Se sentes seu coração vagar sozinho E pensas ou imagina que não vai suportar Se o que acreditava não faz mais sentido E isso lhe incomoda muito Se a esperança não pode ter mais E a vida não lhe permite ser feliz agora Se o que mais amava partiu ou morreu E é insuportável essa perda Se tudo que mais quis não pôde ter E parece que tudo está perdido Se os velhos amigos se foram E sozinho se encontra no mundo
Saibas que na realidade tudo passa Pois o mundo não está parado Basta juntar forças e recomeçar Então o seu coração não estará mais sozinho Uma nova fé brotará em sua alma A esperança renascerá em sua vida Novos amores poderás viver O que realmente lhe pertence será seu E os amigos verdadeiros baterão a sua porta Pois aquele que não é capaz de esquecer o primeiro amor, Jamais poderá viver o último...
Se sentes seu coração vagar sozinho E pensas ou imagina que não vai suportar Se o que acreditava não faz mais sentido E isso lhe incomoda muito Se a esperança não pode ter mais E a vida não lhe permite ser feliz agora Se o que mais amava partiu ou morreu E é insuportável essa perda Se tudo que mais quis não pôde ter E parece que tudo está perdido Se os velhos amigos se foram E sozinho se encontra no mundo
Saibas que na realidade tudo passa Pois o mundo não está parado Basta juntar forças e recomeçar Então o seu coração não estará mais sozinho Uma nova fé brotará em sua alma A esperança renascerá em sua vida Novos amores poderás viver O que realmente lhe pertence será seu E os amigos verdadeiros baterão a sua porta Pois aquele que não é capaz de esquecer o primeiro amor, Jamais poderá viver o último...
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O Coração do Oceano
Meu coração perdido, acorrentado e preso No mais profundo dos mares grita pela luz Por quem sabe até uma pequena chama Que possa quebrar o gelo da solidão Por muito tempo eu senti as pessoas Se completando com outros ao meu redor Eu não entendia por que alguns eram suficientes Para os outros e eu nunca bastava Nunca fiz parte dos planos do amor E o que restava de mim gritava por afeto Sofri muito, sim eu chorei muito Com o tempo aprendi a fazer isso sozinho Em silêncio e sem incomodar aqueles que de mim precisavam Eu me doei, servi a vários propósitos E quando já não era mais necessário era trocado Não tenho rancor, são outras aflições que me conduzem Conheço a estrada da decepção, conheço a despedida Tive que conseguir um coração novo a cada partida Mesmo sabendo que logo em seguida ele seria arrancado Quase duvidei da humanidade que restava dentro de mim Quase deixei de ser humano ao flertar com a morte O que resta? O que posso esperar? Se é que devo esperar... Tratei de escrever com sangue o que só eu lia As entrelinhas da minha vida estão apagadas Por uma dor que só eu reconheço Meu coração está pesado e preso no fundo do oceano Alguns dizem que esse oceano se chama Alma E eu chamo de inferno... Nasci sob o signo da perda e em cada esquina da vida Eu espero por uma nova oportunidade de perder alguém Eu nasci só, somente para perder os que amava Nas profundezas dos meus olhos nada se reflete Nem um brilho escapa do casulo da dor E nenhuma dor escapa dos abraços da solidão. E é no coração do oceano, somente lá Que sepultamos todos os corações mortos pelo amor
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Antes do Funeral
O que se pode fazer Diante da morte somos impotentes Quando seus frios braços Congelam nosso coração Nem as despedidas são ouvidas Nem um clarão singelo de luz Escapa ao seu abraço Sozinhos estamos Sozinhos partiremos E essa dança louca que se chama vida Esquecida, fica para trás As lágrimas dos que amamos Não poderão ser secadas Nossa imobilidade final É tudo que para eles restam O cortejo segue silencioso Soluços, tristezas indescritíveis Lembranças do que se foi Saudades que com certeza virão O coração frio não sente mais dor Essa deixamos para os que ficam E com certeza, não tenho dúvidas O mundo seguirá sua marcha As mesmas ganâncias, medos e frivolidades As vezes amor ou alguns gestos de bondade Fluirão dos corações humanos Que agora transportam o que partiu A tumba fria será misericordiosa E reterá a podridão e o mal cheiro Deixará os ossos para o futuro Para o tempo destruir implacavelmente De alguma forma quem parte Se torna eterno na lembrança dos que ficam Assim como os que ficam Um dia serão eternas lembranças Dos outros que ficarão Então nesse momento que ainda há vida Faço as honras dos que aqui estão E ofereço meu amor incondicional Antes que a morte me alcance Sinceramente quero que o meu amor os toquem E se for pouco, se não tiver nenhum valor Guardem um pouco com vocês Já o restante, o que for inútil aos bolsos Deem ao que encontram nas calçadas O único abrigo que conhecem Deem também um pouco aos órfãos Pois no abandono, qualquer migalha de amor É tudo que uma triste alma merece...
