raven1968

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Nascido Paulo Nieri, amante da poesia e não me julgando poeta, gosto de escrever sem compromisso com minhas preocupações.

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Não concordo com nada, mas deixo falar...

Não concordem com tudo que te dizem
Isso mata sua criatividade
A dúvida é uma condição estranha
A discordância respeitosa cria grandes debates
A biógrafa de Voltaire, filósofo francês dizia:
*"Não concordo com nada do que você está falando,
mas defenderei até a morte o seu direito de dizer..."
"A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda." (Voltarie)
Não concordaremos com nada,
Mas daremos aos outros o direito de dizer.
O dinheiro que te compra
Não deve ser o mesmo que poderá te prostituir
Ou seja!
Não se venda por nada, por pouco ou por certezas...
Cultive a dúvida e estude
Estude para não se passar por ignorante
Mas continue humilde...
A arrogância só cabe aos tolos
Mas se deixe levar pela loucura de viver
Viva muito e intensamente
O futuro não pertence a ninguém
Mas a prudência às vezes pode te dar mais um dia de vida
E só deseje mais um dia de vida
Se realmente for usado para viver
Quem inventou o trabalho não perguntou se o preço pago por ele era justo
Pois se perguntasse teria que lhe pagar mais...
Nunca esteja satisfeito,
A satisfação te impede de crescer
Nunca fique totalmente insatisfeito,
Pois se estiver, mais um tirano vai nascer
A única obscenidade que existe, é a guerra
Já os desejos, não podem controlar você
Senão deixa de ser desejo, se torna martírio...
A maior história de sua vida,
Não será contada por você
E sim por aqueles que foram afetados pela sua vida
Pelas suas ações...
As pessoas que você ama,
Podem não te amar
Mas se você for no mínimo tolerante
Será no mínimo respeitado
E o respeito é soberano
Não existe hierarquia no respeito
No respeito não a lutas, não há guerras e nem servidão...
No respeito não há capital ou capitalistas
Apenas nós, os utópicos sonhadores...

Frase usada no texto de *Evelyn Beatrice Hall - escritora inglesa, biógrafa do Filósofo Voltaire.

Texto Inspirado em palestras do filósofo Mario Sérgio Cortella

Escrito por mim, para todos...

Usem como quiserem

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Poemas

13

Olhos Fechados

Eu fechei meus olhos
E no escuro da desesperança
Eu contornei seu rosto com meus dedos
Não procurei beleza, nem preciso
Procurei sentir sua essência
E viajei na textura da sua pele
Explorei seus contornos sutis
E seu calor aqueceu a ponta dos meus dedos
E acendeu confortavelmente meu coração
Continuei de olhos fechados
Toquei seus cabelos cacheados
Naveguei pelas ondas dos fios
E desejei emaranhar-me neles
Ficando preso para sempre em você
Ainda de olhos fechados
Percorri cada parte do seu corpo
Toquei seus seios e ali me perdi
A pele quente me transtornando
Os mamilos entumecidos com meu toque
Seu coração pulsando já acelerado
E eu perdido no oceano da sua pele
Perdi a noção do tempo
Dei asas a minha mente e deixe ela vagar
E por mais que eu vagasse
Sempre era atraído pelo seu corpo
E o explorava na escuridão
Deixando meus dedos servirem de guia
E quanto mais eu te explorava
Mais me apaixonava
Mais amava o que sentia
E não procurei a beleza
Mas na sutiliza dos toques
Encontrei muito de você
E me embriaguei vertiginosamente
Nos contornos delicados
E na harmonia discreta da sua geografia
De olhos bem fechados e já ofegante
Retornei ao seu rosto
E com o toque dos meus dedos
Fixei sua imagem em minha mente
Acariciei delicadamente seus lábios
Que agora entre abertos e úmidos
Me transportaram para dentro do seu ser
E me aprisionaram em sua volúpia
Desgraçado que sou, abri os olhos
A casa escura e vazia, congelava
Mas dentro de mim, ainda aceso
Seu amor me aquecia...
158

