, com cerca de quarenta e dois, na mesma época em que eu, com quarenta e seis era abençoado vencendo a severos cânceres.
hoje, ao ir pegar minha filha que foi fazer exames para tirar CND, vi desespero, perda de controle, tristeza e imensa dor de alma
numa jovem que também fora fazer a prova e recebera uma ligação informando que seu bebê com menos de um ano falecera engasgado com a mamadeira.
E então fiquei pensando, mas que porra de deus e esse que deixaz um cão niilista fodido como eu vencer
um fronte praticamente fata e leva um anjo ainda purinho que, mal chegou ao mundo e, portanto, totalmente inocente de tudo.
E me lembrei novamente de Ana, que me dizia que Deus nos fez dando-nos o poder de escolhas
e, para isso, fez uma escolha divina de abdicar de interferer em nossas escvolhas sejam conscientes e inconscientes.
E pensei, com lágrimas nos olhos, Deus é tão poderoso e tão bom que chora e sofre amargamente,
como se ainda fosse crucificado por nós todos os dias, mas mantém a sua suposta escolha de não mais interferer nesse infinindo e totalmente (re)inaugurado mundo sapiens!
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A FLOR DE INVERNO E A FLOR DO DESERTO
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ESTE MESTRE TE FAZ CHORARES QUANDO O LÊS
Chão, força ou luz alguma refletida de tua vã retina sapiens
É capaz de te dar mais que sonho e ilusão e de te tirar do enlamado chão
em que habitas com teus rímeis, tuas maqueagens e tuas mascaras, a atuações de céus, de mares e de camas.
Silêncio. calada para ler o cão, o único que foi capaz de ver entre a luz que pregas e o automartírio em que vives,
exatamente porque tu, mesmo sabendo, tenta viver escondendo de ti mesma tão pobre condição!
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EU VI MAIS QUE TUAS RUGAS, SEM A MAQUIAGEM
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TU ESTIVESTE POR AQUI?
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INCOMENSURÁVEL PERDA
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CUIDADO, HÁ ANJOS E MERDAS NA PISTA!
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SENSUAL HIPNOSE
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O PRIMEIRO NATAL SEM ELA AQUI!
O que deve estar escrito em sua lápide, no cemitério daquela cidade onde nunca cheguei a ir para vê-la, para admirá-la, para enamorar-me dela?
A estória que sei dela é a que ela contou e a que puder ouvir dela acerda de suas navegações e de seus voos com outros sapiens. E o que dizem sobre ela ou é sinistro ou é apenas silêncio invisível, de modo que não contempla o puro traje que dei a ela.
Jovem, muito jovem se fora, após perder para o mesmo mal que aos poucos me devora. E até que prevíamos nosso destino, devido àquele amor louco, platônico, insolúvel e com constantes chuvas de fogo.
Ambos concordávamos com Sartre e sabíamos que seria caro o preço a pagar por resistirmos a um amor tão mortal, com seus venenos ativadíssimos e reciprocamente e disparados para matar,
E os venenos meus ofertados a ela continham outras flores, estórias de fodas e de pseudoamores e de tudo que lhe pudesse aarrancar de meu peito em franca dor.
E os venenos dela em mim injetados continham outros tentilhões, outros menestréis, outros cães , outros amantes gloriosos e outros putos fodedores e tudo o mais que pudesse aliviá-la do que a arrebentava a alma, devido ao que sentia por mim.
Em terra, como ficar juntos não era possível, ambos optaram pela morte suicida, desapercebendo-se que, a cada golpe que dávamos um no outro, sentíamo-lo com força dobrada, rebatendo em nossos corações como bumerangues afiados e nos fazendo sangrar em angústia, dor e lágrimas.
Muitos anos de amor, de loucura e de luta. Até que a previsão dela começou a se concretiza diante de nossos olhos estupefatos.
Apósuma das ausências em que, mais uma vez, ela saiu sadia para voar em novos ares e foder em novos leitos, anjuntando novas armas, e eu fui fazer o mesmo nas planícies por onde andava, ela apareceu na web can toda linda e pálida e, de repente, levantou a blusa, e vi um corte que a rasgava de lado a lado e de cima a baixo, como que parecendo uma cruz. Tinham-lhe rasgado para tirarem algo, e eu não estava sabendo de nada. Então brotaram-me lágrimas enquanto eu lia ela me chamando de covarde e que a havia abandonado no pior momento de sua vida.
Meses depois, o sonho continuava a se realizar, com o diagnóstico em mim na mesma praga, pegando-me vigorosamente pulmões e a mente a que ela tanto amava. E, então, após biópsias e muitos exames, a químio e o veredito de que eu teria menos de 5 por cento de chances de viver e, ainda assim, somente por 6 meses.
Ao conversar com ela, ela sorrindo disse-me que estava curada, e eu lhe contei todo o meu caso que até então guardava secretamente trancado.
E tal como erla viu de mm outrora, vi sinceros rios de lágrimas lhe descendo dos olhos e uma nova análise que nos deixou chocados.
Então ela disse: "O impulso do sonho, meu amor, você vai pegar o impulso e vai passar!"
E eu lhe afirmei que esta era uma visão muito distante da dos médicos e dos exames, e que ela é que havia sido declarada curada.
Então ela nos sentenciou, como se tivesse certeza de que tudo que sonhara anos antes a se concretizar estava.
"Não, há algo errado. Eu vi. Eu vi, amor. Você vai pular, e a corredeira vai me levar! Há algo errado na visão dos médicos, é certeza!
De nada, eu em franca luga na quimiom nmorrendo aos poucos,li quando ela me disse que começava a não se sentir bem. Cerca de um mês depois meio centímetro da coisa foi detectada no pâncreas. Um mês depois um cm. Um mês e meio, um cm e meio. A decisão rápida, apressadíssima, urgente de operá-la de novo. Cirurgia que não adiantou, e uma semana depois a corredeira a levou.
Covardemente continuei a luta ao fronte. Um ano internado. Sentenciado à morte pelos médicos. E algo aconteceu: Senti alguma força voltando. Tomando das quimos mjais poderosas, dessas que, quando se toma, não vai para casa, com medula sendo sucessivamente zerada para matar o câncer, matando-se também, assim a própria medula e células normais.
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*