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Olhos Fechados
Eu fechei meus olhos E no escuro da desesperança Eu contornei seu rosto com meus dedos Não procurei beleza, nem preciso Procurei sentir sua essência E viajei na textura da sua pele Explorei seus contornos sutis E seu calor aqueceu a ponta dos meus dedos E acendeu confortavelmente meu coração Continuei de olhos fechados Toquei seus cabelos cacheados Naveguei pelas ondas dos fios E desejei emaranhar-me neles Ficando preso para sempre em você Ainda de olhos fechados Percorri cada parte do seu corpo Toquei seus seios e ali me perdi A pele quente me transtornando Os mamilos entumecidos com meu toque Seu coração pulsando já acelerado E eu perdido no oceano da sua pele Perdi a noção do tempo Dei asas a minha mente e deixe ela vagar E por mais que eu vagasse Sempre era atraído pelo seu corpo E o explorava na escuridão Deixando meus dedos servirem de guia E quanto mais eu te explorava Mais me apaixonava Mais amava o que sentia E não procurei a beleza Mas na sutiliza dos toques Encontrei muito de você E me embriaguei vertiginosamente Nos contornos delicados E na harmonia discreta da sua geografia De olhos bem fechados e já ofegante Retornei ao seu rosto E com o toque dos meus dedos Fixei sua imagem em minha mente Acariciei delicadamente seus lábios Que agora entre abertos e úmidos Me transportaram para dentro do seu ser E me aprisionaram em sua volúpia Desgraçado que sou, abri os olhos A casa escura e vazia, congelava Mas dentro de mim, ainda aceso Seu amor me aquecia...
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Este Viver Intenso...
Não importa para onde eu voe, para onde eu vá, Você comigo sempre estará... E enquanto meu coração dorme, De alguma forma você sempre o preencherá...
Se todos os sonhos antes sepultados no esquecimento Transbordaram em minha mente como um ciclone furioso Por causa das noites não dormidas ao seu lado Nada me aflige agora, não importa e não há como voltar Se não há volta e seu corpo é para mim um precipício Vou mergulhar fundo em sua insanidade E permitir que sua pele sedosa e doce Meus sentidos venham embriagar
Eu abri a janela e vislumbrei a sua agitação Vislumbrei os espaços antes vazios Instantaneamente sendo preenchidos por você Eu abri as portas, na verdade as escancarei Vislumbrei não a esperança, mas a sua docilidade Intensa e de olhar aguçado, me forçou a entrar de uma vez
Não importa o quanto eu olhe para trás O passado que antes era objeto de estudo Agora não importa, pois o tempo deixou de existir E deixou de existir porque seu coração é onipresente É o fogo que forja todas as minhas ambições É o tudo que teima em transformar em nada É o nada que teima em ser tudo...
Eu abri a janela e o ar tinha o cheiro do seu perfume Vislumbrei sua força que vinha de todas as direções Imaginei que os pesadelos haviam se transformados em sonhos Eu abrir as portas, na verdade as arranquei Vislumbrei não a vida, mas tudo que existia antes de você Intensamente tem me consumido, tem me tragado...
Não importa que não haja amanhã Não interessa que tudo seja apenas um sonho Você sabe que por muito menos eu dei minha vida E tudo que eu doei para as pessoas não significou nada para elas Fizeram do meu coração uma latrina E por isso não importa se mais uma vez eu tenha que morrer...
23/01/2016
Dedicado a E.O.M
164
Existe...
