Regina Viana

Regina Viana

n. , Itaúna

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Solitude

Tá vendo só, o jeito que eu fiquei
E que você ficou ,a gente bate de frente
Quase se arrebenta e ao mesmo tempo
Se arrepende e começa a colar o caquinhos do que sobrou
Remendando os retalhos pra fazer um cobertor
Pra agasalhar na nossa solitude
E na solidão refratária ficamos perdidos de nós mesmos
Nosso desejo parece efêmero
Conveniente e não convincente
Nossa vontade de estarmos juntos
É o tempo de desatar os nós
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Biografia
No amanhecer eu te amarei

Entrarei pelo teu corpo, através de suas fendas

Assim como o sol bate na janela e encontra um meio de invadir o quarto na penumbra

Minhas pernas se confundirão com as tuas e minhas mãos passearão pela tua geografia

Matarei minha sede na tua saliva, me embriagarei com o teu perfume

exalado pelos poros da tua pele, no momento de prazer

Exausto adormecerei 

Poemas

1

Pode ser


Eu já encontrei pessoas que nunca vi antes, de uma forma peculiar
E me vi no convívio delas, no jeito de ser, na forma de olhar
Senti o cheiro de lugares, em que nunca passei
E que me pareceu tão familiar!
Senti sabores ,que nunca provei
E em fotografias me vi em lugares , que talvez com meus pés nunca irei tocar
Mais que de alguma forma eu estive lá
Já me apaixonei por pessoas, que nada haver tinham comigo
E mesmo assim, eu as amei
Já senti a o vento na pele como se fosse o carinho de alguém
Já senti a presença de tantos, e do meu lado ninguém
Pode ser que eu esteja ficando louco
Pode ser que esteja zen
Pode ser imaginação ou posso ser refén
De tudo isso que digo, de tudo que me leva além
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