Antes do Funeral

O que se pode fazer
Diante da morte somos impotentes
Quando seus frios braços
Congelam nosso coração
Nem as despedidas são ouvidas
Nem um clarão singelo de luz
Escapa ao seu abraço
Sozinhos estamos
Sozinhos partiremos
E essa dança louca que se chama vida
Esquecida, fica para trás
As lágrimas dos que amamos
Não poderão ser secadas
Nossa imobilidade final
É tudo que para eles restam
O cortejo segue silencioso
Soluços, tristezas indescritíveis
Lembranças do que se foi
Saudades que com certeza virão
O coração frio não sente mais dor
Essa deixamos para os que ficam
E com certeza, não tenho dúvidas
O mundo seguirá sua marcha
As mesmas ganâncias, medos e frivolidades
As vezes amor ou alguns gestos de bondade
Fluirão dos corações humanos
Que agora transportam o que partiu
A tumba fria será misericordiosa
E reterá a podridão e o mal cheiro
Deixará os ossos para o futuro
Para o tempo destruir implacavelmente
De alguma forma quem parte
Se torna eterno na lembrança dos que ficam
Assim como os que ficam
Um dia serão eternas lembranças
Dos outros que ficarão
Então nesse momento que ainda há vida
Faço as honras dos que aqui estão
E ofereço meu amor incondicional
Antes que a morte me alcance
Sinceramente quero que o meu amor os toquem
E se for pouco, se não tiver nenhum valor
Guardem um pouco com vocês
Já o restante, o que for inútil aos bolsos
Deem ao que encontram nas calçadas
O único abrigo que conhecem
Deem também um pouco aos órfãos
Pois no abandono, qualquer migalha de amor
É tudo que uma triste alma merece...
160

Sentado com Clarisse em um canto...

Ainda cansado do vilipêndio
Carregando o peso da incompreensão
Esperando mais do que mereço
Sofrendo mais um descarte silencioso
Na verdade, ninguém quer saber
Se esperei com alegria, esperei...
Talvez me reste outras terapias
Já que a atenção dos que amo não encontro
Amor, amigos, se afastando em euforias
Prazeres que eu não consigo entender mais
A descaracterização dos sonhos e dos ideais
As tristezas pesando muito, a inércia dos fatos
O tempo escorrendo veloz pela ampulheta
As areias da aflição cegando meus olhos
Não tenho pelo que me mexer, pelo que lutar
De alguma forma encontro a Clarisse
A mesma da música que se machuca
Que acuada em um canto pela dor
Me abraça como o último refúgio
Trancados em nossos mundos
Em lágrimas brindamos o esquecimento
Trocamos marcas profundas de solidão
Sangramos, só precisamos disso
Trocar uma dor pela outra, não há medo
O sofrimento que ocultamos
É bem maior do que enxergam os que se afastam
Nos machucamos somente para esquecer
Sabemos das impossibilidades
Nada de forças, nada de trégua
Nossos soluços abafados pela agonia
Permitem que somente com um olhar
Troquemos o que mais nos faz sofrer
Ninguém entende, ninguém quer entender
Todo amanhecer novo fôlego
E lembramos daqueles que já se foram
Alguns nos olham com piedade
Buscando em nossas fraquezas uma condenação
E nos apresentam um Deus sem rosto
E nos pedem sacrifícios incompreensíveis
Nos chamam de doentes, enquanto o mundo está enfermo
Renegam nossa dor por pura indiferença
Mas eu e Clarisse sabemos que nada existe
Sabemos que a indiferença é uma arma social
E no momento que os antidepressivos
E a dose de sono artificial nos faltam
Ou tornam-se inócuos e não trazem conforto
Vem a noite d'alma e nos abraçamos
A loucura rondando nossos corpos
A Morte com seu hálito pesado se aproximando
E todo vazio que conhecemos nos abraça
De todos os tratamentos tentados
A indiferença expurgou a esperança
Voltar para casa trás o medo do vazio
O assédio dos que nos oprimem é pesado
Nada mudando no mundo ao redor
Tormentos e olhos vermelhos cegados pela dor
Nada de mundo injusto, sabemos...
São as pessoas que são injustas, afirmamos...
Sem futuros, presente ausente e passado vivo
Tudo que é mal assolando nossas almas
Muito perto de nós o desconforto da "normalidade"
Todos sofrem, homens ou mulheres
Mas nesse infeliz momento de solidão
Só eu e Clarisse podemos compartilhar da mesma dor
Em um mundo de mentiras, a hipocrisia dá as cartas
Trancados em um quarto, acuados pelo desprezo
Os discos que gostamos, os livros que lemos
Nosso mundo nos acompanhando
Nosso cansaço e a incerteza de uma nova manhã
Éramos pássaros, voávamos livres...
Agora trancados, já não cantamos mais
E o mundo cobra nossa antiga e alegre canção
Eu e Clarisse, buscando pela nossa existência
Querendo uma fresta para escapar
Em busca do caminho das pedras amarelas
E quem sabe de lá poder voar novamente
E esquecermos nossas idades, nosso tempo
Para nunca mais encontrar a indiferença...

