Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Sob os céus [e tudo o mais], a fautíssima senciência sapiens;
sobre os céus [e tudo o mais] a mesma faustíssima senciência sapiens.
Sim, Ela e o infinito imaginário:
por exemplo, rosas escarlates andam, neste momento, a enfeitarem jovens e incautos corações enamorados
com flores, espinhos e arames farpados.
148
AMOR: UMA JORNADA!
... isso de amar por amar é coisa de superfície e de fraquejados ___ frustrados,
a maior prova de amor, aprendi com somente duas ___ pessoas:
e foi a de, apesar de minhas falhas e de meus problemas, ___ comigo ficar!
181
VENTO VENTANIA
Tens uma força maior do que eu supunha e tens um coração melhor do que eu esperava.
Nenhum sol ou girassol deve empecilhar tua jornada.
170
SE CONSEGUIRES TE DESVESTIR DO HUMANO...
... vem a mim iluminada como uma estrela,
bela e pueril como uma diva a brincar na neve,
frágil como a terra que movo com meus dedos
e sublime e sedutora como uma deusa amazona;
e eu te receberei como teu amante servo!
126
A MORTE É UMA SINGELA FLOR
Conta-me algo que eu não tenha visto em ti, querida, mas sem mistérios ou mentiras;
conta-me, por exemplo, sobre o que te deram os mitos marítimos sobre cujos rijos marulhos (extaticamente) surfaste;
conta-me, por exemplo, dos deuses que fabricaste, sob cujos ensinamentos sequer conseguiste habitar, sem ser com a volatilidade de teus verbos;
conta-me, por exemplo, deste ser a quem disseste amar tanto, mas tanto que lhe prometera uma fausta eternidade às asas,
até que a tudo enterraste nos paus de velhos pássaros que sobrevoavam tuas imundas quimeras.
[... agora, depois de tudo isso, ao fim de tua jornada, conta-me se valeu a pena; dize-me de algo que realmente lhe tenha sobrado]
143
TU TE LEMBRAS?
... havia um sentimento forte entre nós,
considerávamo-nos um casal inabalável e o amor podia ser sentido como real;
mas eu sabia, e eu te disse tantas vezes que só o amor nunca poderia fazer tudo
e que deveríamos deixar o resto das espetaculares imagens sapiens de lado:
Do you remember when we were run over?
211
SOMOS SEQUER SOMOS UMA ILUSÃO!
Corpos têm força e apresentam todos os instintivos sentidos de que precisam para sua sobrevivência e para satisfação de seus prazeres,
por isso trocam-se sentidos, tesões, abraços, amasso, lambidas de línguas, poisições de êxtases, penetrações delirantes e litros e mais litros de sêmens;
mas o corpo, além de belo e de tudo isso, é também feito de carne, de sangue, de múuculos e de nervos
que envelhecem como não envelhessem a mente o os sentidos demais.
E então, ná um ponto, das claras noites de amor, de tesão e de alegria,
começam a sobrar apenas algo desabitado de desejos, fragilizado pela falta de amores, desértico de linguas e de genitátias em seus solitários leitos,
em noites escuras que inexoravelmente lhe antecipam a morte, na qual, temerosamente em pânico,
não sabem para onde ir ou se simplesmente se cessam de existir!
110
ACHO QUE ELA ESQUECEU ALGUNS CORVOS NA MINHA CABEÇA!
... ninguém conhece sua própria natureza,
os anjos, por exemplo falam com belas e voláteis palavras, da infância, do amor, da vida, da saudosa e triste ausência,
enquanto os cães, apesar de limpara os restos deixados pelas libidinosas festas escondidas dos anjos,
sofrem da agonia solitária dos muros e das sombras!
133
REVELAÇÕES
Quando o véu
é arrancado e arrastado
pelo forte vento,
é inevitável
o questionamento sobre
a sapiens existência:
em teu caso,
sobre as verdades que semeias
para benefício de tua
própria árvore!
141
SONHOS E PEDRAS
A morte não venceu meu amor silencioso,
mesmo na mais cinzenta tarde e na mais escura e fria noite.
Vestido como pássaro da chuva, invoco meus poemas mutilados pela dor,
mas garanto: nada apagou os vestígios que ficaram de nossos passados voos!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*