Existe um brilho que eu nunca procurei Um beijo que eu nunca roubei Uma garota que eu nunca amei E uma canção que eu nunca cantei
Existe um brilho que eu nunca vi Um beijo que eu nunca senti Uma garota que nunca sorri E uma canção que eu nunca pedi
Existe um brilho que jamais foi ofuscado Um beijo que jamais foi dado Uma garota cujo nome jamais foi trocado E uma canção que eu gostei um bocado
Existe um brilho estranho no ar Um beijo que nunca vai acabar Uma garota doida para amar E uma canção que eu nunca quis cantar
Existe um brilho nos olhos da estrela nua Um beijo que não foi dado no meio da rua Uma garota mais bonita que a lua E uma canção que nunca foi sua
Existe um brilho na garoa serena Um beijo que nunca foi dado em boca pequena Uma garota que nunca foi um problema E uma canção que nunca foi um dilema
Existe um brilho sem solução Um beijo que nunca veio do coração Uma garota que nunca foi tomada pela emoção E uma canção cantada sem muita convicção
Existe um brilho fosco e fatal Um beijo que nunca foi imoral Uma garota que nunca foi normal E uma canção que nunca foi formal
Existe um brilho que gosta de escrever Um beijo que nunca quis acontecer Uma garota que nunca quis ler E uma canção que eu nunca quis esquecer...
172
Sentado com Clarisse em um canto...
Ainda cansado do vilipêndio Carregando o peso da incompreensão Esperando mais do que mereço Sofrendo mais um descarte silencioso Na verdade, ninguém quer saber Se esperei com alegria, esperei... Talvez me reste outras terapias Já que a atenção dos que amo não encontro Amor, amigos, se afastando em euforias Prazeres que eu não consigo entender mais A descaracterização dos sonhos e dos ideais As tristezas pesando muito, a inércia dos fatos O tempo escorrendo veloz pela ampulheta As areias da aflição cegando meus olhos Não tenho pelo que me mexer, pelo que lutar De alguma forma encontro a Clarisse A mesma da música que se machuca Que acuada em um canto pela dor Me abraça como o último refúgio Trancados em nossos mundos Em lágrimas brindamos o esquecimento Trocamos marcas profundas de solidão Sangramos, só precisamos disso Trocar uma dor pela outra, não há medo O sofrimento que ocultamos É bem maior do que enxergam os que se afastam Nos machucamos somente para esquecer Sabemos das impossibilidades Nada de forças, nada de trégua Nossos soluços abafados pela agonia Permitem que somente com um olhar Troquemos o que mais nos faz sofrer Ninguém entende, ninguém quer entender Todo amanhecer novo fôlego E lembramos daqueles que já se foram Alguns nos olham com piedade Buscando em nossas fraquezas uma condenação E nos apresentam um Deus sem rosto E nos pedem sacrifícios incompreensíveis Nos chamam de doentes, enquanto o mundo está enfermo Renegam nossa dor por pura indiferença Mas eu e Clarisse sabemos que nada existe Sabemos que a indiferença é uma arma social E no momento que os antidepressivos E a dose de sono artificial nos faltam Ou tornam-se inócuos e não trazem conforto Vem a noite d'alma e nos abraçamos A loucura rondando nossos corpos A Morte com seu hálito pesado se aproximando E todo vazio que conhecemos nos abraça De todos os tratamentos tentados A indiferença expurgou a esperança Voltar para casa trás o medo do vazio O assédio dos que nos oprimem é pesado Nada mudando no mundo ao redor Tormentos e olhos vermelhos cegados pela dor Nada de mundo injusto, sabemos... São as pessoas que são injustas, afirmamos... Sem futuros, presente ausente e passado vivo Tudo que é mal assolando nossas almas Muito perto de nós o desconforto da "normalidade" Todos sofrem, homens ou mulheres Mas nesse infeliz momento de solidão Só eu e Clarisse podemos compartilhar da mesma dor Em um mundo de mentiras, a hipocrisia dá as cartas Trancados em um quarto, acuados pelo desprezo Os discos que gostamos, os livros que lemos Nosso mundo nos acompanhando Nosso cansaço e a incerteza de uma nova manhã Éramos pássaros, voávamos livres... Agora trancados, já não cantamos mais E o mundo cobra nossa antiga e alegre canção Eu e Clarisse, buscando pela nossa existência Querendo uma fresta para escapar Em busca do caminho das pedras amarelas E quem sabe de lá poder voar novamente E esquecermos nossas idades, nosso tempo Para nunca mais encontrar a indiferença...
19/04/2016
Escutando Clarisse da banda Legião Urbana - CD Uma Outra estação - Faixa 5 - Texto inspirado na música. Adaptação livre. A dor é real.