19/04/2016

Escutando Clarisse da banda Legião Urbana - CD Uma Outra estação - Faixa 5 - Texto inspirado na música. Adaptação livre.
A dor é real.
172

De Volta ao Coração do Oceano

Meu coração perdido, acorrentado e preso
No mais profundo dos mares grita pela luz
Por quem sabe até uma pequena chama
Que possa quebrar o gelo da solidão
Por muito tempo eu senti as pessoas
Se completando com outros ao meu redor
Eu não entendia por que alguns eram suficientes
Para os outros e eu nunca bastava
Nunca fiz parte dos planos do amor
E o que restava de mim gritava por afeto
Sofri muito, sim eu chorei muito
Com o tempo aprendi a fazer isso sozinho
Em silêncio e sem incomodar aqueles que de mim precisavam
Eu me doei, servi a vários propósitos
E quando já não era mais necessário era trocado
Não tenho rancor, são outras aflições que me conduzem
Conheço a estrada da decepção, conheço a despedida
Tive que conseguir um coração novo a cada partida
Mesmo sabendo que logo em seguida ele seria arrancado
Quase duvidei da humanidade que restava dentro de mim
Quase deixei de ser humano ao flertar com a morte
O que resta?
O que posso esperar?
Se é que devo esperar...
Tratei de escrever com sangue o que só eu lia
As entrelinhas da minha vida estão apagadas
Por uma dor que só eu reconheço
Meu coração está pesado e preso no fundo do oceano
Alguns dizem que esse oceano se chama Alma
E eu chamo de inferno...
Nasci sob o signo da perda e em cada esquina da vida
Eu espero por uma nova oportunidade de perder alguém
Eu nasci só, somente para perder os que amava
Nas profundezas dos meus olhos nada se reflete
Nem um brilho escapa do casulo da dor
E nenhuma dor escapa dos abraços da solidão.
E é no coração do oceano, somente lá
Que sepultamos todos os corações mortos pelo amor
177

O Coração do Oceano

Meu coração perdido, acorrentado e preso
No mais profundo dos mares grita pela luz
Por quem sabe até uma pequena chama
Que possa quebrar o gelo da solidão
Por muito tempo eu senti as pessoas
Se completando com outros ao meu redor
Eu não entendia por que alguns eram suficientes
Para os outros e eu nunca bastava
Nunca fiz parte dos planos do amor
E o que restava de mim gritava por afeto
Sofri muito, sim eu chorei muito
Com o tempo aprendi a fazer isso sozinho
Em silêncio e sem incomodar aqueles que de mim precisavam
Eu me doei, servi a vários propósitos
E quando já não era mais necessário era trocado
Não tenho rancor, são outras aflições que me conduzem
Conheço a estrada da decepção, conheço a despedida
Tive que conseguir um coração novo a cada partida
Mesmo sabendo que logo em seguida ele seria arrancado
Quase duvidei da humanidade que restava dentro de mim
Quase deixei de ser humano ao flertar com a morte
O que resta?
O que posso esperar?
Se é que devo esperar...
Tratei de escrever com sangue o que só eu lia
As entrelinhas da minha vida estão apagadas
Por uma dor que só eu reconheço
Meu coração está pesado e preso no fundo do oceano
Alguns dizem que esse oceano se chama Alma
E eu chamo de inferno...
Nasci sob o signo da perda e em cada esquina da vida
Eu espero por uma nova oportunidade de perder alguém
Eu nasci só, somente para perder os que amava
Nas profundezas dos meus olhos nada se reflete
Nem um brilho escapa do casulo da dor
E nenhuma dor escapa dos abraços da solidão.
E é no coração do oceano, somente lá
Que sepultamos todos os corações mortos pelo amor
208

