PretoMoreno

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escrevo crio teço me despeço das palavras como foram acalentadas no berço...

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POEMA MAGRO

Sem gordura,
fino,
tez escura,
selvagem,
fino poema,
cheio de coragem,
cinto apertado,
no peito gravado
o símbolo do universo,
a caminhar seus finos versos
entre lânguidas orquídeas:
poema de fino trato
cheio de som,
de cor,
de vida...
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Poemas

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POEMA MAGRO

Sem gordura,
fino,
tez escura,
selvagem,
fino poema,
cheio de coragem,
cinto apertado,
no peito gravado
o símbolo do universo,
a caminhar seus finos versos
entre lânguidas orquídeas:
poema de fino trato
cheio de som,
de cor,
de vida...
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BEIJE-ME DEPOIS...

Antes, preciso beijar a terra,
o que se esconde,
está sob ela,
minérios que riem,
sérios, que dizem
as cores das folhas e o tamanho das árvores,
a lava escura que arde dentro do seu ventre,
antes, bem antes, preciso desmontar a morte
e, com ela, reaprender a nascer...

Depois, conquistá-la,
cada fera que a avassala,
cada homem a sacrificá-la,
por sobre suas feridas o pólen da vida,
chegar em casa no alto da colina,
receber o abraço da minha filha, minha menina,
minha mulher que me espera, (sei o quanto sou dela),
e então sentir o beijo dos lábios humanos
que me fizeram astrounauta
a traçar meus cósmicos planos...



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