Regina Viana

Regina Viana

n. , Itaúna

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Solitude

Tá vendo só, o jeito que eu fiquei
E que você ficou ,a gente bate de frente
Quase se arrebenta e ao mesmo tempo
Se arrepende e começa a colar o caquinhos do que sobrou
Remendando os retalhos pra fazer um cobertor
Pra agasalhar na nossa solitude
E na solidão refratária ficamos perdidos de nós mesmos
Nosso desejo parece efêmero
Conveniente e não convincente
Nossa vontade de estarmos juntos
É o tempo de desatar os nós
Ler poema completo
Biografia
No amanhecer eu te amarei

Entrarei pelo teu corpo, através de suas fendas

Assim como o sol bate na janela e encontra um meio de invadir o quarto na penumbra

Minhas pernas se confundirão com as tuas e minhas mãos passearão pela tua geografia

Matarei minha sede na tua saliva, me embriagarei com o teu perfume

exalado pelos poros da tua pele, no momento de prazer

Exausto adormecerei 

Poemas

1

Deu Pane

Eu vou desligar

Mas antes, eu vou te olhar mais uma vez,não a ultima,nem a próxima

Mas desta vez, este meu olhar ,e deste que falo, este se apagará

O certo é que a gente perdeu toda aquela magia, não temos mais segredos

Encare como uma fotografia, daquelas de Roley Flex ,

Ou como um negativo, afinal toda estrela perderá seu brilho

Brilho, que viaja anos luz pra alcançar outros olhos atentos,

Sem saber que do seu ponto de partida ,já se apagou

Porque até os astros perdem seu brilho um dia

Então, eu já, vou desligar

Encare como uma falta de energia, de bateria ,de pilha, de sinal,um mal contato,um canal fora do ar,uma perda visual,ficou fora do ar,deu pane

Vou desligar, e reiniciar






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