Rabs

Rabs

n. 1988 BR BR

n. 1988-06-08, São Paulo

Perfil
31 014 Visualizações

A vida é como um jogo de xadrez

A vida é como um jogo de xadrez, vocêtem todas as peças no inicio de um jogo, mas você não pode tirar osolhos dele, tem que estar sempre atento. Você tem que pensar muito bemantes de fazer a sua jogada, analisar, ver as conseqüências que estajogada vai causar por que você sabe que após feita tal jogada ela nãopoderá ser desfeita. Um movimento sem pensar e lá se vai uma peça sua.As vezes é preciso sacrificar uma peça para que você execute suajogada. Cada movimento é decisivo e seu oponente é inteligente e querte derrotar de qualquer forma. Você deve ser mais esperto que ele,pensar bem nas jogadas, parar, analisar, reanalisar e jogar. Não seimporte com o tempo neste jogo, desde que você perca o seu temporaciocinando. Às vezes você se sente pressionado por seu oponente, elesó ataca e você só defende, as vezes a defesa é a melhor estratégia,mas não se vence uma guerra se defendendo apenas. Casualmente seuoponente irá abrir uma brecha em sua ofensiva e deixará sua defesa nua,é uma questão de percepção, estar sempre atento a qualquer movimento.Pode se encontrar sem peças e dizer que o jogo está perdido, mas o jogonunca acaba até o rei cair, portanto nuca desista, por mais queamarrados seus pés e suas mãos pareçam estar, seu oponente ainda podevacilar. Eventualmente pode se sentir afobado para fazer tal jogada eficar cego para o restante do jogo, um jogador desesperado para ganharjamais ganhará, é preciso muita calma e atenção. Quando menos se esperasurge um xeque e você perde o chão sobre teus pés, é hora de por empratica a calmaria e raciocinar uma solução. A rainha é a peça maisimportante do jogo pelo seu poder. Ela irá proteger o rei e irá atacar,os dois juntos são perfeitos, portanto, proteja sua rainha sempre. Casovocê a perca o jogo continua, mas não tem a mesma graça, no entantovocê ainda pode chegar com seu peão até o topo do tabuleiro, seguindoum longo caminho, mas no final, pode se transformar numa nova rainha.Eis que não será a mesma coisa, esta permanecerá pouco tempo,certamente, por tua vitória ou por tua derrota. Cada movimento édecisivo, ganha-se peças, perde-se peças, no entanto, estranhamente,quem está de fora do jogo vê muito mais jogadas do que o própriojogador, seria bom ouvi-los quando tiver oportunidade. Enfim éanunciado "xeque-mate" e quem o anunciou? Sua vitória depende apenas devocê. A única diferença entre a vida real e um jogo de xadrez é que noxadrez você pode jogar novamente, na vida não. A vida é feita de váriosjogos interligados a um só jogo, que chamamos de "jogo da vida", cadajogo destes nos ensina algo, cabe a você aprender a jogar ou não,alguns jogos se repetem, mas são raras as oportunidades de jogarnovamente o mesmo jogo, se as tiver, não desperdi-se-as. Não é tãodifícil aprender a jogar, basta pensar bem antes de efetuar a jogada,olhar tudo ao seu redor, estar sempre atento e jogar. Quanto mais sejoga, mais se aprende, e quando você já estiver bom no jogo, ensine-opara outros, eles precisam de você e de você deles, nunca os subestime,pois até mesmo um principiante, mesmo que inconsciente, pode te ensinarmuita coisa.
Ler poema completo

Poemas

15

Vício

Quanta brisa faz o que sente, o que está na mente?
Será mesmo impossível se desfazer de tudo isso?
Aparenta ser difícil, realmente, a gente entende
Mais que uma vontade, parece um compromisso

Choros, angustias, arrependimentos, o que mais?
Tudo isso e mais um pouco, mas de que adianta?
No dia seguinte volta o barco sempre ao velho cais
E esqueceras tudo que ao anterior o abrilhanta

E se parar fosse tão simples quanto querer?
Será que teria a mesma graça tentar parar?
Não vejo isso engraçado por te fazer sofrer
É simplesmente o conflito entre amar e odiar

Você que era surpreendentemente tão forte
Como achar uma saída se tudo é breu completo?
Você precisa acordar, isso só te suga para baixo

Deste quebra-cabeças perdi a peça que me encaixo
Vejo como se de trevas eu estivesse repleto
E ainda sigo tal caminho que me leva a morte
953