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De Volta ao Coração do Oceano
Meu coração perdido, acorrentado e preso No mais profundo dos mares grita pela luz Por quem sabe até uma pequena chama Que possa quebrar o gelo da solidão Por muito tempo eu senti as pessoas Se completando com outros ao meu redor Eu não entendia por que alguns eram suficientes Para os outros e eu nunca bastava Nunca fiz parte dos planos do amor E o que restava de mim gritava por afeto Sofri muito, sim eu chorei muito Com o tempo aprendi a fazer isso sozinho Em silêncio e sem incomodar aqueles que de mim precisavam Eu me doei, servi a vários propósitos E quando já não era mais necessário era trocado Não tenho rancor, são outras aflições que me conduzem Conheço a estrada da decepção, conheço a despedida Tive que conseguir um coração novo a cada partida Mesmo sabendo que logo em seguida ele seria arrancado Quase duvidei da humanidade que restava dentro de mim Quase deixei de ser humano ao flertar com a morte O que resta? O que posso esperar? Se é que devo esperar... Tratei de escrever com sangue o que só eu lia As entrelinhas da minha vida estão apagadas Por uma dor que só eu reconheço Meu coração está pesado e preso no fundo do oceano Alguns dizem que esse oceano se chama Alma E eu chamo de inferno... Nasci sob o signo da perda e em cada esquina da vida Eu espero por uma nova oportunidade de perder alguém Eu nasci só, somente para perder os que amava Nas profundezas dos meus olhos nada se reflete Nem um brilho escapa do casulo da dor E nenhuma dor escapa dos abraços da solidão. E é no coração do oceano, somente lá Que sepultamos todos os corações mortos pelo amor
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Carpe Diem
O que espera você da vida? Por que flutua em sonhos insonháveis? É demais a realidade que lhe pesa nos ombros? Se fugir, sofre mesmo assim Se ficar, terá que sobreviver Não adianta apagar o cigarro O câncer que lhe mata é outro Oxigênio! É isso... Ele te oxida Te mata aos poucos É sadomasoquista Cruel! Saindo do útero Você respira E é ai que começa a morrer Então..., respire profundamente Não fique sentada no meio fio da vida Não flutue em sonhos utópicos Não fuja, sofra se for preciso Não fique aqui para sobreviver Nem tente dar sentido a vida Não queira filosofar sobre a morte Acenda outro cigarro E se for apagar alguma coisa Apague a dúvida Isso sim mata você
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Não concordo com nada, mas deixo falar...
Não concordem com tudo que te dizem Isso mata sua criatividade A dúvida é uma condição estranha A discordância respeitosa cria grandes debates A biógrafa de Voltaire, filósofo francês dizia: *"Não concordo com nada do que você está falando, mas defenderei até a morte o seu direito de dizer..." "A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda." (Voltarie) Não concordaremos com nada, Mas daremos aos outros o direito de dizer. O dinheiro que te compra Não deve ser o mesmo que poderá te prostituir Ou seja! Não se venda por nada, por pouco ou por certezas... Cultive a dúvida e estude Estude para não se passar por ignorante Mas continue humilde... A arrogância só cabe aos tolos Mas se deixe levar pela loucura de viver Viva muito e intensamente O futuro não pertence a ninguém Mas a prudência às vezes pode te dar mais um dia de vida E só deseje mais um dia de vida Se realmente for usado para viver Quem inventou o trabalho não perguntou se o preço pago por ele era justo Pois se perguntasse teria que lhe pagar mais... Nunca esteja satisfeito, A satisfação te impede de crescer Nunca fique totalmente insatisfeito, Pois se estiver, mais um tirano vai nascer A única obscenidade que existe, é a guerra Já os desejos, não podem controlar você Senão deixa de ser desejo, se torna martírio... A maior história de sua vida, Não será contada por você E sim por aqueles que foram afetados pela sua vida Pelas suas ações... As pessoas que você ama, Podem não te amar Mas se você for no mínimo tolerante Será no mínimo respeitado E o respeito é soberano Não existe hierarquia no respeito No respeito não a lutas, não há guerras e nem servidão... No respeito não há capital ou capitalistas Apenas nós, os utópicos sonhadores...
Frase usada no texto de *Evelyn Beatrice Hall - escritora inglesa, biógrafa do Filósofo Voltaire.
Texto Inspirado em palestras do filósofo Mario Sérgio Cortella