Extremos...

Extremos, de um ponto ao outro dos sentimentos
Dos sentidos ferinos que me invadem o ser
E morrer não é uma escolha para escapar
E lutar, com que forças se o inimigo é você mesmo?
Não tento, não penso que os extremos vieram para ficar
Lamento, esses afastamentos involuntários
Esses arrebatamentos que prenunciam a tragédia
A passos largos corro de mim mesmo
O que me transformo de ruim teima em me alcançar
Respiro, ofegante na angústia das convulsões do humor
Só temo que as ilusões me firam com minhas próprias mãos
O coração já distante, longe da minha fúria
A batalha descontrolada pelo equilíbrio
E a lágrima, a redenção para o cansaço
Onde está o domador de contratempos?
E por que essa fragilidade acena com o isolamento?
Que faço?
Que penso?
Que sinto agora?
Em um momento quente e em outro instante, já frio...
Um calafrio percorre a coluna
Minhas garras já estão me alcançando
E ao redor a escuridão me abraça com furor
Os instintos a flor da pele
O medo de ferir ao que mais tenho em estima
Me detenho a beira do abismo que abri
Se senti o perigo não consigo explicar
Bem devagar recuo
Está frio, está quente
De repente nada está em seu lugar
Mas você que olha de longe
Que pede calma ao furor do coração
Não pode medir a necessidade de extravasar
Nem sabe do calor causticante queima minha vontade
Já o frio... Ah... O frio...
Ergue paredes de gelo no meu vazio
Me aprisionando em uma noite eterna
Minhas dores me alcançaram
Minha vontade cede
Meu sangue permite
E a calma e a paz desaparecem
Só escuridão, nem uma fagulha de vida
Extremos que eu conheço bem
Então fecho os olhos...
Nada pode ser mais escuro do que o silêncio...
180

Para algum lugar

Para sempre queremos estar junto de quem amamos
E muitas vezes queremos apenas estar livres
Nem sempre podemos fingir nossa indecisão
Pois o coração não se aquece fugindo
É inevitável que o amor busque o amor
Não se pode fingir que não se conhece a dor
E tudo mais que envolve os sentimentos

Vamos partir em direção ao que queremos
Pode não ser fácil, mas teremos que arriscar
Não precisamos contar para ninguém
Apenas nós mesmos sabemos o caminho
Baby o amor é uma estrada sinuosa
E muitas coisas podem nos atrasar
Quando nos dermos conta, estaremos longe
Entre o nada e aquilo que chamam de Amor
Vamos procurar um lugar apenas para nós dois
Seremos totalmente estranhos aos olhos do mundo
Ninguém conhecido para duvidar do que sentimos
Se minha vida é tudo, te dou sem medo
Não quero mais viver de sonhos
Na verdade, não posso mais viver de sonhos

Quando amanhecer estaremos bem distante
Precisamos esquecer tudo que passou
Se continuarmos olhando para trás nos perderemos
Nossos corações não podem ficar aprisionados no passado
Nada poderá nos deter se formos fortes
Vamos deixar tudo que nos magoou no passado
Teremos um novo começo e quem sabe um futuro
Não se sinta presa as ilusões que nos cercam
Não se sinta presa a tudo que sou
Prenda-se se quiser apenas ao amor que sinto
Não te privarei do que precisa viver
Pegue minha mão se quiser, precisamos partir
Mas se eu tiver que partir sozinho
Não me privarei da dor e da aniquilação do morrer

9/05/2016

Inspirado na música Anywhere da banda Evanescence
154

Não concordo com nada, mas deixo falar...

