Lista de Poemas
Me Consome
Me consome essa vontade de te ver
E esse desejo de te arrancar do meu peito
Esse grito travado na garganta
E as suas declarações desmedidas, descabidas.
Me consome seus sorrisos gigantes
Esse seu sarcasmo deselegante
Minha melancolia sem fim
A saudade de te ter perto de mim.
Me consome as tentativas frustradas de te esquecer.
Mas o que mais me consome é perceber que:
O tempo corre. Os dias passam.
E eu continuo sendo consumida
Pelo sentimento parasita
Que se alimenta do amor que eu sinto por você.
Despida
As tormentas naturais jamais sumirão
Sempre tentei sumir, mas aqui estou
Vesti de tudo e só tive ingratidão
Resolvi me despir de padrões que jamais foram bem vestidos por mim
Me dei conta de que não combino
Nunca me caiu tão bem assim
Peço que não me leve a mal
Não é que eu ache antiquado
Só não me serve
Me sinto quadrada.
Doente
Onde a liberdade é uma mentira, felicidade uma ilusão.
"Um copo de cerveja, por favor"
Os caretas estão dormindo enquanto a gente espalha amor.
Deixa eu te invadir com minha loucura
Te contaminar com a minha doença sem cura
Duvido esse mundo conseguir te desinfectar
Prove do meu veneno e nao vai querer se livrar
Vai produzir seus próprios anticorpos aos burgueses que querem nos parar.
Apontada
Mostre a todos como não tenho dignidade.
Piedade? Não preciso da sua bondade!
Não é porque sua religião é contra, que me julgo imunda assim.
Minha vida é cheia de mim
No fim, a felicidade vale mais do que sua opinião.
Vá! Pode julgar a forma como me porto, te "afronto", me devoro.
Minha ambição é ostentar amor e gratidão.
Quero tomar uma dose de sagacidade,
Dar um trago na liberdade
E gozar de toda a satisfação que é poder sentir.
Me sinto em constante movimento,
Flutuo sobre toda essa hipocrisia que tu vives a cuspir.
Como é viver com as pernas fechadas e os dedos a apontar?
Se pudesse lhe dar um conselho, diria pra relaxar e aproveitar.
E quando isso acontecesse, que não ligasse para o que lhe diriam
Sabe como é esse povo, né? Gritariam!
Contariam a todos o que fazia,
Mas com um sorriso sereno no olhar, teria uma resposta dada:
"Já apontei muito, hoje sou feliz por ser a apontada"
Sem pretensão
Sem pretensão alguma fui deixando me levar.
Sem pretensão alguma, entrou em minha vida.
Sem pretensão alguma, me fez apaixonar.
Foi assim que meu coração entendeu
Que a falta de pretensão é uma loucura
Pois quem só pensa depois de estar envolvido
Se entregou sem ter pretendido..
E eu sigo tentando entender
Como pude sem pretender, me envolver
E permitir que a pretensão passasse a existir
Só pra sofrer por quem não posso ter.
Tem sido assim
Nada mudou!
E ainda anseio pela tal plenitude.
Meu mundo tem girado
E gira bem ao seu redor!
Talvez seja aí
Que eu esteja pecando tanto!
Minha cabeça já está pesando.
Me preocupo com a tal confiança
Que você diz não estar te passando.
E ainda vem com todo esse desdém
Dizer que não me porto como quem tem alguém?
Ora, com toda elegância
Não sou nenhuma Santa
Mas respeito me cai bem
Celena
Pensava somente com o coração
Não podia ver quem sofresse
Prontamente, estendia sua mão.
As pessoas não se importavam com suas dores
Não percebiam que nem tudo eram flores
Celena era uma menina escandalosa
Parecia estar sempre satisfeita com sua vida
Sofria calada e contida
De suas angústias, ninguém sabia.
Ficava feliz em ajudar todo mundo
Mas nunca acreditou que alguém a ajudaria.
Celena era uma menina ousada
Não continha suas palavras
Seu jeito perturbador incomodava
Nem todos por perto a aceitavam
Mas eram poucos aqueles
Que por ela não se encantavam.
Celena tinha uma péssima memória
Pisavam sem dó e sem misericórdia
No dia seguinte, Celena esquecia
Um sorriso largo sempre surgia
Ninguém entendia como era possível
A menina sofria, mas logo passava por cima.
Celena geralmente dizia:
"Minha alma é que não vou pesar,
Nem minha essência vou sujar.
Prefiro nem ligar!
E eles que vão se danar".
Perdida
Tenho sido mal interpretada
Emocionalmente afetada, perturbada
Lotada de pensamentos mesquinhos.
Essa neblina atrapalha minha visão clara do mundo
É um constante julgamento dessa gente imunda:
- Maliciosa demais
- Ingênua demais
- Despedaça corações
- Admiro o jeito dela de amar
- Admiro o jeito livre de ser
- Perdida, maldita.
E eu que sempre gostei de estar no centro das atenções
Só quero um canto que eu possa me esconder.
Noites que se repetem
No calar da noite
Tu dormes em meus braços
Seja de conchinha
Ou dentro de um abraço
Acordo de madrugada
Em silêncio te beijo
Te admiro calada
Me concentro em seu cheiro
Se eu me viro pra ti
Tu me abraças por trás
Duas em uma só
Toda noite se refaz
Com a claridade que chega
Faz careta irritada
Se eu te acordo, reclama
Bate os pés e desmaia
Te levo um café
Tu levantas reclamando
Me pedes um cigarro
Para ir se acalmando
Te cubro de beijos
Corto sua rebeldia
Me faz um carinho
Começamos o dia!
Quem me dera
Queria aquele sorriso pra me enlouquecer
Aquela pressa de levantar da cama e por lá me deixar.
Seu pouco caso misturado com toda aquela vontade de me ter.
Se eu pudesse me afogaria em seus beijos e morreria em seus braços.
Quem me dera poder misturar nossos corpos
Entrelaçaria nossas pernas até dá um nó.
Sinto falta dos nossos cheiros se misturando na cama
Dos seus lábios se aconchegando nos meus
E daquela farra que as paredes do seu quarto conhecem bem.
Minha sina é ter seu corpo sobreposto ao meu
E em frações de movimentos, ser completamente sua
Nua! E eu só penso em ir a Lua.
Seus dedos me percorrem sem vergonha alguma
E a temperatura da sua língua que me deixa maluca.
A gente se acaba e faz uma mistura!
Imagina ela inteira pra me transbordar
O esforço mútuo para nos saciar
Por fim relaxamos e é só alegria
E aquela risada já não é só minha
Nos largamos na cama e paramos no tempo
Pouco falamos mas nos entendemos
Te olho com amor e satisfeita com a vida
Querendo repetir toda aquela maravilha..
Comentários (2)
obrigado pela excelente poesia
Boa a sua poesia ,obrigado por partilhar tanta beleza (e um sorriso tão lindo)