Agonia confusa

Ser sempre pálido ao alvorecer, alvo, sempre calmo enquanto o sangueescorre. Lágrimas caem sem eu querer, a dor é tão forte que não seimporta ver, crer, crescer, andar. Minhas pernas não mais caminhamcontra o vento, pois estáticas se tornaram após a grande tempestade,que mesmo sem eu entender qual grande foi esta tempestade, assim meencontro caído, abatido, abalado, enciumado por algo que não existe,isso tudo eu apenas criei, agora me diz como desfazer? Somente vejo asombra de minha cabeça baixa, meu sorriso não mais se encaixa nestamera solidão. Foi tudo eu quem criou. Foi tudo eu quem criou. Foi tudoeu quem criei as aves que cantam e me cercam a cada manhã e que metiram um aperto qual sem jeito me leva fingir. Como rosas me via aesperar que chegasse a luz, a luz que aos céus as conduz. Em vãotentei, me esqueci que caminhar não posso mais, no entanto, um prantorolava interno, paterno, onde está o Pai? Sinto-me confuso e atraído,sinto-me desvalorizado e traído, mas porque ainda resta algo bom que mefaça lembrar dos tempos bons que eu vivia a te amar? Não quero magoarmais ninguém, férias de mim mesmo já tirei, seria bela a manhã serenado fim de tudo isso que eu criei, pois foi eu quem criei, foi eu quemcriou...
mas tudo vai se findar.
1 084

Silenciando

Ando em silêncio, nas sombras, nos cantos onde não há luz
Minha boca se seca enquanto nada em mim reluz
Se eu tenho a certeza de andar, de caminhar
Se eu tenho a certeza de silenciar, me ocultar

Sei que tantos me procuram mas não irão me achar
Pois ando nas alturas a silenciar o frio a me cortar
São tantos sentimentos que prefiro guardar
São tantos os meus silêncios a me torturar

Sendo calmo cada passo lento diante ao vento
Porque ainda me procuras, nem me esconder eu tento
Mas é que eu ando em silêncio para o mesmo atenuar
Mas é que mesmo em passos lentos eu posso chegar

Se eu me omito só me abrigo neste atrito
Mesmo alegre e contrito sempre arranjo uma emoção
Sendo claro eu me escondo no infinito
Se eu puder dizer eu digo, o que me aflige é este clarão
Fizeste escuro, já me oculto nestas sombras
Ouço palavras que se quebram como as ondas
Bate e se espalha, mas daqui logo a pouquinho
Onda teimosa se refaz só por carinho
Pra tornar a me dizer
988

Cor Bordô

Sangra, tão vermelho sangue, que escorre do palanque
O qual caí outrora em descuido lento vento se fez relento
Me de traz mil sonhos que vejo, tão risonhos sonhos
Sonhos felizes com o cessar do fogo e o estancar de corpos
Que bóiam em rios de sangue feitos por tão simples porcos
Tais quais mascaram suas mentes sujas que tais ditas cujas
Sempre pensam em sangue, tão glorioso sangue
Se precioso brilho que deslumbra a tantos no sofrer alheio
Me mostra toda suja face no espelho
É por que vítima também posso me sentir

Quando os porcos criam asas, sujam todas nossas casas
E sujam ruas e também quintais, sujam crianças e os animais
Sujam lamentos e alegrias, sempre ditando as suas sangrias
De um poder sujo e denso, tenso, lenço vermelho bordô
Bordô tal sangue escorre embora estancado fora
Como tal aurora suja o céu antes azul tão resplandecente
Hoje um brilho em mente sem direção de se findar
E depois de tanto sangue derramado, porcos vão para seu lado
Afim de toda vossa alma sugar
E toda lama se transforma em sangue neste vento lento
Sopram as folhas de um fim tão amargoso e amoroso

Porcos são todos que se acham espertos, destroem desertos
Rodeiam você com meia dúzia de palavras encantadoras
Te encantam como uma serpente, infelizmente,
Você ainda canta e anda como se fosse uma tampa a se fechar
Eles fazem sua cabeça e o que quer que aconteça, eles querem mais
Vão sujar o seu vestido, te marcar como escolhido
Então será mais um à sua lista a entrar
Seja todo tempo, porcos estão em todo lugar, em casa, na rua, no altar
Veem como águias e escolhem suas presas, todas de surpresa
E é tão simplificado as devorar
Agora mais cuidado nesta esquina, porcos podem te pegar
E em cor bordô os vão pintar.
996

Bom rapaz

E naquela falta de uma conversa inteligente, um papo surpreendentemente relativo
Cativo, capaz...
Rapaz tão moço, tão sóbreo, tão sorridente
Feliz se faz mostrar o dente, seja um ou seja todos
Mesmo que sua vida seja simplesmente preto e branco
Manco, santo, franco, as vezes se mostra frágil
Mas ao certo se faz justo por não ver
E crer simplesmente que não sente
Se sente apenas quando se toma do errado um entusiasmo
As vezes fica pasmo sem saber como jogar
Se joga! As vezes é melhor se jogar
E ele se joga, sempre se joga
Bom rapaz
991

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.