Não concordem com tudo que te dizem
Isso mata sua criatividade
A dúvida é uma condição estranha
A discordância respeitosa cria grandes debates
A biógrafa de Voltaire, filósofo francês dizia:
*"Não concordo com nada do que você está falando,
mas defenderei até a morte o seu direito de dizer..."
"A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda." (Voltarie)
Não concordaremos com nada,
Mas daremos aos outros o direito de dizer.
O dinheiro que te compra
Não deve ser o mesmo que poderá te prostituir
Ou seja!
Não se venda por nada, por pouco ou por certezas...
Cultive a dúvida e estude
Estude para não se passar por ignorante
Mas continue humilde...
A arrogância só cabe aos tolos
Mas se deixe levar pela loucura de viver
Viva muito e intensamente
O futuro não pertence a ninguém
Mas a prudência às vezes pode te dar mais um dia de vida
E só deseje mais um dia de vida
Se realmente for usado para viver
Quem inventou o trabalho não perguntou se o preço pago por ele era justo
Pois se perguntasse teria que lhe pagar mais...
Nunca esteja satisfeito,
A satisfação te impede de crescer
Nunca fique totalmente insatisfeito,
Pois se estiver, mais um tirano vai nascer
A única obscenidade que existe, é a guerra
Já os desejos, não podem controlar você
Senão deixa de ser desejo, se torna martírio...
A maior história de sua vida,
Não será contada por você
E sim por aqueles que foram afetados pela sua vida
Pelas suas ações...
As pessoas que você ama,
Podem não te amar
Mas se você for no mínimo tolerante
Será no mínimo respeitado
E o respeito é soberano
Não existe hierarquia no respeito
No respeito não a lutas, não há guerras e nem servidão...
No respeito não há capital ou capitalistas
Apenas nós, os utópicos sonhadores...

Frase usada no texto de *Evelyn Beatrice Hall - escritora inglesa, biógrafa do Filósofo Voltaire.

Texto Inspirado em palestras do filósofo Mario Sérgio Cortella

Escrito por mim, para todos...

Usem como quiserem

200

Carpe Diem

O que espera você da vida?
Por que flutua em sonhos insonháveis?
É demais a realidade que lhe pesa nos ombros?
Se fugir, sofre mesmo assim
Se ficar, terá que sobreviver
Não adianta apagar o cigarro
O câncer que lhe mata é outro
Oxigênio!
É isso...
Ele te oxida
Te mata aos poucos
É sadomasoquista
Cruel!
Saindo do útero
Você respira
E é ai que começa a morrer
Então..., respire profundamente
Não fique sentada no meio fio da vida
Não flutue em sonhos utópicos
Não fuja, sofra se for preciso
Não fique aqui para sobreviver
Nem tente dar sentido a vida
Não queira filosofar sobre a morte
Acenda outro cigarro
E se for apagar alguma coisa
Apague a dúvida
Isso sim mata você
164

Tudo Realmente Passa...

Se sentes seu coração vagar sozinho
E pensas ou imagina que não vai suportar
Se o que acreditava não faz mais sentido
E isso lhe incomoda muito
Se a esperança não pode ter mais
E a vida não lhe permite ser feliz agora
Se o que mais amava partiu ou morreu
E é insuportável essa perda
Se tudo que mais quis não pôde ter
E parece que tudo está perdido
Se os velhos amigos se foram
E sozinho se encontra no mundo

Saibas que na realidade tudo passa
Pois o mundo não está parado
Basta juntar forças e recomeçar
Então o seu coração não estará mais sozinho
Uma nova fé brotará em sua alma
A esperança renascerá em sua vida
Novos amores poderás viver
O que realmente lhe pertence será seu
E os amigos verdadeiros baterão a sua porta
Pois aquele que não é capaz de esquecer o primeiro amor,
Jamais poderá viver o último...
174

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